INTERNACIONALIZAÇÃO

Encontro reuniu autoridades internacionais e da Universidade para estreitar relações e homenagear independência de países

Evento promovido pela Associação de Estudantes Africanos da Universidade de Brasília debate cooperação, integração e estreitamento de relações. Foto: Julia Luz/Secom UnB

 

A Associação dos Estudantes Africanos da Universidade de Brasília (AEAF-UnB) promoveu, nesta quinta-feira (1º), a segunda edição de evento em celebração às independências de países africanos. Realizada no Auditório da Reitoria, a palestra, com o tema Conectando Nações, Construindo o Amanhã, discutiu o fortalecimento da cooperação e da integração entre a Universidade e a comunidade de estudantes africanos, além de homenagear as nações do continente que comemoram suas independências nos meses de setembro e outubro.

 

A ocasião contou com a participação da reitora da UnB, Rozana Naves; do embaixador da Guiné-Bissau no Brasil, M'Bala Fernandes; da conselheira cultural da Embaixada do Gabão, Nicole Noabio; e da diretoria da AEAF-UnB. Também estiveram presentes integrantes da associação, estudantes africanos e brasileiros, além de professores e pesquisadores.

 

INTEGRAÇÃO SOCIAL E CULTURAL – O presidente da AEAF, Prince Siahon, abriu a palestra destacando a importância das atividades promovidas pela associação. Ao relembrar o primeiro evento, realizado em agosto para apresentar oficialmente a iniciativa, acolher estudantes e fortalecer os vínculos entre os integrantes, ele ressaltou o papel da iniciativa na criação de espaços de diálogo, integração e cooperação. “Hoje, damos mais um passo nessa direção.”

 

Para ele, este segundo momento não representa apenas a continuidade de uma programação: “Ele representa a construção progressiva de uma instituição estudantil comprometida com o acolhimento, com a integração, com o acompanhamento acadêmico e com a valorização da presença africana na Universidade de Brasília”, disse.

 

Siahon destacou o papel da aproximação entre África e Brasil, e entre suas culturas, na produção de conhecimento, no fortalecimento da Universidade e na construção de pontes para o futuro.

Presidente da AEAF-UnB, embaixador da Guiné-Bissau, reitora da UnB, conselheira cultural da Embaixada do Gabão e vice-presidente da associação compuseram a mesa de honra do evento. Foto: Julia Luz/Secom UnB

 

Ao final, ressaltou a AEAF-UnB como espaço de diálogo: “Que a Associação dos Estudantes Africanos da Universidade de Brasília continue crescendo não apenas como uma associação de estudantes, mas como um espaço de união, representação, conhecimento e construção de pontes entre a África e o Brasil”, pontuou.

 

Em seguida, a vice-presidente Faith Olakpe, com o pensamento de união e acolhimento, enfatizou a receptividade da entidade no estreitamento de relações entre os estudantes africanos, a Universidade, as instituições e a sociedade. “Queremos transformar nossa diversidade em força”, afirmou.

 

Para ela, a criação da associação é a “concretização de um sonho coletivo”, construído a partir da necessidade de “estarmos unidos, de sermos ouvidos e de afirmarmos o orgulho e a presença africana dentro da Universidade de Brasília”. A conselheira cultural da Embaixada do Gabão, Nicole Noabio, também agradeceu o convite e disse ter alegria em participar do encontro.

 

RECIPROCIDADE E ARTICULAÇÃO ESTUDANTIL – Com a palavra, o embaixador da Guiné-Bissau no Brasil, M'Bala Fernandes, definiu o líder assertivo como alguém comprometido não só com a parte acadêmica, mas também com a integração: “É como se fosse um pastor, aquele que vai guiar os outros, aquele que vai saber acolher, receber, orientar”.

 

Ao relembrar sua experiência como presidente do Núcleo de Estudantes Africanos da Universidade de Évora, em Portugal, o embaixador também destacou a importância da integração para quem estuda fora do país. “Aceitar integrar-se significa fazer uma pedagogia constante da sua socialização dentro do meio acadêmico e dentro da sociedade.”

 

Segundo ele, o estudante deve se adaptar à sociedade que o recebe para evitar choques culturais, mas a integração também exige reciprocidade. “Temos que aceitar a diferença. Temos que aceitar o outro”, declarou.

 

O embaixador também ressaltou que é fundamental haver uma conexão direta entre as embaixadas dos países africanos, a AEAF-UnB e a Universidade. Ele explicou que a internacionalização traz prestígio, intercâmbio acadêmico e ganho científico para a instituição.

Representantes dos países homenageados compartilharam histórias, aspectos culturais e diversidade das nações. Foto: Julia Luz/Secom UnB

 

A reitora da UnB, Rozana Naves, destacou que a associação se organiza em torno da dimensão acadêmica, mas também da integração cultural e social. “Na nossa concepção, tem que ser uma integração recíproca”, afirmou, ao lembrar que a universidade também convive com culturas, línguas e costumes diferentes.

 

Ela também destacou a importância da organização estudantil para a ampliação de direitos e a visibilidade das demandas dos estudantes. Segundo Rozana, para fortalecer essa relação e evitar entraves burocráticos, há hoje, dentro da Secretaria de Assuntos Internacionais (INT), uma coordenação específica para apoiar a mobilidade de estudantes estrangeiros, liderada pela professora Janaína Soares.

 

CULTURA EM DESTAQUE – A programação também contou com apresentações culturais sobre os países homenageados no evento: Guiné-Bissau, Mali, Nigéria e Guiné Equatorial. Representantes das nações apresentaram aspectos de suas histórias, culturas e tradições, compartilhando com o público elementos da diversidade dos países africanos.

 

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