Marcas da Memória


Auditório Gonzaguinha da CAL 12:00 - 00:00:00 24/08/2016 - 24/08/2016

A Casa da Cultura da América Latina da UnB recebe, pela terceira vez, a mostra  de cinema Marcas da Memória, evento realizado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, dedicada à memória e à reflexão crítica sobre os regimes de exceção vividos na América do Sul, em especial no Brasil, e seus reflexos no presente.

Constituída por produções realizadas pelo projeto Marcas da Memória, que reúne depoimentos, sistematiza informações e fomenta iniciativas educativas, intelectuais e culturais que permitam a toda sociedade conhecer o passado e dele extrair lições para o futuro, a mostra deste ano é composta por 22 filmes, que serão exibidos quartas e sextas-feiras, às 12h e às 15h, no Auditório Gonzaguinha da CAL (térreo), com entrada franca.

 

Dia 24 de agosto (quarta-feira)

12h

Os advogados contra a ditadura: por uma questão de Justiça (Brasil). Direção de Silvio Tendler, 2013, 130 minutos. Com a instauração da ditadura militar, no período entre 1964 e 1985, o papel dos advogados na defesa dos direitos e garantias dos cidadãos foi fundamental no confronto com a repressão,  ameaças e todo tipo de restrições. Advogados contra  o regime propõem uma profunda reflexão sobre a época em questão, relembrando, por meio de depoimentos e registros de arquivos, a relevante e ativa participação desses profissionais contra as imposições do autoritarismo e na luta pela liberdade. Classificação indicativa: 12 anos

 

15h

500 – Os bebês roubados pela ditadura argentina (Argentina-Brasil-França). Direção de Alexandre Valenti, 2014, 105 minutos. Durante 1976 e 1983, a Argentina viveu sob uma ditadura militar. Dentre os aterrorizantes atos feitos durante essa época, está o sequestro de bebês e crianças, filhos de presos e desaparecidos políticos ou nascidos em prisões clandestinas ou centros de tortura e extermínio. O grupo Avós da Praça de Maio criou o “Banco dos 500”, uma luta para localizar as 500 crianças a partir de amostras de seus próprios sangues. Hoje, adultos, 114  delas foram encontradas e agora confrontam os dignitários da ditadura, acusados de genocídio e crimes contra a humanidade. Classificação indicativa: 12 anos