OPINIÃO

 

João Paulo Chieregato Matheus é diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde - UnB Ceilândia. Fisioterapeuta com atuação na área de reabilitação musculoesquelética.

 

 

Laura Davison Mangilli Toni é vice-diretora da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde - UnB Ceilândia. Fonoaudióloga com atuação na área de Motricidade Orofacial, Disfagia e Processamento Motor da Fala.

 

 

João Paulo Chieregato Matheus e Laura Davison Mangilli Toni

 

No dia 26 de agosto de 2026, a Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS) completa 18 anos. Nesse caminho, formamos profissionais da saúde, mestres e doutores, desenvolvemos pesquisas, realizamos ações de extensão e, sobretudo, construímos uma relação profunda com Ceilândia e sua comunidade.

 

A presença da universidade pública em Ceilândia foi uma conquista coletiva, construída por diferentes gerações e marcada pela mobilização de seus moradores. Ao longo dessa trajetória, essa relação também transformou a própria universidade. As demandas da cidade passaram a orientar projetos, prioridades e formas de atuação. Aprendemos com o território tanto quanto buscamos contribuir para sua transformação.

 

Alguns pontos que destacaremos agora, marcam o aprendizado conquistado. O Centro Integrado de Saúde (CIS) resume o trabalho dessa trajetória. Mais do que uma nova estrutura física, o projeto representa a possibilidade de ampliar a assistência à população, qualificar a formação dos estudantes e fortalecer a pesquisa e a extensão a partir de problemas concretos de saúde da comunidade. A consolidação da infraestrutura do campus também avança em outras frentes, como a recente implantação da quadra poliesportiva, que amplia os espaços de convivência, esporte e integração da comunidade acadêmica.

 

Em Ceilândia, a universidade nunca foi uma obra pronta. Ela vem sendo construída por professores, técnicos, estudantes, trabalhadores terceirizados, pesquisadores, gestores, movimentos sociais, parceiros e, principalmente, pela comunidade que reivindicou e ajudou a consolidar esse espaço. Cada um, à sua maneira, deixou sua contribuição para a universidade que temos hoje e está convidado para continuar esse processo de construção.

 

Essa caminhada também nos mostra que estar em Ceilândia não significa apenas desenvolver projetos na região. Significa conhecer a cidade, ouvir suas demandas, reconhecer sua história e compreender que a universidade tem responsabilidade sobre aquilo que acontece ao seu redor. É estar presente, dialogar e, dentro de suas possibilidades, participar da construção de soluções para os desafios da comunidade.

 

Hoje, a FCTS cresceu, amadureceu e passou a ser cada vez mais demandada pela cidade. Ampliar cursos e horários de formação, fortalecer os serviços de saúde e criar novas oportunidades de pesquisa e extensão fazem parte dos desafios que temos pela frente.

 

Neste aniversário, nosso agradecimento se dirige a todas as pessoas que fizeram e fazem parte dessa história. Muitos chegaram, outros partiram, alguns permanecem desde os primeiros anos. Todos, de alguma forma, deixaram sua marca e ajudaram a construir o que somos.

 

Aos 18 anos, temos muito a celebrar e ainda mais a construir. Que este aniversário seja uma oportunidade para reconhecer o caminho percorrido, agradecer a quem esteve e está conosco e renovar o compromisso de fazer da universidade um espaço cada vez mais conectado às pessoas, à cidade e aos desafios do nosso tempo.

 

Seguimos com ciência, formação, pesquisa, extensão, tecnologia e gestão, mas, sobretudo, com compromisso com as pessoas e com o território que nos acolheu e também nos ensinou a ser universidade.

ATENÇÃO – O conteúdo dos artigos é de responsabilidade do autor, expressa sua opinião sobre assuntos atuais e não representa a visão da Universidade de Brasília. As informações, as fotos e os textos podem ser usados e reproduzidos, integral ou parcialmente, desde que a fonte seja devidamente citada e que não haja alteração de sentido em seu conteúdo.