No programa Diálogos, da UnBTV, o diretor do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico, Guilherme Gelfuso, e a decana de Pesquisa e Inovação, Renata Aquino, falaram sobre as iniciativas de sucesso em 2025. Clique no player para assistir.
A inovação consolidou-se como eixo estratégico da Universidade de Brasília no primeiro ano da atual gestão. Esse foi o balanço apresentado no episódio Diálogos: Gestão em Movimento – Inovação, exibido pela UnBTV, com a participação da decana de Pesquisa e Inovação, Renata Aquino, e do diretor do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT), Guilherme Gelfuso. A conversa integra a série UnB em Movimento: Um ano de gestão, que reúne reflexões sobre avanços, desafios e perspectivas da Universidade.
Segundo a decana Renata Aquino, o período foi marcado pela consolidação de um decanato ainda jovem, mas com papel central na articulação entre pesquisa básica, inovação e transferência de tecnologia. “Entramos com uma vontade muito grande de estreitar parcerias e estruturar uma trilha de inovação robusta, conectando o CDT, o Parque Científico e Tecnológico e as diversas ações de pesquisa da Universidade”, observa.
Um dos destaques do ano foi o avanço expressivo na proteção da propriedade intelectual. De acordo com Guilherme Gelfuso, o número de registros cresceu de forma significativa. “No ano passado, tínhamos em torno de 70 registros. Hoje já chegamos a 106, e o número de patentes aumentou mais de 70%. Isso mostra que o pesquisador da UnB confia no CDT para proteger suas tecnologias”, ressalta.
Para a decana, esses resultados refletem a consolidação de uma política institucional de inovação. “Estamos vendo como o CDT tem dinamizado patentes, transferência de tecnologia e resultados concretos da pesquisa, o que fortalece a relação da Universidade com a sociedade”, avalia.
EMPREENDEDORISMO – Outro marco do período foi a reestruturação da área de incubação e empreendedorismo, com destaque para o fortalecimento do Programa Prisma. A iniciativa passou a contar com diferentes vertentes temáticas, como Prisma Mulher, Prisma Gamer e Prisma Tecnologias Sociais, ampliando o alcance do estímulo à inovação em diversas áreas do conhecimento.
“O Prisma nasce para responder a uma pergunta simples: como transformar uma ideia em negócio, patente ou solução para a sociedade?”, explica Renata Aquino. Segundo a decana, o programa promove a integração entre ideação, proteção intelectual, transferência de tecnologia e empreendedorismo, ampliando o impacto social da produção acadêmica.
Gelfuso destaca que a criação de edições específicas foi resultado da escuta da comunidade universitária. “Percebemos a necessidade de incentivar a liderança feminina e criamos o Prisma Mulher. O resultado foi muito positivo, com mulheres empoderadas levando suas ideias adiante”, considera.
APROXIMAÇÃO – A participação da UnB em grandes eventos de ciência, tecnologia e inovação também marcou o ano. A Universidade esteve presente na Campus Party, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e no Festival Curicaca, onde a Feira de Negócio e Inovação do CDT alcançou público recorde. “Saímos de cerca de 500 pessoas em edições anteriores para mais de 3 mil participantes apenas nas palestras, além de mais de 10 mil visitantes circulando pela feira”, destaca Gelfuso.
Para Renata Aquino, esses espaços reforçam o papel social da Universidade. “Vi muitas crianças perguntando como entrar na UnB, pais interessados no vestibular. Isso mostra que a universidade pública está próxima da sociedade e inspira novos sonhos”, avalia.
EDITAIS – O ano também foi marcado por avanços nos editais do Decanato de Pesquisa e Inovação (DPI), elaborados a partir de processos de escuta da comunidade acadêmica. Entre eles, destacam-se o apoio à publicação internacional, a participação em eventos científicos, o fortalecimento de revistas científicas da UnB e, especialmente, o edital de apoio às infraestruturas de pesquisa.
“Manter equipamentos e laboratórios é um dos grandes desafios da pesquisa. Esse edital permite garantir o funcionamento de um parque científico essencial para a produção de conhecimento”, explica Gelfuso. Renata Aquino complementa ressaltando a articulação com a Finep, que viabilizou recursos para manutenção de equipamentos de grande porte. “Conseguimos atender dezenas de laboratórios e estruturar uma dinâmica colaborativa entre pesquisadores”, afirma.
PERSPECTIVAS – Entre as próximas iniciativas, está a criação da Escola de Inovação, em parceria com o Decanato de Ensino de Graduação, com o objetivo de ofertar disciplinas de empreendedorismo e inovação para estudantes de diferentes cursos. “É a ideia de curricularizar a inovação, trazer a aplicação do conhecimento para dentro do currículo”, explica a decana.
A aproximação com movimentos estudantis, empresas juniores, o parque tecnológico e áreas estratégicas como inteligência artificial também integra o planejamento futuro. Ao final do diálogo, a decana sintetiza a tônica do primeiro ano de gestão: “Escutar a comunidade foi fundamental. Só assim conseguimos entender as diferentes realidades da pesquisa na UnB e construir políticas mais justas e eficazes”.
