DEFESA PESSOAL

Jiu-jítsu, judô e caratê são opções para as comunidades interna e externa

FCTS tem oferta das três modalidades e aulas de segunda a sábado. Foto: Divulgação


Os benefícios físicos e mentais da prática esportiva estão disponíveis no Projeto de Extensão de Ação Contínua (Peac) Artes Marciais Comunitárias, ofertado na Universidade de Brasília. A iniciativa alia defesa pessoal à saúde e ao bem-estar e está disponível, de graça, no campus Darcy Ribeiro, no Plano Piloto, e na Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS), em Ceilândia. Há expectativa de ampliar os serviços aos campi do Gama e de Planaltina. As ações são lideradas por servidores técnicos da Diretoria de Esporte e Atividades Comunitárias (Deac/DAC) e contam com o apoio de bolsistas.

As modalidades disponíveis atualmente são jiu-jítsu, judô e caratê. A participação nas aulas não exige conhecimento prévio de artes marciais e é aberta ao público interno e à comunidade externa. As práticas são exclusivas para adultos. Oportunidades para crianças e adolescentes chegaram a ser ofertadas no início do ano, em parceria com o 11º Batalhão de Polícia Militar, em Samambaia, mas as atividades foram suspensas por tempo indeterminado em função da incompatibilidade de horários.

“Nossa atividade segue diretrizes de um Peac, estando em vigência durante todo o ano, o que impacta diretamente a comunidade interna, que tem espaço direto de uma prática esportiva, no próprio campus, para cuidar da mente e do corpo”, diz o técnico administrativo da Deac e faixa preta em jiu-jítsu José Ricardo Monteiro, conhecido como Marreta, um dos idealizadores das atividades, iniciadas há mais de dez anos. Ele lembra que a participação pode render créditos ou horas por atividades extracurriculares aos estudantes e é uma alternativa para “desopilar o estresse” das aulas.

O servidor diz que as práticas também complementam a preparação de estudantes em competições como os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs). Sobre os aspectos positivos da participação da comunidade externa, Marreta destaca a troca de saberes, a oportunidade de crescimento pessoal e a percepção de que a Universidade de Brasília é acessível para toda a sociedade.

José Ricardo Monteiro e Max Müller conduzem os trabalhos com foco no ensino de defesa pessoal e no bem-estar físico e mental.Foto: Hugo Costa/Secom UnB

 

“No início, a ideia era focar em golpes que tivessem relação direta com defesa pessoal. Nesse período, tivemos grupos específicos de defesa pessoal para mulheres, negros, indígenas e outras minorias”, explica. “Com o passar do tempo, houve crescente demanda do próprio grupo para um método de ensino mais sistematizado”.

LIDERANÇA E PERCEPÇÕES – Cerca de 200 pessoas, entre alunos regulares e visitantes, participam semanalmente das aulas. A coordenação atual do projeto é do sensei e também técnico da Deac Max Müller, faixa preta em caratê zendokai, kudô e arnis maharlika, sistema de artes marciais com origem nas Filipinas.

O empenho e a qualificação dos mestres têm contribuído para os retornos positivos dos participantes do Peac. “A oferta de artes marciais na UnB é relevante por promover saúde, qualidade de vida, disciplina, respeito e autocontrole, além de ampliar o acesso gratuito ao esporte”, elogia a estudante de Fonoaudiologia Luana Souza. “Também fortalece os vínculos comunitários, a inclusão social e a convivência entre pessoas de diferentes realidades”, afirma ela, que teve o primeiro contato com o caratê na UnB, há quatro anos, e hoje é bolsista do projeto.

A estudante de Direito Elisa Oliveira jogou capoeira por dois anos e começou a praticar caratê na Universidade em março deste ano. “Como mulher, me sinto bem mais segura quando saio à noite. Não me sinto tão indefesa. Pode ser desesperador não poder fazer nada”, afirma. “Graças às artes marciais comunitárias, agora eu sei como me defender em situações de perigo e me sinto mais tranquila para viver minha vida, com menos preocupações”, completa.

Lideranças do Peac de Artes Marciais Comunitárias querem levar atividades aos campi. Foto: Divulgação


HORÁRIOS E INSCRIÇÕES – As aulas de artes marciais na FCTS estão disponíveis, de segunda a sábado, no bloco da Unidade Acadêmica (UAC). As práticas de jiu-jítsu ocorrem às segundas, quintas e sextas, das 18h30 às 20h30. O judô é ofertado às terças, das 18h30 às 20h30, e aos sábados, das 8h30 às 11h30. A turma de caratê se reúne às quartas, das 18h30 às 20h30.

No Darcy Ribeiro, o caratê é a modalidade disponível. As aulas são no Centro Olímpico, às sextas, das 16h às 18h. O Peac de Artes Marciais Comunitárias tem diálogo avançado para ofertar modalidades na FCTE, campus UnB Gama. “Estamos trabalhando, ainda, para contarmos com algum professor ou professora, de alguma modalidade de combate, para a Faculdade UnB Planaltina, o que completaria todas as unidades da Universidade de Brasília”, afirma Max Müller.

Informações e inscrições nas artes marciais podem ser obtidas por meio do WhatsApp (61) 98413-1020. “O projeto é plural, não sexualizado, aberto, apartidário e totalmente laico. Além da prática esportiva, as modalidades preparam os atletas para a vida, mostrando que a sociedade é formada democrática e diversamente, onde todos têm os seus valores e importâncias. Todas e todos serão bem-vindos”, convida Marreta.

 

 

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