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Seminário Espírito do Tempo | Palestra 9 • Democracia liberal, crise de representação e o fenômeno do neofascismo
DEMOCRACIA LIBERAL, CRISE DE REPRESENTAÇÃO E O FENÔMENO DO NEOFASCISMO
Ao longo do tempo, a democracia liberal assumiu diferentes formas em diferentes países, adaptando-se a contextos culturais, históricos e sociais diversos, o que gerou variantes. No entanto, nas últimas décadas, esse sistema tem enfrentado desafios significativos em todo o mundo, como a ascensão de movimentos autoritários.
A democracia liberal – baseada em sufrágio universal, separação de poderes e direitos individuais – enfrenta crise profunda de legitimidade, sendo acusada de incapacidade para responder a desafios como desigualdade crescente, emergência climática e influência do capital financeiro sobre a política.
O futuro da democracia dependerá da capacidade de seus defensores de responder às demandas da sociedade, corrigir suas falhas e se abrir a novas formas de participação e representação. Em um mundo cada vez mais complexo e interligado, o desafio é construir sistemas políticos que sejam ao mesmo tempo estáveis, justos, participativos e capazes de enfrentar os grandes desafios globais do nosso tempo.
Esse cenário de crise é o solo fértil em que prospera o neofascismo contemporâneo. Ele se manifesta através de discursos autoritários, nacionalistas, xenófobos, racistas e antidemocráticos, que buscam ganhar apoio popular explorando insatisfações sociais, medos e incertezas.
