OPINIÃO

Bárbara Medeiros é doutoranda em Administração e professora voluntária da disciplina Diversidade nas Organizações no curso de Administração da Universidade de Brasília - UnB. Pesquisadora do Centro de Cultura e Estudos LGBT no ambiente de trabalho (FACE/UNB) e do Núcleo de Diversidade e Crítica Organizacional (FACE/UNB)

Bárbara Novaes Medeiros

 

Sou pedagoga e administradora, hoje celebro com alegria o caminho que tenho percorrido para criar possibilidades de ensino-aprendizagem na formação acadêmica de alunos na universidade. A felicidade está em fomentar a pedagogia crítica, da autorreflexão, da coconstrução do ensino, de troca na qual o professor ensina e também aprende ao ensinar e, o aprendiz, também ensina ao aprender, como sabiamente dito por Paulo Freire em Pedagogia da autonomia. Esse processo exige solidariedade, alteridade, respeito, esperança, pois a educação não se faz somente com ciência, mas reconhecendo a beleza da vida, do ser gente, sujeito, ator, dono de si. A educação progressista transforma, liberta, encoraja, empodera, estimula a resistência e a luta contra qualquer forma de discriminação. Sua perspectiva é a de mudança social.

Como reflexão para professores e pedagogos, questiono: qual a abertura para o enfoque teórico-crítico na sua prática de ensino? Refletir sobre essa questão é fundamental para que os alunos não sejam tratados como mero clientes, espectadores, à espera de respostas brilhantes em uma educação normativa. Abre-se a possibilidade para professar os saberes da pedagogia crítica, com sua característica progressista em busca de uma educação não normativa, que proporcione o pensar em múltiplas perspectivas.

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