OPINIÃO

Márcia Abrahão Moura é reitora da Universidade de Brasília e professora do Instituto de Geociências. É graduada, mestre e doutora em Geologia pela UnB, com período sanduíche na Université d'Orléans e BRGM (Orléans, França) e pós-doutora pela Queen´s University, Canadá. Atua nas áreas de granitos e mineralizações associadas, em depósitos do Brasil, de Cuba, do Peru e da Colômbia, nos temas: metalogenia, hidrotermalismo, inclusões fluidas, isótopos estáveis, petrologia e mineralogia.

Márcia Abrahão

 

A Universidade de Brasília chega aos seus 59 anos cada vez mais integrada ao Distrito Federal e como uma das melhores instituições de ensino da América Latina. Somos uma comunidade diversa, de quase 55 mil pessoas – 48.658 estudantes, 2.605 professores e 3.188 técnicos, – que, no último ano, enfrentaram os desafios impostos pela pandemia com coragem e dedicação.

 

Em março de 2020, fomos colocados diante de uma circunstância inédita e repleta de incertezas. O espalhamento do vírus no Brasil nos obrigou a alterar rotinas e realizar atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão em modo prioritariamente remoto. Tivemos de nos reinventar. E o fizemos, com planejamento, responsabilidade e, acima de tudo, solidariedade.

 

Após extenso levantamento sobre a realidade de nossa comunidade, retomamos o semestre acadêmico em agosto, dando o apoio necessário aos estudantes com dificuldade de acesso à internet e a equipamentos. O treinamento de professores foi outra preocupação, com a criação de oficinas sobre o uso de ferramentas on-line de ensino e aprendizagem. Mesmo nessa situação desafiadora, entregamos diplomas a 3.212 pessoas: 1.720 na graduação, 1.070 no mestrado e 422 no doutorado.

 

Também não nos furtamos a buscar soluções para a crise em diversas frentes. Nossos pesquisadores lançaram mais de duas centenas de projetos de pesquisa, inovação e extensão de combate à covid, com distintos objetivos. No Hospital Universitário, atuamos na linha de frente e participamos dos testes de eficácia de uma das duas vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil.

 

No último ano, fizemos muito. E fizemos sem abrir mão da nossa excelência acadêmica, que vem crescendo. A última edição do QS World University Rankings, divulgada em junho do ano passado, apontou que subimos da 12ª para a 10ª posição entre as universidades brasileiras. Se considerarmos apenas as federais, estamos na quinta colocação.

 

Em março deste ano, outro importante ranking internacional, feito pela Times Higher Education, nos colocou entre as melhores instituições de países emergentes. A UnB aparece na faixa entre 201-250, com melhora de pontuação em todos os indicadores avaliados. Isso significa, na prática, um avanço, uma vez que houve aumento no número de instituições avaliadas.

 

Tais conquistas ocorrem paralelamente ao fortalecimento de nossa vocação inclusiva e democrática. Nossa Universidade, que iniciou suas atividades no Plano Piloto, hoje também está presente no Gama, Ceilândia, Planaltina e em outras cidades do Brasil. Pioneira na criação de uma política de cotas raciais, aprovou, em 2020, a reserva de vagas para a pós-graduação, com uma estratégia para a permanência de negros, indígenas e quilombolas. Outra conquista recente foi a aprovação da nossa Política de Direitos Humanos, com definição de ações transversais para o combate à discriminação.

 

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