ADMINISTRAÇÃO

Reunião que contou com cerca de 60 participantes propõe novas soluções para a Universidade

Foto: Beatriz Ferraz/Secom UnB

 

O Conselho Comunitário de Segurança retomou suas atividades, nesta quinta-feira (24), em reunião no auditório da Reitoria. O órgão, apenas consultivo e não deliberativo, é constituído por 15 representantes e pelos membros da Câmara de Assuntos Comunitários.

 

Representantes dos alunos, técnicos-administrativos e professores estiveram presentes, além de membros do Conselho, do prefeito do Campus e da diretora da Academia de Polícia Civil de Brasília e uma das articuladoras da Lei Maria da Penha, Sandra Gomes Melo. Cerca de 60 pessoas participaram do encontro.

 

A secretária de Segurança Pública congratulou a retomada da iniciativa e considerou acertada a decisão de dar esse corpo ao Conselho. “Parabenizo a forma como estamos nos organizando para combater assuntos que não desejamos mais ver estampados em nossos jornais”, disse.

 

Representando o Centro Acadêmico de Comunicação (Cacom), o estudante Eduardo Meireles fez propostas sobre as mudanças na condução das políticas de segurança da Universidade, entre elas a criação de uma segurança especializada e a melhoria da iluminação do campus. “Subo a L2 e não me sinto seguro. Sou homem e não me sinto seguro. Imagina as mulheres?”, questionou.

 

A coordenadora da campanha da ONU Mulheres O valente não é violento, Amanda Lemos, lembrou que a entidade tem um memorando de colaboração com a UnB, além de já desenvolverem parcerias juntas, como o enfrentamento do trote violento de gênero e raça. Ela falou ainda sobre o dia de eliminação da violência contra mulheres, 25 de novembro, e enfatizou que uma vez ao mês são promovidas ações para chamar a atenção para o tema. “A ONU Mulheres estará em todas essas ações”, finalizou.

 

“É uma questão muito mais de paz do que de segurança”, declarou a decana de Assuntos Comunitários, Thérèse Hofmann. “Precisamos trabalhar com ações que possam reverter o ciclo de violência”, reforçou ao concordar com a vice-reitora Sônia Báo sobre a necessidade de uma UnB sem muros. Thérèse propôs atuações em rede, uma vez que a Universidade não tem autonomia para cuidar de todas as soluções levantadas. “Parcerias com a Companhia Energética de Brasília, a CEB, para melhorar a iluminação, e com o DFtrans, para melhorar o transporte noturno, podem nos auxiliar na resolução dessas questões”, opinou.

 

A decana ressaltou que a UnB já está utilizando um trator, fornecido pelo Governo de Brasília, para fazer a roçagem nas áreas entre o campus e a L4 norte. Ela descreveu que, no último encontro da Câmara de Assuntos Comunitários, o tema segurança foi debatido e, na ocasião, foi decidida a primeira ação concreta para que as mulheres possam se sentir mais seguras: a Faculdade de Educação Física e o Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) oferecerão aulas de defesa pessoal para alunas, técnicas e professoras da UnB.

 

A docente Fernanda Martinelli, representante da Faculdade de Comunicação, leu para os presentes uma carta assinada por 120 professores em que apresentam propostas de combate à violência contra a mulher. O documento foi disponibilizado em formulário online e, quem quiser, pode assiná-lo.

 

Durante a reunião, a Diretora da Diversidade, professora Inez Montagner, salientou que a UnB tem como fim a formação de pessoas. “E como estamos formando essas pessoas?”, perguntou aos presentes. Ela defendeu que essa educação deve ocorrer desde a infância e ser complementada na universidade.

 

Representantes do CA de Letras e de Serviço Social manifestaram-se contrariamente à presença da polícia no campus e pediram mais divulgação dos encontros do Conselho. Eles sugeriram ainda a construção conjugada de uma segurança especializada dentro do campus. Como a carreira foi extinta, não é possível realizar novos concursos para preencher as vagas dessa área.

 

ENCAMINHAMENTOS – Ao fim da reunião, foram encaminhadas três propostas.

 

Uma delas foi a utilização dos anfiteatros 9 e 6 como espaços para debates, filmes e palestras que fomentem a discussão sobre temas relacionados à violência contra as mulheres. “Vamos procurar colegas de diversas áreas que possam contribuir com a ocupação desses lugares”, explicou a decana.

 

As outras propostas foram a melhoria da iluminação do campus e a poda das árvores.

 

A professora Thérèse também explicou que houve atraso nos reparos da iluminação do campus por problemas de licitação e contratos.

 

OUTROS CAMPI – O professor Edgar Bione, da Faculdade de Ceilândia (FCE), pediu reforço no policiamento no trajeto entre o metrô e o campus. A vice-reitora Sônia Báo respondeu que já articulou o diálogo entre os representantes dos campi e a polícia. A proposta é que, no início do semestre, eles pensem conjuntamente estratégias de segurança. A professora solicitou aos militares que retomem essa discussão com os campi.

 

Email para sugerir melhorias das políticas de segurança: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Whatsapp da segurança do Campus Darcy Ribeiro: 9263 5790