INSTITUCIONAL

Desde o início desta gestão, diversos setores da UnB estão sob a liderança de pessoal comprometido em aliar expertise profissional e comando humanizado

 

Um dos compromissos da gestão 2024-2028 é a composição das equipes de trabalho com base em competência técnica e garantindo maior participação de servidores técnico-administrativos em cargos de liderança. Completado um ano de gestão, o protagonismo destes profissionais está presente em decanatos e destaca-se com a liderança feminina em pastas estratégicas como Secretaria de Direitos Humanos, Prefeitura, Biblioteca Central e Editora. 

 

A formação das equipes ao longo do primeiro ano também buscou representatividade de gênero e raça. “Tivemos o primeiro gestor indígena da Coordenação das Questões Indígenas (Coquei), e temos no Decanato de Extensão, na Prefeitura e na Biblioteca mulheres negras. A liderança de um técnico negro no Decanato de Gestão de Pessoas também é uma demonstração de que a política para as pessoas vai nessa direção”, ressalta a reitora Rozana Naves.

 

BIBLIOTECA – Responsáveis pela mais variada prestação de serviços, os técnicos administrativos compõem o mosaico universitário ao lado de professores e estudantes. É o caso de Maria do Socorro Neri, cujo vínculo institucional começou em 2004, como discente de graduação, e se estendeu com a posse como servidora técnico-administrativa, em 2009. 

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A diretora da BCE, Maria do Socorro Neri, sonhava em trabalhar na unidade desde os tempos da graduação. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

“Desde que ingressei no curso de Biblioteconomia eu quis trabalhar na BCE. Sempre me encantei com o prédio majestoso, com seus brises enormes, que aludem às páginas de um livro. Quando tive a oportunidade de fazer concurso para o cargo de bibliotecária da UnB, não pensei duas vezes. Me inscrevi e passei antes mesmo de concluir a graduação, estava no último semestre”, conta a servidora, que na nova gestão assumiu a direção da Biblioteca Central (BCE). 

 

Curiosamente, foi em sua gestão que a primeira grande reforma da BCE desde 1973 foi entregue, valorizando ainda mais a arquitetura admirada pela diretora. Para Neri, os técnicos trazem na bagagem “conhecimento, experiência prática e relacionamentos consolidados na unidade”. “Conheço bem a Biblioteca e tenho ciência dos seus desafios e potencialidades. Tudo que fazemos aqui é pensado para elevar o nível de excelência da BCE e, claro, da UnB”, afirma a bibliotecária.  

 

Maria do Socorro Neri acrescenta que “o reconhecimento e a confiança da administração superior não apenas valorizam essa categoria, mas também elevam seu nível de satisfação e fortalecem o compromisso com a Universidade”. 

 

EDITORA – É também entre coleções de livros que Marina Dourado encontrou seu lugar na instituição. Seu vínculo começou em 2009 na graduação em Design, seguiu em 2014 com mestrado no mesmo departamento e se consolidou em 2016 ao assumir o cargo de técnica administrativa na Editora UnB, onde hoje é diretora. 

Foto: Luis Gustavo Prado / Secom UnB
À frente da Editora, Marina Dourado enxerga a oportunidade de uma gestão colaborativa, com fortalecimento de processos basilares da unidade. Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

 

“Eu e a equipe recebemos com gratidão a nomeação de uma pessoa do nosso quadro, pois sentimos a confiança em nossas habilidades e o reconhecimento do esforço coletivo na condução das atividades”, compartilha Marina, que deseja aproveitar a "oportunidade para construir uma gestão colaborativa e um planejamento de continuidade das ações, focando também na construção de bases sólidas de processos basilares para o bom funcionamento das atividades e das relações com as unidades administrativas e acadêmicas".

