SEMUNI

Cerimônia no Beijódromo teve discursos institucionais, apresentação cultural de maracatu e mostra de cinema

Palavras da reitora e do decano de extensão declararam abertas as atividades da Semuni 2026. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

A cerimônia oficial de abertura da 26ª Semana Universitária da UnB (Semuni 2026) ocorreu nesta segunda-feira (21), no auditório do Memorial Darcy Ribeiro, o Beijódromo, no campus Darcy Ribeiro. O evento reuniu autoridades da Universidade e contou com a apresentação cultural do grupo de maracatu Baque Dandalunda e com uma mostra de cinema extensionista.

 

A Semuni é um programa anual organizado pelo Decanato de Extensão e realizado pela UnB, que conta com mais de mil atividades propostas pelas unidades acadêmicas. O evento se propõe a ser um espaço de demonstração de projetos de extensão, ensino e pesquisa, por meio da oferta de minicursos e eventos que a Universidade desenvolve em parceria com diversos setores.

 

A SEMUNI NA EXTENSÃO – O decano de extensão, Isaac Reis, trouxe em seu discurso a ideia de “viver a Universidade”, que, para ele, vai além da faculdade. “A ideia da Semana Universitária é exatamente ser a concretização desse algo a mais”, afirmou. Segundo Reis, durante a semana, os espaços da Universidade que já estão abertos devem se abrir ainda mais “para que nós possamos nos encontrar e compartilhar.”

 

Ainda com a palavra, o decano contou a história de um estudante de escola pública que conheceu durante uma atividade da Semana Universitária e que não se imaginava estudando na UnB. Após conversar com Reis, o jovem decidiu tentar o ingresso e, no semestre seguinte, tornou-se aluno do decano, que é professor na Faculdade de Direito.

Grupo Baque Dandalunda anima o público em apresentação durante a cerimônia de abertura da Semuni. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

Nesse contexto, Reis destacou o papel da Semana Universitária em ampliar horizontes. “Uma Universidade como essa foi feita para criar horizontes, foi feita para transformar vidas”, ressaltou. A reitora Rozana Naves complementou a fala apontando a Semuni como a “materialização da missão institucional”, que, segundo ela, atua na formação de cidadãos críticos e na contribuição para a transformação social.

 

Acerca do tema desta edição, Democracia em Cena: Arte, Cultura e Pertencimento, a reitora ressaltou a trajetória da Universidade nas lutas contra o autoritarismo e o conservadorismo. "É papel da nossa Universidade e é tema da nossa Semana Universitária", disse. Em sua fala, Rozana Naves relacionou arte, cultura e pertencimento às liberdades democráticas, que permitem expressar o conhecimento, o fazer cotidiano e a forma de pertencer à sociedade "numa perspectiva de diálogo, de abertura, de liberdade de cátedra".

 

Ao convidar toda a comunidade a participar das atividades da Semuni, a reitora lembrou que a gestão estará presente nos demais campi durante a semana. Na terça-feira (22), em Ceilândia, na quinta-feira (24) pela manhã, no Gama, e à tarde, em Planaltina. A gestora convidou o público a acessar o site e as mídias sociais oficiais para saber mais sobre a Semana Universitária.

 

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MÚSICA E CINEMA – A atividade cultural da tarde ficou por conta do grupo Baque Dandalunda, primeiro grupo de maracatu da Ceilândia. Influenciado pelo maracatu, samba de coco e ciranda, o grupo possui em seu repertório músicas de artistas como Martinha do Coco e Filhas de Oyá, assim como músicas autorais que honram ancestralidade africana, indígena e afro-brasileira.

Mostra de cinema do projeto de extensão Videoarteclube tem curadoria de estudantes de Artes Visuais e de Comunicação da UnB. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

Durante a apresentação, o grupo incentivou o público a dançar ao som de tambores e do agbê, instrumento de percussão de origem africana. "Só quem canta, toca e dança o maracatu sabe o que o maracatu faz e sente", afirmou a integrante do grupo que conduziu a performance. 

 

A 3ª edição da Mostra Olhares em Tela fechou a programação. A mostra é de iniciativa projeto de extensão Videoarteclube, criado por estudantes do departamento de Artes Visuais da UnB. Em cartaz estiveram produções de videoarte, cinema experimental e outras formas de imagem em movimento.

 

Na ocasião, foram exibidas 20 obras cinematográficas produzidas por discentes da Universidade e curadas por estudantes de Artes Visuais e Comunicação. Além disso, ao final, foi aberto um momento para debate sobre as obras e ainda houve um sorteio do pôster oficial da mostra.

 

 

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