Entre santas, bruxas, loucas e femmes fatales


Restaurante Carpe Diem - CLS 104 19:00 - 22:30:00 20/05/2019 - 20/05/2019

Entre santas, bruxas, loucas e femmes fatales - (más) representações e questões de gênero nos cinemas

 

O livro Entre santas, bruxas, loucas e femmes fatales - (más) representações e questões de gênero nos cinemas desnuda os problemáticos estereótipos (interseccionais) de gênero e o quanto a história das produções audiovisuais, desde sempre, está ligada às outras formas do fazer artístico e literário no que tange aos olhares das sociedades patriarcais e cargas de preconceitos, com seus “ismos”, como o machismo (e a misoginia), o racismo (diversidades étnicas “não brancas”) ou o idadismo (questões geracionais tipicamente contra as mulheres), além, obviamente, das fobias e dos segregacionismos, que discriminam as pessoas LGBTI ou com deficiências físicas ou mentais.

 

As histórias contadas sobre o cinema comprovam que, via de regra, filmes são produzidos por e para o fitar/olhar masculino (male gaze) dominante que é imperial, por ter lastro no seu poderio econômico, político e militar/físico/sexual, o que remonta à própria definição de imperialismo: é másculo, branco, territorialista, expansionista e dominador, por princípio. Seria o pensamento histórico de que “Europa” é o significado do continente branco, anglo-saxônico (ou ariano), masculino, de razão e ação ativas e criadoras. Os outros povos seriam estrangeiros e relegados às margens, às fronteiras.

 

O meio fílmico propicia percepções profundas por abranger e estimular todos os sentidos humanos, e tem sido veículo das ausências e marginalidade do feminino. As mulheres são relegadas ao silêncio, às omissões, ao estelionato de seus talentos e realizações e às representações equivocadas e maldosas.

 

Ao longo do livro, por meio de estudos de caso e críticas, são recontadas as teorias e as histórias dos cinemas produzidos para as massas, para as grandes bilheterias e audiências, bem como as produções independentes, em geral realizadas por cineastas “periféricos” ao eurocentrismo: é o cinema de “sotaque”, com olhares de mulheres e homens fronteiriços, que transbordam hibridismos culturais, transnacionais, e seus exílios internos e externos. As(os) leitoras(es) terão surpresas com os “apagões”, omissões, sobre as mulheres que fizeram parte ativa na criação das narrativas audiovisuais como as conhecemos até hoje.

 

Sobre a Autora: Sandra Machado

 

Doutora em História – Cinema, Teorias de Gênero e Feministas, Políticas de Representação Audiovisual, Transnacionalismo/culturalismo, Universidade de Brasília (UnB); mestra em Cinema e Vídeo (Master of Arts in Film and Video) pela The American University, Washington, D.C., EUA, e bacharel em Comunicação Social – Jornalismo. Produtora e crítica audiovisual. Integrante do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar Vozes Femininas (CNPq/UnB).

 

Foi professora visitante do Decanato de Extensão (DEX-UnB) e foi docente das faculdades de Comunicação da UnB, UniCeub, Iesb e UniEuro. É editora e articulista do Blog da Igualdade (Correio Braziliense online), desde 2012. Foi repórter e editora nas áreas de Economia, Política, Judiciário, Saúde, Meio Ambiente, Direitos Humanos, Equidade e Diversidades; e crítica literária e do audiovisual, em jornais e TVs, como Gazeta Mercantil, Correio Braziliense, O Globo, Jornal do Brasil, TVE, TV Globo. Tem publicado artigos acadêmicos e capítulos de livros em áreas inter e multidisciplinares sobre cinemas, produções audiovisuais para TV/streaming digital, Gênero, Feminismos, História, Pós-Colonialismo e estudos culturais.

 

Em 2019, inicia seu projeto de Pós-Doutorado na Universidade de Cádiz, Espanha. Blog da Igualdade:  http://blogs.correiobraziliense.com.br/igualdade/

 

Serviço:

Data: 20 de maio de 2019

Local: Restaurante Carpe Dien - 104 sul

Horário: 19h

Entre santas, bruxas, loucas e femmes fatales