 

Marina acredita na “importância da integração entre os segmentos da Universidade e do reconhecimento das competências e habilidades dos servidores públicos, sejam eles docentes ou técnico-administrativos em educação”. E garante: “continuaremos ampliando e reforçando nossas parcerias dentro e fora da UnB para democratizar nossas publicações nos padrões de qualidade exigidos de nossa Editora, pioneira em edição universitária no Brasil por iniciativa de Darcy Ribeiro”. 

 

 

GESTÃO DE PESSOAS – Compreender na prática a complexidade humana que permeia a agenda do Decanato de Gestão de Pessoas (DGP) é o que tem marcado a trajetória de Peterson Góes no primeiro ano à frente da unidade. “Aprendi que processos, sistemas e normas importam, mas é o cuidado com as pessoas que, de fato, transforma a cultura organizacional”, garante o decano, cujo vínculo como servidor da instituição começou em 2016. 

Foto: Anastácia Vaz/Secom UnB
O cuidado humano inspira Peterson Góes na liderança do Decanato de Gestão de Pessoas. Foto: Anastácia Vaz/Secom UnB

 

“Este período reforçou o valor da escuta ativa, da construção conjunta e da capacidade de oferecer direcionamento sem perder a empatia. Entendi, sobretudo, que liderar significa criar condições para que as equipes se sintam apoiadas, reconhecidas e capazes de entregar o melhor de si em benefício da missão pública da UnB”, acrescenta Peterson, graduado em Administração e mestre em Economia pela UnB.

 

Sobre a inserção de técnicos administrativos em cargos de liderança, Peterson destaca que “o conhecimento dos fluxos internos e da realidade das equipes permite respostas mais ágeis, decisões mais sensíveis ao contexto e uma gestão alinhada às necessidades concretas das pessoas e das unidades”. Ele acrescenta como é “significativo perceber que a experiência acumulada ao longo dos anos encontra espaço para gerar impacto real e qualificar entregas”.

 

Para o decano, “o olhar mais próximo do cotidiano institucional tem ampliado a eficiência administrativa e aberto espaço para soluções mais inovadoras, construídas com base na prática e na escuta ativa”.  

 

PREFEITURA – Eficiência, articulação intersetorial e cuidado com as pessoas são valores priorizados por Danielle Silva Coelho em seu compromisso com a UnB. Sua trajetória na casa soma 25 anos e reúne experiências como estagiária, estudante bolsista, funcionária terceirizada e, a partir de 2010, servidora técnico-administrativa lotada no antigo Centro de Manutenção de Equipamentos Científicos, posteriormente incorporado à estrutura da Prefeitura (PRC). 

Foto: Raquel Aviani/Secom UnB
De estagiária a prefeita da UnB, Danielle Silva Coelho sustenta uma trajetória institucional de 25 anos. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

Desde julho ela abraçou um novo desafio: a de prefeita da UnB. “É uma responsabilidade grande, mas também uma oportunidade de reafirmar meu compromisso genuíno com o serviço público e com a UnB – instituição que fez parte da minha formação profissional e pessoal”, compartilha a mestra em Governança e Inovação em Políticas Públicas, engenheira civil e secretária-executiva bilíngue. 

 

Para Daniella, “liderar a PRC tem exigido dedicação para fortalecer a imagem da unidade, alinhar práticas aos normativos vigentes e atender às demandas reais da comunidade universitária. Ao mesmo tempo, tem sido uma experiência profundamente enriquecedora”. Ela garante: “nada disso seria possível sem o forte engajamento da equipe da PRC, cujo apoio, especialmente no período inicial da gestão, foi essencial para consolidarmos avanços e reconstruirmos percepções sobre o trabalho da Prefeitura”.  

 

DIREITOS HUMANOS – Sensibilidade às questões humanas também norteia os desafios profissionais de Cláudia Renault. Doutora e mestra em Psicologia, seu ingresso na UnB se deu em 1998, no curso de Serviço Social, seguido da pós-graduação em Saúde Coletiva e Gestão de Pessoas em 2002. Em 2010, consolidou o vínculo como técnica administrativa. Desde 2024 lidera a Secretaria de Direitos Humanos (SDH). 

