ARTE E CULTURA

Interessados em compor o grupo podem inscrever-se até dia 27 de fevereiro. Vagas são prioritárias para estudantes e trabalhadores da Universidade

Em dezembro de 2025, o Coral da UnB apresentou o concerto Requiem, de John Rutter, em celebração da arte coral em seu mais alto nível. Foto: Arquivo pessoal

 

Passado e presente se encontram para construir o futuro: o Coral da UnB completa 45 anos de história com inscrições abertas para novas audições até 27 de fevereiro. Criado em maio de 1981 por um grupo de estudantes, o coral é formado por pessoas com vínculo com a UnB: técnicos, professores, terceirizados e estudantes.

 

As mais de quatro décadas de atividade trouxeram crescimento e profissionalização, o coral hoje é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal (Lei Distrital nº 5.155/2013) e conta com premiações nacionais e internacionais.

 

Há 25 anos, o coro tem como regente o maestro Éder Camúzis. Ele salienta que o mais antigo grupo coral da Universidade de Brasília já marcou a vida de muitas pessoas ao longo de sua trajetória e é prova de que a academia pode ser um espaço de criação coletiva, integração e de promoção de arte e cultura.

 

“É muito significativo comemorar os 45 anos de um grupo musical que representa a nossa cidade e o nosso país”, comenta o maestro. Ele relembra que até mesmo durante a pandemia de covid-19 os músicos trabalharam, por meio da produção de vídeos. “O coral é um sucesso graças ao empenho, à dedicação e ao esforço de cada um que canta e mostra a cultura brasiliense para outros públicos”, pontua.

 

Abrigado pela Diretoria de Esporte e Atividades Comunitárias do Decanato de Assuntos Comunitários (Deac/DAC), que cuida e disponibiliza a estrutura básica para as atividades, o coral mantém as atividades por meio de ações de extensão. O grupo organiza ao menos uma apresentação por semestre e abre inscrições para novos integrantes anualmente.

 

A seleção de novos membros depende da quantidade de cantores no coro e equilíbrio entre as vozes. Os critérios de avaliação são afinação vocal, ritmo e percepção auditiva. Os aprovados passam por um período de adaptação. São priorizados integrantes da comunidade da UnB, mas as vagas também são abertas à comunidade em geral.

 

Atualmente, o Coral da UnB é composto por 48 integrantes das mais variadas idades e profissões, tendo como objetivo difundir o canto coral em Brasília, no Brasil e no exterior. Os ensaios regulares acontecem às quartas-feiras, das 19h30 às 22h30, no campus Darcy Ribeiro.

 

HISTÓRIA – Nesses quase cinquenta anos, o Coral da UnB teve como regentes importantes maestros brasileiros, entre eles David Junker, Emílio de César, Nelson Mathias, Glicínia Mendes e Marconi Araújo. 

 

“Sempre houve uma tradição muito forte no canto coral na UnB e em determinada época tivemos mais de 15 grupos dentro do campus. Esse celeiro de talentos ajudou a construir e consolidar o Coral da UnB”, relembra David Junker, professor do Departamento de Música (MUS), membro fundador e ex-maestro do coral.

 

Ele conta com emoção como foi vivenciar o primeiro ensaio do coral, que contou com cerca de 300 pessoas participando, no primeiro semestre de 1981, no Teatro de Arena. “Me lembro que foi bastante épico, porque em dez minutos eu consegui fazê-los cantar um cânone e depois houve mais de cinco minutos de aplausos”, relata.

 

Para o professor de música, ao longo dos anos, “Brasília se tornou um centro cultural e uma das principais cidades onde a atividade de canto coral se desenvolveu no país”. Nesse contexto, ele explica, que o Coral da UnB adquiriu espaço e maturidade, levando-o à conquista de concursos nacionais e internacionais. 

Apresentações internacionais fazem parte da agenda do Coral da UnB. Foto: Arquivo pessoal

 

Entre os reconhecimentos, o grupo conquistou os prêmios de prata no Concurso Internacional de Kalamata, na Grécia, em 2015, o terceiro lugar no Festival Internacional de Corais de Curitiba (Cantoritiba), em 2018, e três prêmios no Concurso Internacional de Coros em Calella, na Espanha, em 2019.

 

Uma das apresentações mais marcantes, segundo o regente Éder Camúzis, ocorreu no Festival Cantapueblo de 2005, na Argentina. Na ocasião, o coral substituiu o repertório previsto pela canção Canción con todos, símbolo de união latino-americana. “Quando terminamos de cantar, fomos aplaudidos de pé por mais de mil pessoas, entre elas, a filha do compositor que estava na plateia e não sabíamos”, recorda.

 

O maestro acredita que a performance no Festival Lisboa Canta de 2024 também foi memorável. Ela assegurou ao coro a 295ª posição no ranking global da Interkultur, autoridade mundial em festivais de corais, colocando o Coral da UnB entre os 300 melhores corais do mundo.

 

“Conseguimos o primeiríssimo lugar na categoria de música folclórica, mostrando realmente a nossa riqueza musical do Brasil e a qualidade do trabalho do Coral da UnB”, destaca Éder, o maestro mais longevo do coral. Ele salienta que a música serve para unir pessoas, estejam elas cantando, tocando instrumentos, apoiando o processo de produção ou acompanhando como plateia.

 

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