OPINIÃO

Virgílio Almeida é professor adjunto da Universidade de Brasília e, atualmente, diretor da Assessoria de Assuntos Internacionais - INT. Doutor em Linguística pela Universidade de Brasília (2011), mestre em Educação pela Framingham State College (2006) e licenciado em Letras pela UFMG (1991). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino de Língua Estrangeira, atuando principalmente nas seguintes áreas: competência comunicativa, ensino de língua inglesa, multilinguismo e morfossintaxe do inglês. Lidera Grupo de Pesquisa sobre Competência Comunicativa no Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da UnB.

Virgílio Almeida

 

O 2º Fórum e a 2ª Feira de Internacionalização da UnB se encaixam no Plano de Internacionalização proposto pela atual gestão da Universidade. O Projeto, fruto de intensas discussões durante todo o ano de 2017, foi publicado em 2018, traçando metas e ações a serem desenvolvidas no quinquênio 2018-2022, caracterizando-se, portanto, como uma política institucional, e não ligada a esta gestão apenas. O objetivo principal da Feira é o de criar um espaço dentro da UnB para que nossos parceiros possam interagir diretamente com os estudantes, principais beneficiários das oportunidades de mobilidade acadêmica que são oferecidas semestralmente. Além de diversas Embaixadas, teremos também representantes de organizações responsáveis pela emissão de certificados de proficiência em língua estrangeira que são reconhecidos internacionalmente, e exigidos em algumas das instituições de ensino superior fora de nosso país. O Fórum, por sua vez, visa proporcionar oportunidades de debates de alto nível acerca de questões caras para a internacionalização do ensino superior. Nossos convidados nacionais e internacionais irão debater a questão da internacionalização no ensino, na pesquisa, na extensão e na inovação. Os palestrantes partilharão experiências de alguns de nossos países vizinhos, mas também de países europeus, a respeito, por exemplo, de como lidar com as limitações de ranqueamentos internacionais ou com os desafios de se avaliar impacto de publicações de áreas identificadas como soft sciences.

 

Não há como deixar de destacar a presença do prof. Torben Schubert, pesquisador sênior no Instituto Fraunhofer de Pesquisas de Sistemas e Inovação ISI, Alemanha, responsável pela Conferência de Abertura do Fórum. Dr. Schubert irá falar sobre o impacto direto que os organismos públicos de pesquisa – o que na realidade brasileira são representados principalmente pelas instituições de ensino superior públicas – têm no desenvolvimento econômico de uma nação. No momento em que as IES públicas brasileiras se encontram, este tema deverá apresentar uma considerável repercussão no meio acadêmico.

 

Também há que se destacar a presença do prof. Frank Ziegele, Diretor Executivo do Centro CHE de Educação Superior, Gütersloh, também na Alemanha. O dr. Ziegele nos brindará com duas conferências sobre assuntos muito caros para a educação superior. Primeiramente, ele falará sobre o U-Multirank, uma plataforma de ranqueamento de instituições de ensino superior que foi criada a partir de uma solicitação da Comunidade Europeia, que avalia que há falhas conceituais epistemológicas nos rankings internacionais tradicionais. Uma das principais características do novo modelo é a avaliação do impacto da uma instituição superior de ensino na comunidade na qual ela se insere. No dia 12, o dr. Ziegele voltará ao anfiteatro 10 para falar de uma certa inadequação de "departamentalização" das IES atuais para enfrentarem os desafios das grandes questões globais que são cada vez mais multifacetadas e multidisciplinares.

 

Finalmente, a profa. Olga Anokhina, diretora do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRES) para a América Latina. A dra. Anokhina irá compartilhar um pouco do histórico da cooperação científica entre o Brasil e a França e também das perspectivas para desenvolvimento de novas parcerias. A França é o principal parceiro da UnB – temos já consolidados vários acordos de intercâmbio estudantil e de desenvolvimento de pesquisas em conjunto com instituições francesas.

 

Além das conferências, teremos mesas-redondas com convidados de diversas instituições parceiras nacionais e internacionais. Esperamos a participação maciça e engajada da comunidade de discentes e docentes da UnB neste evento que certamente será muito enriquecedor para nossa Universidade.

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