Marisete Peralta Safons
Há 55 anos, às margens do Lago Paranoá, um sonho ganhava forma. Em 5 de setembro de 1971, em meio à festa dos Jogos Estudantis Brasileiros, o Centro Olímpico da Universidade de Brasília abria suas portas — e começava, ali, uma história que se confunde com a própria história da UnB.
Tudo começou com um ideal. Em 1961, o educador Anísio Teixeira imaginava, para a futura universidade, "campos de recreação e desportos: estádio, ginásio, piscina". Um ano depois, o Plano Orientador de 1962 transformava essa visão em projeto: um espaço entre a via L4 e o Lago Paranoá, destinado ao esporte e à formação de especialistas.
Com Darcy Ribeiro, esse sonho ganhou alma — a ideia de uma universidade aberta, comunitária e profundamente humana, na qual o desenvolvimento intelectual caminhasse lado a lado com a expressão corporal, a saúde e o convívio fraterno.
Quando o Centro Olímpico abriu suas portas, ainda em obras, ele já se tornava muito mais que um complexo esportivo. Foi ali que, em 1972, nasceu o curso de Educação Física — com as primeiras aulas dadas nas próprias pistas, quadras e piscinas. Foi ali que se formaram os primeiros professores, que se criou o Departamento de Educação Física em 1974 e que se escreveu, passo a passo, o caminho até a criação da Faculdade de Educação Física em 1997.
O CO foi, desde o início, uma casa com duas portas abertas: uma para os futuros professores, que ali aprenderam seu ofício; e outra para toda a comunidade universitária, que encontrou no esporte um espaço de encontro, saúde e alegria.
É no Centro Olímpico que a Educação Física pulsa na sua mais pura essência e significado. Lá estão as bases da trajetória e da construção da Faculdade de Educação Física da UnB.
É também nesse espaço de integração que toda a comunidade acadêmica da UnB se encontra e se conecta através da prática de atividades motoras que dão sentido à existência humana. Ao unir a ciência do movimento à experiência da convivência, o Centro Olímpico transcende sua estrutura de concreto e se consolida como um patrimônio vivo, onde a saúde, o encontro e a dignidade humana se celebram diariamente.
Ao unir a ciência do movimento à experiência da convivência, o Centro Olímpico transcende sua estrutura de concreto e se consolida como um patrimônio vivo. Por trás de cada marco, há pessoas. Os pioneiros e educadores que sonharam, desbravaram e construíram as bases desta trajetória com dedicação, coragem e espírito visionário. Os professores que formaram gerações de profissionais exemplares. Os técnicos e servidores que mantêm o CO vivo e acolhedor todos os dias. E os milhares de estudantes e moradores de Brasília que fizeram do Centro Olímpico um pedaço inesquecível de suas histórias.
A todos que construíram e continuam construindo essa caminhada, nossa eterna gratidão. A história do CO é, antes de tudo, a história de vocês.
Dia 05 de setembro deste ano, celebramos 55 anos de um ideal que virou espaço, de um espaço que virou instituição e de uma instituição que se tornou referência para o Brasil. O Centro Olímpico é, e sempre será, o coração pulsante da Universidade de Brasília.
Que venham muitos outros anos de esporte, de vida e de história. Parabéns, Centro Olímpico!
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