SEMUNI 2026

Atividade da Semana Universitária reuniu 67 inscritos em 16 equipes para pensar soluções relacionadas a segurança, inclusão, acessibilidade, pertencimento e permanência estudantil

Estudantes de diferentes áreas propuseram ideias inovadoras para questões da vida universitária na FCTE, campus UnB Gama. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB


Problemas vividos no cotidiano universitário viraram matéria-prima para a inovação nesta quinta-feira (24), na Faculdade de Ciências e Tecnologia em Engenharia (FCTE). Durante a 26ª Semana Universitária da UnB, o Hackathon Semuni/FCTE – Campus Gama para Todos reuniu estudantes em equipes multidisciplinares para identificar desafios da experiência universitária e desenvolver propostas capazes de tornar o campus mais seguro, inclusivo, acessível, acolhedor e humano.

O encontro integrou inovação e extensão à programação da Semana Universitária, que em 2026 tem como tema Democracia em Cena: Arte, Cultura e Pertencimento. A atividade foi realizada pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT), Parque Científico e Tecnológico (PCTec), Decanato de Pesquisa e Inovação (DPI) e Decanato de Extensão (DEX). Foram 67 inscritos, distribuídos em 16 grupos.

Com programação estendida até esta sexta (25), o hackathon foi organizado em nove eixos: respeito e equidade de gênero; neurodiversidade; saúde mental e bem-estar; diversidade e respeito; violência e segurança no campus; pertencimento e integração; permanência estudantil; relações humanas e convivência; e campus inteligente e humano.

Propostas em diferentes formatos, como produtos, serviços, tecnologias, políticas, processos, comunicação ou experiências, foram previstas. A orientação foi que cada solução partisse da compreensão e da validação de um problema real, em vez de definir previamente qual tecnologia deverá ser utilizada.

Coordenador de Prospecção e Parcerias do PCTec, Bruno Goulart explicou que o desafio consiste justamente em olhar para problemas que fazem parte da rotina universitária. “Inovação também é perceber um problema que faz parte da nossa rotina e perguntar: ‘E se a gente fizesse diferente?’”, afirmou. A formação das equipes também foi pensada para reunir diferentes experiências e áreas de conhecimento.

Ao longo do primeiro dia, os participantes trabalharam na identificação e validação dos problemas, na construção das ideias e no desenvolvimento dos protótipos, com apoio de mentorias. A etapa de desenvolvimento foi encerrada às 18h. Na sexta-feira (25), as equipes apresentaram os pitches no MOCAP, seguidos de avaliação e premiação. A premiação total é de R$ 2,5 mil, distribuída entre as três equipes avaliadas pela banca.

Representantes da Administração Superior e da FCTE estiveram na abertura do hackathon e destacaram articulação entre extensão e inovação. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB


PORTAS ABERTAS – A realização do hackathon no Gama também integra a proposta da Semana Universitária de aproximar a UnB das comunidades onde está inserida. Para o vice-diretor da FCTE, André Sales, a programação é uma oportunidade de apresentar o campus e sua produção à comunidade interna e externa.

“A Semana Universitária é um momento que a gente abre as portas para a comunidade”, afirmou durante a abertura. Segundo ele, a programação permite que a comunidade acadêmica conheça as atividades desenvolvidas no campus e que futuros estudantes tenham contato com os cursos e espaços da Universidade.

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A decana de Pesquisa e Inovação, Renata Aquino, destacou que o hackathon na FCTE é o primeiro realizado no âmbito da Semana Universitária. Para ela, a atividade articula inovação e extensão e estimula a participação dos estudantes na construção de soluções para problemas da Universidade.

“É uma atividade onde a gente alia a inovação, que é um mecanismo também de extensão”, disse. A ideia, segundo Renata, é desenvolver soluções que possam começar a partir dos problemas identificados no campus e, posteriormente, ser socializadas para outros espaços da Universidade.

DIVERSIDADE E INTEGRAÇÃO – A reitora Rozana Naves também esteve presente na ocasião. “A Universidade de Brasília é um lugar para vocês”, disse, ao dar as boas-vindas aos estudantes de escolas de ensino médio que visitavam a FCTE. Ela destacou a aproximação da Universidade com a educação básica e afirmou que a presença dos estudantes no campus faz parte de uma universidade que se abre à comunidade.

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A reitora defendeu que a extensão ocupa lugar central na formação universitária e, articulada ao ensino e à pesquisa, contribui para a inovação. Ela também relacionou o formato do hackathon à própria diversidade da UnB. “Reunir pessoas de diferentes áreas dentro de uma mesma equipe com um propósito comum” é, segundo Rozana, parte do propósito da atividade e da própria Universidade.

Rozana Naves destacou ainda que os desafios propostos envolvem diferentes perspectivas sobre a experiência universitária. Entre eles estão questões relacionadas à diversidade, gênero e vida estudantil. 

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