A Universidade de Brasília (UnB) iniciou, na quarta-feira (19), o segundo semestre de 2026 dos cursos ofertados pelo Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). A programação também abriu a agenda do Laboratório de Pesquisa e Inovação Darcy Ribeiro (Lapidar), no Centro de Educação a Distância e Tecnologias Educacionais (Cead/UnB).
Com o tema Inovações Tecnológicas e a Educação, o encontro reuniu docentes, estudantes, gestores e equipes técnicas para discutir educação a distância, aprendizagem digital e os desafios relacionados ao uso de novas tecnologias no ensino. A programação contou com palestra do professor Carlos Portela sobre o uso de inteligência artificial generativa na graduação.
O Lapidar é um espaço de colaboração interdisciplinar voltado à pesquisa, à produção de conhecimento e ao desenvolvimento de soluções educacionais. A estruturação do laboratório contou com a participação de especialistas do Cead e resultou na elaboração de um Projeto Pedagógico e de um Regimento. A equipe também desenvolveu o site institucional e o sistema de agendamento das atividades.
Segundo a diretora do Cead e coordenadora-geral da UAB na UnB, Alice Melo Ribeiro, a estrutura do laboratório reúne uma dimensão física e outra relacionada à produção de conhecimento e à organização das atividades. Ela comentou que a preparação do evento envolveu "trabalho coletivo, planejamento, diálogo, articulação, pesquisa, organização e colaboração de diferentes pessoas e áreas”.
O Lapidar terá agenda própria. As solicitações de atividades serão feitas por formulário e analisadas por uma equipe especializada. O grupo está registrado como grupo de pesquisa no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e no Decanato de Pesquisa e Inovação (DPI) da UnB.
TECNOLOGIA – A programação também colocou a inteligência artificial no centro da discussão sobre os caminhos da educação. O vice-reitor Márcio Muniz afirmou que a educação a distância exige novas metodologias e formas de interação entre professores e estudantes. “À distância não é simplesmente reproduzir na tela aquilo que a gente faz presencialmente. Exige o uso de novas metodologias, novas formas de interação entre o professor e o aluno e a aplicação de novos conhecimentos e tecnologias”, defendeu.
Para o vice-reitor, a discussão sobre inovação tecnológica precisa considerar a finalidade de seu uso na educação. “Se for para ampliar o acesso, incluir as pessoas que historicamente ficaram à margem da universidade e formar melhor os nossos alunos, a tecnologia deixa de ser apenas uma novidade e passa a ser uma inovação de fato”, disse.
UAB – Atualmente, a UnB mantém 11 ofertas ativas de cursos pela UAB, reunindo quase 1,7 mil estudantes entre graduação e especialização. Este semestre a Universidade iniciou com 300 novas vagas em dois cursos a distância.
