MUSEOLOGIA

Página Coleção Viva mostra interação entre natureza e edificações e alcança quase 400 seguidores em um mês de existência

 

Aliar a museologia à tecnologia tem se mostrado estratégia de sucesso para os estudantes Cássio Rodrigues, da Universidade de Brasília, e Rafael Teixeira, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Utilizando a rede social Instagram, eles criaram o projeto Coleção Viva, um museu virtual feito de forma colaborativa com o público. O objetivo é que a página seja um acervo que mostre a interação ou contraste entre natureza e edificações.

“Queremos retratar, de forma poética, a maneira como esses edifícios e monumentos estavam sendo expostos ao público e ao tempo”, conta o aluno do quarto semestre de Museologia, Cássio Rodrigues.

A ideia surgiu no Encontro Nacional dos Estudantes de Museologia, realizado em Pelotas, em agosto do ano passado. O evento anual reúne alunos da área de todo o Brasil. Além de interagir e trocar experiências, eles podem apresentar trabalhos e projetos que desenvolvem nas suas instituições.

No encontro, Cássio e Rafael se conheceram. Ambos apresentaram projetos que envolviam museus virtuais, uma categoria que possibilita a participação e a interação do público com o assunto abordado. Ali, viram oportunidade de trabalharem juntos numa área em que tinham afinidade. Após alguns meses para aperfeiçoar a ideia, o perfil Coleção Viva foi criado.

O acervo é abastecido com fotografias de flores, plantas, árvores e animais interagindo com arquitetura, patrimônios, monumentos e outras edificações. Em pouco mais de um mês, o perfil já conta com quase 400 seguidores. A repercussão do perfil surpreendeu o estudante. Segundo ele, o projeto já chegou a receber mais de dez fotos em um único dia.

Qualquer pessoa pode colaborar com o projeto. Para isso, basta que a foto seja autoral e que se encaixe no tema do acervo, informando também a cidade em que foi tirada. Se quiser, a pessoa pode contar a história da fotografia.

PERSPECTIVAS – Cássio explica que o perfil ainda está em fase de desenvolvimento e que ajustes serão feitos. “Estamos pensando na parte educativa, que todo museu deve ter. Por enquanto, estamos apenas colecionando, mas pretendemos fazer um mapeamento das cidades participantes”.