OPINIÃO

 

Roberta Cantarela é coordenadora da Mulher (Codim) da Diretoria da Diversidade (DIV) do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC). Professora de Português como Segunda Língua (PSL) no Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (LIP) e docente do Programa de Pós-Graduação em Literatura do Instituto de Letras (IL), da Universidade de Brasília (UnB).

Roberta Cantarela

 

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Nossa programação de comemorações vai durar todo o mês de março. Vamos fazer atividades todos os dias aqui na UnB. Queremos apresentar a diversidade relacionada às mulheres: indígenas, negras, trans, mães, com deficiência, surdas...

Nesta semana, teremos a participação da professora emérita Lia Zanota na conferência de abertura, roda de conversa de alunas com deficiência, mesa-redonda com as decanas e homenagem à memória da professora Lourdes Bandeira, que nos deixou no ano passado. Essa agenda foi construída por toda a comunidade acadêmica e organizada pela Coordenação das Mulheres da Diretoria da Diversidade.

Mas o principal evento será hoje, com a entrega simbólica da proposta de Resolução da UnB que cria a Política de Enfrentamento à Discriminação e Violência de Gênero contra as Mulheres no Âmbito da Universidade de Brasília.

Essa proposta foi elaborada por uma comissão multidisciplinar criada a partir da I Conferência ao Combate à Violência de Gênero, evento que aconteceu em julho de 2020. Nesta Conferência, debatemos muitas questões que envolvem de violência de gênero, e esse trabalho foi levado adiante por esta comissão que não parou os trabalhos durante todo o período de pandemia.

Esta política prevê diretrizes para o enfrentamento da discriminação e à violência de gênero contra mulheres cisgêneros e transgêneros – tanto na responsabilização dos autores e das autoras, quanto na atenção às mulheres em situação de violência.

Propomos também a criação do Comitê de Prevenção e Enfrentamento da Violência de Gênero contra as Mulheres, atuando não só fazendo intervenções e dando acolhimento às vítimas, mas também com campanhas educativas e capacitações voltadas para toda a nossa comunidade.

Entendemos que este é um momento muito importante da nossa luta por igualdade. Nesta Universidade, milhares de mulheres encontram conhecimento, ferramentas e motivação para conquistarem sua independência, sua liberdade, muitas vezes sua própria identidade.

Por isso mesmo este nosso espaço precisa nos dar segurança para explorar todo o nosso potencial, que nos foi negado por tanto tempo, e ainda nos dias de hoje. Queremos que aqui na UnB as mulheres encontrem suas possibilidades de atuação no mundo, livres e sem medo.

Organizadas, unidas, vamos conseguindo cada vez mais vitórias. Hoje temos a primeira mulher reitora, uma coordenação das mulheres, vários grupos de pesquisa e coletivos de estudantes, e agora o debate de uma política específica sobre o tema.

Para participar das atividades do Mês da Mulher na UnB, confira a Agenda 8M no Portal da UnB.

Agenda #8M UnB 2022
 

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