SEMUNI 2026

Alunos do ensino médio e da graduação participaram de conversa com a reitora Rozana Naves sobre currículo, vida universitária, extensão e financiamento

Estudantes de ensino médio e da graduação puderam tirar dúvidas sobre vivências universitárias em diálogo com a reitora Rozana Naves. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB


A possibilidade de cursar disciplinas de diferentes áreas, as experiências que a Universidade oferece além da sala de aula e o financiamento de projetos de extensão estiveram entre os temas levantados por estudantes durante a Semana Universitária 2026, em encontro nesta terça-feira (22), na Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS), campus UnB Ceilândia. Em conversa com a reitora Rozana Naves, alunos do ensino médio e da graduação conheceram diferentes caminhos que podem fazer parte da trajetória acadêmica.

A estudante do 3º ano do Centro Educacional (CED) 4 de Taguatinga Marília Braz perguntou se um aluno pode cursar disciplinas de outras áreas além daquela correspondente ao curso escolhido. Interessada pela área da saúde, ela queria saber se poderia, por exemplo, fazer disciplinas de humanas durante a graduação.

A reitora explicou que os cursos da UnB são compostos por disciplinas obrigatórias e optativas. As optativas, em geral, estão relacionadas à grande área de conhecimento do curso. Um estudante de Fisioterapia, por exemplo, pode cursar disciplinas de Fonoaudiologia que tenham relação com sua formação.

Há ainda as disciplinas de módulo livre, que ampliam essa possibilidade. “As disciplinas de módulo livre são, como o próprio nome diz, livres. Então, você pode escolher entre todas as matérias ofertadas pela Universidade, de qualquer curso”, complementou Rozana Naves.

Funcionamento da grade curricular e questões práticas da vida acadêmica foram alguns dos assuntos comentados por Rozana Naves (centro). Diretor da FCTS, João Paulo Chieregato (esq.), e decano de Extensão, Isaac Reis (dir.), também estiveram presentes. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

A reitora lembrou que a escolha precisa considerar questões práticas, como horários das aulas, localização e deslocamento. Ela explicou que é possível cursar até 60 créditos em disciplinas de módulo livre, o equivalente a aproximadamente 15 disciplinas.

Também estudante do 3º ano do CED 4 de Taguatinga, Emanuela Teixeira perguntou o que Rozana gostaria que todo estudante soubesse sobre a vida universitária antes de ingressar na UnB.


A reitora destacou que a graduação pode envolver diferentes experiências além do curso escolhido. Entre elas estão atividades culturais, projetos voltados à sociedade, convivência com estudantes de outras áreas e possibilidades de construção de uma trajetória profissional dentro da própria Universidade.

Para ela, participar de atividades formativas, iniciação científica e extensão amplia a experiência universitária e contribui para a formação profissional. “Aproveitem tudo que a Universidade pode oferecer. Mas também é importante saber que, como em toda etapa de estudo, a dedicação é fundamental”, disse. A mensagem final para os estudantes foi direta: “Dediquem-se e divirtam-se”.

FINANCIAMENTO – A conversa também contou com a participação de estudantes da própria UnB. Guilherme Ribeiro Santos, do 5º semestre de Terapia Ocupacional, questionou a reitora sobre as estratégias da Universidade para ampliar o financiamento de projetos de extensão voltados à população em situação de vulnerabilidade e à atenção à saúde.

Rozana relacionou a questão ao papel da universidade pública e à necessidade de financiamento para manter e ampliar as ações de ensino, pesquisa e extensão. Ela pontuou que a UnB depende do orçamento público e, ao mesmo tempo, tem buscado outras fontes de recursos para sustentar projetos enquanto defende a ampliação do orçamento das universidades federais. Entre as estratégias citadas estão emendas parlamentares e projetos desenvolvidos em parceria com órgãos do governo.


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Público lotou auditório da FCTS em momento que também marcou a abertura da Semuni no campus de Ceilândia. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

TERRITÓRIO – As perguntas dos estudantes foram precedidas pela abertura oficial da Semana Universitária na FCTS. A programação da unidade reúne 98 atividades, 45 professores proponentes e 4,2 mil vagas, conforme explicou a representante da extensão da faculdade, Paula Mello Martins. “É uma semana que a gente consegue mostrar um pouco daquilo que a gente faz aqui para vocês. Então, aproveitem, se integrem, procurem saber”, afirmou.

O diretor da FCTS, João Paulo Chieregato, apresentou um pouco da história da unidade, criada há 18 anos na Ceilândia. João Paulo destacou a relação entre a unidade e o território e lembrou que estudantes que hoje integram a Universidade já estiveram, em outros momentos, no lugar ocupado pelos visitantes.

“A gente tem várias pessoas da comunidade que participaram, que estiveram sentados aí onde vocês estão, que hoje estão do nosso lado, nos nossos colegiados, ministrando aula para os estudantes”, contou o diretor.

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ESPAÇO DE ENCONTRO – O decano de Extensão, Isaac Reis, destacou a Semana Universitária como uma oportunidade para aproximar a Universidade de pessoas que não têm vínculo formal com a instituição. Para ele, a extensão amplia a ideia de presença universitária porque permite que a comunidade participe de projetos e atividades da UnB e que a Universidade esteja em diferentes territórios. “Quando a gente fala que a Universidade vai à sociedade, a sociedade vem à Universidade, ambas se transformam num processo de diálogo.”

Isaac convidou os estudantes a apresentar a Universidade também a familiares e outras pessoas que ainda não conhecem a instituição. A Semana Universitária reúne cerca de 1.200 ações de extensão, enquanto, ao longo do ano, são executadas aproximadamente 5 mil atividades, distribuídas pelo Distrito Federal e, em alguns casos, além dele.

Atração cultural também embalou a abertura da Semuni na FCTS. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB


Na abertura, Rozana Naves também salientou a presença da UnB em diferentes regiões do Distrito Federal. “A aprendizagem se faz nessa interação de pessoas que vêm com diferentes saberes, com diferentes experiências, de diferentes lugares. Isso torna a aprendizagem em qualquer área do conhecimento muito mais rica”, defendeu.

A programação da FCTS inclui ainda atividades culturais e ações desenvolvidas em parceria com organizações da sociedade. Entre elas está a participação do coletivo Samba da Guariba, que promove atividades de música, dança, desenho e leitura.

Ao dar as boas-vindas aos estudantes, Rozana destacou que a Semana Universitária representa também um convite para conhecer a UnB antes mesmo do ingresso na graduação. “A gente quer sempre estar muito próximo daquilo que são os anseios e os desejos de vocês que estão próximos a ingressar na Universidade, mas, sobretudo, responder aos desejos e anseios da sociedade.”

 

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