SEMUNI 2026

Integrado à Semuni 2026, evento reuniu atividades de combate à desinformação, oficinas de primeiros socorros e orientação em saúde física e mental

Feira de Saúde realizada no Hospital Universitário de Brasília reuniu ações lúdicas e interativas. Foto: Júlio Minasi/Secom UnB

 

O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) realizou, nesta quinta-feira (24), a 23ª Feira de Saúde, que integrou a 26ª Semana Universitária da UnB. O evento ocorreu no estacionamento do prédio da administração do HUB e contou com uma série de iniciativas voltadas à promoção da saúde, do cuidado e do conhecimento.

 

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Nesta edição, a feira recebeu, além de profissionais da saúde, pacientes do hospital, estudantes da Universidade e alunos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410 Norte.

 

A iniciativa reforça o papel do hospital como um espaço de ensino, pesquisa e extensão da Universidade. Para a fisioterapeuta do HUB e organizadora da feira, Luciana Lima, o evento evidencia esse vínculo: “É um momento em que a gente consegue integrar todos esses públicos, todas essas ações que a Universidade promove e que eles desenvolvem aqui no hospital”, explicou.

 

A programação reuniu 29 atividades realizadas, entre os turnos matutino e vespertino, por graduandos, residentes, estudantes de cursos técnicos, profissionais da saúde e docentes. Temas como prevenção ao câncer, trauma dental, primeiros socorros, desafios da amamentação, atuação da fisioterapia e práticas de yoga estiveram presentes nas ações.

Equipe responsável pela organização do evento, que contou com a presença de profissionais da saúde, docentes e estudantes. Foto: Julio Minasi/Secom UnB

 

SAÚDE MENTAL E AUTOCUIDADO – O estande Saúde Mental, Cuidado e Rede de Apoio, coordenado pela psicóloga organizacional do HUB Bruna Fernandes, buscou incentivar o público a observar a própria saúde mental, perceber sinais de alerta e adotar medidas de autocuidado. Para isso, a atividade usou a metáfora da bateria: cada visitante escolhia o nível de "carga" em que se encontrava naquele dia e, com base nessa escolha, recebia um folder com orientações sobre sinais de alerta e ações de autocuidado.

 

A proposta dialogou com o Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio, mas foi pensada para abordar o tema de forma mais leve e lúdica, com foco na prevenção em saúde mental. "A gente também sempre traz a mensagem de que a pessoa não precisa esperar chegar num nível crítico para buscar ajuda", explicou a psicóloga.

 

DESINFORMAÇÃO NAS REDES SOCIAIS – Com foco nos perigos da desinformação e das fake news na área da saúde, a atividade Saúde em Xeque nas Redes: Mitos, Verdades e Fake News: “Você Sabe em Quem Acreditar?” teve como objetivo conscientizar o público sobre o assunto. Proposta pela Liga de Medicina da Família, a ação apresentou um quiz interativo, convidando os espectadores a retirarem uma afirmação para responder se era “fato ou fake”.

 

Integrante da gestão da Liga, a estudante do 2º semestre de Medicina Rebeca Viana esteve à frente da ação. Ela destacou a importância da checagem de fontes e informações, principalmente sobre o que circula pelas redes sociais. “Às vezes a gente vê muitas informações sendo propagadas, mas será que aquilo foi comprovado pela Anvisa? Será que foi realmente testado com selo de qualidade?”, pontuou.

 

Rebeca percebeu também que parte do público carrega dúvidas e inseguranças diante do excesso de informações, como sobre o uso de suplementos como whey protein e creatina. Ela notou ainda que a busca por soluções rápidas de emagrecimento, como o uso de Mounjaro, muitas vezes faz com que as pessoas deixem de verificar se uma informação é verdadeira ou prejudicial à saúde. "O público ainda está inseguro, o público ainda precisa de informação. [...] E o que a gente viveu hoje só comprovou o quanto isso é importante, o quanto isso é válido nos dias atuais", afirmou.

Giulia Hemily conduzindo oficina prática de primeiros socorros em atividade sobre engasgo infantil. Foto: Júlio Minasi/Secom UnB

 

PRIMEIROS SOCORROS NA PRÁTICA – Já no caso da estudante do 8º semestre de Enfermagem Giulia Hemily, a atividade S.O.S Engasgo Infantil: Prevenção e Primeiros Socorros surgiu a partir de seu tema de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), focado na desobstrução de vias aéreas em crianças.

 

A ação teve como objetivo utilizar a educação em saúde de forma lúdica para compartilhar conhecimentos sobre primeiros socorros. A atividade foi dividida em três etapas: identificação de sinais, com um jogo sobre os sintomas do engasgo; prevenção, por meio de um painel com cenas do cotidiano que retratam situações de risco; e uma oficina prática, em que o público aprendeu manobras de primeiros socorros, como a de Heimlich.

 

Ao falar sobre o público, Giulia destacou sua surpresa a respeito do conhecimento e do interesse das crianças que participaram da atividade: “As crianças sabem, elas têm curiosidade de realmente aprender a manobra, de jogar. Isso está me deixando muito feliz, está dando certo a atividade que a gente propôs”.

 

AMPLIANDO PERCEPÇÕES – A estudante do 7º ano do CEF 410 Norte Maria Eduarda Reis participou da maior parte das atividades da feira. Entre as descobertas, ela destacou a ação Pequenas Mudanças, Grandes Possibilidades: Terapia Ocupacional promovendo independência no dia a dia, que a fez perceber como objetos e espaços podem ser pensados para facilitar o cotidiano de pessoas com dificuldades de mobilidade. “Eu aprendi que, geralmente, as coisas à nossa volta são pensadas também para as pessoas que têm dificuldade na mobilidade”, contou.

Estande sobre terapia ocupacional expõe jogos e materiais táteis relacionados a atividades práticas do cotidiano. Foto: Júlio Minasi/Secom UnB

 

Já o estande Doe Órgãos, Salve Vidas foi apontado pela organização como novidade desta edição. Responsável pela atividade, o médico nefrologista e chefe da unidade de transplantes do HUB, Gustavo Arimatea, explicou que a ação integra a campanha do Setembro Verde, dedicada à conscientização sobre a doação de órgãos, e costuma ser realizada no saguão do hospital. Neste ano, a iniciativa foi levada para a feira, o que ampliou o alcance para estudantes e outros visitantes.

 

A ação dispôs de um quiz sobre verdades e mitos a respeito do tema e exibiu cartazes com relatos de pacientes que foram transplantados no próprio hospital. “A gente percebe que isso sensibiliza muito as pessoas”, afirmou Arimatea. “Quando a gente fala de transplante, muitas vezes parece alguma coisa tão distante. Aqui a gente traz isso para a realidade dessas pessoas.”

 

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