OPINIÃO

Roberta Cantarela é coordenadora dos Direitos da Mulher (Codim) da Diretoria da Diversidade (DIV) do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC). Professora de Português como Segunda Língua (PSL) no Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (LIP) e docente do Programa de Pós-Graduação em Literatura do Instituto de Letras (IL), da Universidade de Brasília (UnB).

Roberta Cantarela

 

Março está acabando. Nossa programação para o Mês da Mulher na UnB foi um sucesso. No entanto, não acaba a nossa vontade de mudança. Nossas vozes não se calam. Como a da professora Débora Diniz, que disse na sua conferência sobre feminismo na universidade: “Eu não me silencio”.

 

Nosso objetivo, com a programação do #8M, foi justamente dar voz e visibilidade a mulheres que se destacam na luta por igualdade e equidade. Esse é um esforço permanente da UnB. Na Coordenação das Mulheres (Codim), dentro da Diretoria da Diversidade (DIV), promovemos ações de reconhecimento da diversidade de gênero, de enfrentamento do sexismo e das violências de gênero na comunidade universitária.

 

No momento, uma comissão criada a partir da I Conferência de Combate à Violência de Gênero na UnB, realizada em julho de 2020, está trabalhando na elaboração de uma política de enfretamento à violência de gênero. Essa política colaborará, principalmente, na prevenção da violência contra qualquer questão de gênero.

 

Precisamos cada vez mais mostrar nossa voz não apenas na Universidade, mas também em toda uma sociedade arraigada em um machismo patriarcal. A UnB participa ativamente das reuniões do Conselho da Mulher do GDF e também tem uma agenda unificada com o Instituto Federal de Brasília (IFB).

 

Com organização e diálogo, poderemos combater ameaças comuns, que retiram direitos das mulheres ou induzem a violências. É o caso do Projeto de Lei 5435/2020, do senador Eduardo Girão (Podemos-CE) – que pretende criar um auxílio financeiro para filhos de mulheres vítimas de estupro e desestimular mulheres de exercerem os seus direitos constitucionais em relação ao aborto. Um projeto de lei criado por um homem para cercear os direitos das mulheres.

 

“Eu não me silencio”... Contra essas e outras ameaças à nossa liberdade, aos nossos corpos e até mesmo à nossa identidade, não podemos nos silenciar.

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