Sete cursos da Universidade de Brasília foram selecionados no Programa Universidades Transformadoras, do Ministério da Educação (MEC), voltado à expansão e ao fortalecimento da oferta de graduação nas universidades federais.
O resultado prevê a criação de 300 novas vagas para estudantes, distribuídas entre o Sisu, o Vestibular, o Acesso Enem e o Programa de Avaliação Seriada (PAS), e ainda a destinação de 24 códigos de vagas para docentes, necessários à implantação dos novos cursos.
O programa é composto por três eixos: Universidades Estratégicas, Universidades Inovadoras e Universidades Inclusivas. A UnB foi contemplada em cada um deles. Com os recursos do programa, é possível criar ou reorganizar cursos de graduação alinhados a demandas sociais, tecnológicas e regionais, considerando a infraestrutura e a capacidade acadêmica das universidades.
Os cursos aprovados para a UnB são: Música – habilitação em Música Popular; Música – habilitação em Musicologia; Música – habilitação em Tecnologia Musical; Design – habilitação em Design de Jogos; Comunicação Assistiva: Tradução e Interpretação de Libras no Contexto Comunitário; Pedagogia na Perspectiva da Educação Inclusiva; e Ciência e Tecnologia com Ênfase em Inteligência Artificial.
Para concorrer, a UnB enviou propostas embasadas em estudos de demanda, planejamento acadêmico e atualização curricular, para alinhar a formação ofertada aos desafios contemporâneos.
As vagas serão ofertadas após a conclusão da tramitação acadêmica e regulatória de cada curso. A previsão é de que isso aconteça nos processos seletivos da Universidade a partir de 2027.
Esta é a segunda etapa do programa. Na primeira, a UnB já havia sido contemplada com o curso de Bacharelado em Inteligência Artificial. O Programa Universidades Transformadoras ainda prevê mais duas etapas de seleção.
EIXOS – O Programa Universidades Transformadoras reúne iniciativas voltadas à atualização da oferta de graduação das universidades federais. As propostas são organizadas em três eixos.
O primeiro, Universidades Estratégicas, é voltado à reorganização da oferta acadêmica, especialmente em campi fora da sede, com novos cursos alinhados às demandas regionais e ao melhor aproveitamento da infraestrutura existente.
O segundo, Universidades Inovadoras, incentiva cursos nas áreas de inteligência artificial, tecnologias digitais, ciência de dados, engenharias, computação aplicada e outras formações relacionadas à inovação tecnológica.
Já o terceiro, Universidades Inclusivas, amplia a oferta de graduações voltadas à educação inclusiva, à tradução e interpretação de Libras e à formação de profissionais para as áreas do cuidado e da saúde.
