INSTITUCIONAL

Ancorada em valores como tolerância, inclusão e cultura de paz, Universidade lança campanha em defesa dos direitos humanos

 

Campanha institucional destaca o protagonismo dos sujeitos que compõem a Universidade de Brasília. Arte: Secom UnB

 

Mais respeito, mais solidariedade, mais equidade, mais compromisso, mais cidadania. Essa é a UnB Mais Humana, campanha que orientará políticas e ações da Universidade de Brasília em 2018. Uma homenagem aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas, sobretudo, um posicionamento institucional frente a grandes dilemas enfrentados no Brasil e no mundo.

 

“Vivemos um momento de profunda polarização na sociedade, então, precisamos fortalecer a tolerância e o respeito ao próximo, com corresponsabilização dos membros da nossa comunidade. A #UnBMaisHumana visa a promoção de uma cultura de paz em um dos melhores ambientes para isso: a universidade, que é uma instituição educadora”, afirma a reitora Márcia Abrahão.

 

A dimensão humana da Universidade está na raiz desta instituição que carrega consigo ações pioneiras em defesa da inclusão, do respeito, da autonomia. Na visão da decana de Extensão, Olgamir Amancia, a campanha denota compromisso com essa origem, com a democracia e com a sociedade.

 

“Infelizmente, estamos mergulhados em cenários de ódio, intolerâncias e estímulo a práticas individualistas. O papel da educação é olhar a realidade, examiná-la, entendê-la e propor alternativas para a construção de algo diferente e melhor, que atenda nossa condição humana”, sinaliza. 

 

A secretária de Comunicação da UnB, Thaïs de Mendonça Jorge, explica que o slogan da campanha foi um processo coletivo de diálogo que canalizou para uma mensagem única, carregada de significado, a partir da concepção do humano em três sentidos.

 

“O primeiro, relacionado ao que a UnB oferece de retorno à sociedade humana. O segundo envolve os caminhos que a instituição está trilhando perante a humanidade, ou seja, pela inclusão, diversidade, equidade, respeito e cidadania. E, por último, quais são os nossos compromissos, os deveres de cada um na proteção e garantia dos direitos humanos”, reforça a professora.

 

Além do debate e da reflexão sobre os direitos humanos, o objetivo é trilhar novos rumos em busca de autonomia, solidariedade e em defesa da universidade pública. Nesse cenário, a reitora Márcia Abrahão ressalta a mudança de perfil da comunidade acadêmica nos últimos anos, após políticas federais de ações afirmativas e expansão da UnB.

 

“Hoje, temos mais negros e estudantes oriundos de escolas públicas nos campi. Retomamos o vestibular indígena, paralisado havia quatro anos e, desde o ano passado, temos cotas para pessoas com deficiência. Nesse cenário, precisamos estruturar políticas que proporcionem um melhor acolhimento a essa diversidade e que garantam condições para que todos cumpram sua jornada acadêmica com sucesso”, pondera.

 

Valorizar a dimensão humana do ensino, da pesquisa, da extensão, dos espaços administrativos, dos ambientes acadêmicos ou de convivência é, portanto, o grande mote da campanha. “Vamos trabalhar com aquilo que é a UnB. Assegurar voz aos sujeitos. Ouviremos o porteiro, a porteira, o técnico, a técnica, professores e professoras, estudantes. Nesse universo, pensar a diversidade, trabalhar com diferentes linguagens e envolver toda a comunidade acadêmica”, completa a decana Olgamir Amancia, do DEX.

Entre outras ações, comunidade universitária pode participar da campanha enviando vídeos com a leitura de trechos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Saiba mais no link ao fim da matéria. Arte: Secom UnB

 

AÇÕES – A iniciativa prevê campanhas de conscientização e agendas mensais de debates, nos quatro campi, que dialoguem com pautas nacionais e internacionais sobre direitos humanos. O marco inicial das discussões será o dia 8 de março, com o lançamento oficial do Conselho de Direitos Humanos da UnB (CDHUnB) em conjunto à palestra da professora Lourdes Bandeira sobre violência contra a mulher na Universidade. Durante o mês, o CDHUnB realizará outras atividades que contemplem temáticas como Mulheres e política e Mulheres e Cultura.

 

Olgamir Amancia elenca o próprio CDHUnB como política institucional prioritária. Segundo a decana, a partir da elaboração de um Plano de Direitos Humanos, com metas e indicações para orientar ações, o conselho trabalhará na proposição de iniciativas para descortinar situações de adversidade, violência e intolerância.

 

“É chamar a atenção para os problemas, trazê-los para a visibilidade e, então, enfrentá-los. O Conselho de Direitos Humanos da UnB subsidiará a formulação das políticas dos decanatos e, por consequência, influenciará a tomada de decisões das próprias unidades acadêmicas.”

 

Outra frente da campanha é a atuação preventiva em relação a situações de violência e desrespeito nos campi. “Uma das ações recentes foi a aprovação da resolução sobre o uso do nome social, que vai dar mais segurança a pessoas trans que circulam pela UnB. Também pretendemos aprimorar e ampliar projetos e iniciativas com foco nos direitos humanos. Nosso principal desafio é levar a todos – não apenas aos grupos tradicionalmente envolvidos na defesa dos direitos humanos – a importância desse assunto”, afirma a reitora Márcia Abrahão.

 

Para isso, o Decanato de Extensão já iniciou coleta de informações sobre todos os projetos no âmbito da UnB relacionados aos direitos humanos. “A medida não é meramente burocrática. Quando a unidade parar e analisar suas ações – sejam de ensino, pesquisa ou extensão – ela vai se inquietar. O movimento mobilizará as pessoas e fará com que elas pensem sobre a questão", enfatiza Olgamir Amancia.

 

Eventos tradicionais da Universidade, como o Boas-Vindas aos Calouros e a Semana Universitária, também usarão o mote de uma UnB Mais Humana. Além das atividades de acolhida nos dias do pré-registro acadêmico, os novos alunos serão recebidos, em 7 de março, com a aula inaugural #InspiraUnB, que neste ano terá a participação da atriz, poetisa e cantora Elisa Lucinda.

 

Segundo a decana de Ensino de Graduação, Cláudia Garcia, a principal tônica deste Boas-Vindas é mostrar que a UnB é fortemente marcada pela escala do afeto e do humano. “Estamos aqui para dar a mão ao aluno para que ele consiga atravessar o percurso da forma mais tranquila, mais eficiente e mais feliz.”

 

PARTICIPE – Inspirada na campanha #Standup4HumanRights – coordenada pela Organização das Nações Unidas e que também faz parte do movimento Manifeste-se pelos direitos de alguém hoje –, a Universidade de Brasília convida toda a comunidade a enviar vídeo com algum trecho da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A reitora Márcia Abrahão inicia a ação com o artigo que, na sua visão, mais representa esse marco global de luta pela garantia dos direitos humanos. Assista abaixo.

 

>> Confira as regras de envio dos vídeos

 

 

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