 

“É um trabalho que exige sensibilidade, compromisso e capacidade de construir pontes, e acredito que minha trajetória na Universidade nas diferentes áreas de atuação tem sido fundamental para isso” afirma a secretária, que foi gestora da Coordenação Indígena (Coquei) por oito anos, assistente social no Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais da UnB e coordenadora do Sub-Programa de Tutoria Especial. 

Foto: Raquel Aviani/Secom UnB
Na liderança da Secretaria de Direitos Humanos, Cláudia Renault busca atuar com sensibilidade e capacidade de construir pontes. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

  

Como servidora técnica, Cláudia traz consigo "uma perspectiva acadêmica e administrativa que contribui para fortalecer a missão da Secretaria de Direitos Humanos". "Estar à frente da SDH neste momento é uma oportunidade de aplicar esse conhecimento em ações concretas voltadas à promoção e defesa dos direitos humanos, articulando políticas públicas e diálogo com diferentes setores internos e externos à UnB."

 

Desejosa de contribuir com excelência, ela acrescenta: "Ter buscado horizontes acadêmicos, consultorias nas diferentes áreas dos direitos humanos, me proporcionou uma visão ampla e me instrumentalizou para este momento de gestão". 

 

ADMINISTRAÇÃO – O senso de pertencimento institucional é percebido por Jeremias Arraes como um dos frutos positivos da presença crescente de técnicos administrativos nos espaços de liderança. Para o gestor do Decanato de Administração (DAF), os resultados concretos já são perceptíveis.

 

“Maior eficiência administrativa, processos mais maduros e inovadores e, principalmente, o fortalecimento do senso de pertencimento institucional. Quando técnicos assumem espaços de decisão, fortalecem a cultura de reconhecimento, inspiram seus pares e contribuem para uma gestão mais integrada, baseada em experiência prática e conhecimento técnico”, expressa Jeremias, contador e técnico administrativo da UnB desde 2010. Apesar de ser o mais jovem entre os decanos da atual gestão, ele soma mais de 25 anos de serviço público. 

Foto: Júlio Minasi/Secom UnB
À frente do Decanato de Administração, Jeremias Arraes valoriza o capital humano da UnB: "Poucas universidades públicas no país contam com um corpo técnico-administrativo com tamanha proporção de mestres e doutores". Foto: Júlio Minasi/Secom UnB

 

Liderar a unidade tem proporcionado aprendizados diários. “A posição oferece uma visão ampliada da Universidade, suas políticas de inclusão, sua estrutura complexa e suas metas institucionais. O envolvimento direto nas discussões estratégicas, a compreensão mais profunda das demais áreas e o diálogo frequente com órgãos como MEC trazem clareza sobre nosso papel e responsabilidades”, detalha o decano, que é doutor em Ciências Contábeis, mestre em Gestão Pública e especialista em Auditoria Interna e Externa, em Controle e Auditoria Públicos e em Didática Superior. 

 

O aprendizado também acontece na troca com “diversos servidores técnicos altamente qualificados, que reúnem experiência, formação e visão institucional suficientes para ocupar os cargos mais elevados da UnB”. O decano garante: “a maturidade desenvolvida ao longo dos anos em cargos operacionais reforçou minha convicção de que os técnicos podem liderar com excelência”. 

 

Ele entende que o êxito de uma gestão – na UnB ou em qualquer instituição –, é determinado pela escolha baseada no mérito, nas competências e nas habilidades profissionais de cada pessoa. “Quando se prioriza a capacidade técnica e o compromisso institucional, os resultados aparecem de forma natural e sustentável.”

 

O decano acrescenta que “poucas universidades públicas no país contam com um corpo técnico-administrativo com tamanha proporção de mestres e doutores”, formando, juntamente com os docentes, “um quadro altamente capacitado e apto a liderar e a ocupar posições estratégicas”. 

 

  

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