CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Disponível para acesso gratuito, material reúne informações para auxiliar estudantes na aprendizagem de conteúdos relacionados à temática

Comunidade acadêmica lotou auditório do IB para acompanhar lançamento dos novos volumes do atlas digital. Foto: Audrey Luiza/Secom UnB

 

O estudo de anatomia comparada e zoologia na Universidade ganhou um reforço de material didático. Três novos volumes do Atlas Fotográfico de Anatomia de Vertebrados, financiados pelo programa Aprendizagem para o 3º Milênio (A3M), do Centro de Educação a Distância (Cead) da UnB, foram lançados na última semana. O material está disponível gratuitamente no repositório institucional da UnB, em formato de e-book. Pesquisadores do Laboratório de Anatomia Comparativa de Vertebrado (LACV) reuniram a comunidade acadêmica no auditório do Instituto de Ciências Biológicas (IB) para apresentar a novidade na sexta-feira (27). 

 

>> Acesse aqui os volumes publicados do Atlas Fotográfico de Anatomia de Vertebrados

 

A produção dos atlas é fruto de projeto integrado de ensino, pesquisa e extensão desenvolvido pelo LACV há mais de duas décadas. Idealizador do projeto, o professor aposentado do IB Antônio Sebben participou da cerimônia de lançamento por videoconferência e parabenizou os colegas da unidade acadêmica pela entrega dos novos volumes. Para o docente, os estudos anatômicos exigem cuidados minuciosos. Ele acredita que tal cautela pode ser observada no trabalho de qualidade desempenhado pela equipe de servidores técnico-administrativos, professores, estudantes, pesquisadores e colaboradores envolvida na elaboração dos atlas.

 

Antônio Sebben também ressaltou as contribuições dos usuários para aprimorar o material. “Gostaria de agradecer a todos os estudantes que utilizaram nosso material em suas versões preliminares. Foi algo fundamental para o processo, pois vocês nos ajudaram com críticas e sugestões para melhorá-lo."

 

Diretor do IB, Jaime Santana frisou que é importante a Universidade avançar no campo da divulgação científica e que as falhas nesse âmbito afastam a sociedade da instituição. Para ele, a disponibilização dos atlas contribui para suprir essa lacuna. “Esse material tem o objetivo de dizer à sociedade, particularmente às crianças, qual a importância do trabalho científico e do conhecimento”, defendeu. 

 

A reitora Márcia Abrahão afirmou que medidas estão sendo tomadas para ampliar as iniciativas e canais institucionais voltados à divulgação científica. A exemplo, mencionou a Revista Darcy e os editais para a publicação editorial nas diversas áreas do conhecimento. A reitora também anunciou a criação da aba Pesquisa e Inovação na home do portal da UnB. A seção reúne informações sobre a infraestrutura disponível na instituição para a produção científica. 

 

A gestora reconheceu as contribuições de iniciativas como a do LACV para ampliar a circulação do conhecimento. "Nós, que trabalhamos com ciência, sabemos da importância e da dificuldade de reunir esse acervo e como é fundamental para a formação acadêmica, ainda mais sendo disponibilizado gratuitamente. Isso mostra o compromisso social da Universidade", afirmou.

 

APOIO AO ENSINO – Os novos atlas abordam assuntos como sistema digestório, sistema urogenital e sistema esquelético e muscular dos vertebrados. O uso de tomografias para retratar a musculatura de animais é uma das novidades presentes em um dos volumes. A coletânea dá sequência ao primeiro volume, lançado em 2015. O material de estreia teve mais de três mil downloads de diversos países, como Estados Unidos, Alemanha, França, Turquia e Rússia. Entre cidades, Brasília tem o maior número de acessos (451), seguido por Belo Horizonte, com 85, e São Paulo, com 73. 

 

Para elaborar os materiais, o grupo do LACV reuniu mais de 40 mil imagens e 250 GB de informações sobre os assuntos acumuladas ao longo de duas décadas. Atual coordenadora do LACV, Julia Klaczko considera que, apesar de o processo de pesquisa impor prazos continuamente apertados, essas limitações foram superadas pela equipe em momentos de descontração e cooperação.

 

A docente defende que a coletânea facilita o aprofundamento dos conteúdos da Biologia. “Todos da área sabem que não é fácil abordar essas informações em sala de aula. Esse atlas oferece essa possibilidade de trabalhá-las, com conteúdos pensados nos professores e nos alunos”, explica. 

A estudante Nina Fischer acredita que publicação auxiliará graduandos de Biologia a destrinchar assuntos complexos trabalhados em sala de aula. Foto: Audrey Luiza/Secom UnB

 

O estudante de pós-graduação do IB, Gabriel Dillenburg, é integrante do projeto e considera que houve uma grande evolução no processamento dessas informações. Segundo ele, o projeto oferece uma base muito rica para os estudos de anatomia na graduação e busca para transmitir informações de um jeito simples.

 

Surpresa com a qualidade da obra produzida pelo LACV, Nina Fischer, estudante do sexto semestre de Biologia, já cursou a disciplina de anatomia comparada e acredita que o material seja indispensável aos estudantes que estão no início do curso de Biologia e de graduações de áreas afins.

 

“Ter um material de confiança desse porte, produzido pela universidade pública, faz total diferença. Além de serem gratuitas, as três edições trazem temas complexos, trabalhados não apenas por nós do curso de Biologia, mas por pessoas de outras áreas do conhecimento”, declara a discente.

 

APRENDENDO E BRINCANDO – Além dos atlas fotográficos, o público também pôde conhecer o aplicativo Caça Crânio, idealizado pelas professoras do LACV Julia Klaczko e Verônica Slobodian. Trata-se de um jogo que busca estimular a aprendizagem dos conteúdos de anatomia comparada de vertebrados e zoologia. A ferramenta explora os recursos de realidade aumentada e imagens 3D.

 

De acordo com Julia Klaczko, o jogo consiste em uma espécie de caça tesouros. Para liberar cada fase, o usuário deve responder uma pergunta relacionada aos temas. O aplicativo está disponível para download no site do LACV em versão beta, apenas para celulares com sistema Android.

 

>> Trabalho começou há mais tempo: em 2015, primeiro atlas era lançado

 

 

*estagiário de Jornalismo na Secom/UnB.

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