A Universidade de Brasília (UnB) assinou, nesta terça-feira (16), um memorando de entendimento com a Northwestern Polytechnical University (NWPU) e a China Southern Sci-Tech (Guangdong Hengqin) Co., Ltd. (CSSC) para a criação do Laboratório Conjunto China-Brasil. A iniciativa estabelece uma plataforma de cooperação científica e tecnológica voltada ao desenvolvimento de pesquisas em áreas estratégicas da aviação e da indústria aeroespacial.
O acordo foi formalizado durante cerimônia realizada no auditório da Reitoria da UnB, com a presença do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, representantes das instituições parceiras e autoridades universitárias.
A parceria reúne três instituições com perfis complementares. A UnB contribuirá com sua experiência em pesquisa e cooperação internacional; a NWPU é uma das principais universidades chinesas nas áreas de aeronáutica, aeroespacial e engenharia; e a CSSC atua em pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico voltado ao setor aeronáutico. O objetivo é ampliar a colaboração entre universidade, centros de pesquisa e setor produtivo em projetos de longo prazo e estabelecer um ambiente permanente de cooperação científica entre Brasil e China.
O memorando prevê a criação de uma plataforma conjunta de pesquisa, submissão de projetos binacionais, intercâmbio de docentes e pesquisadores, formação compartilhada de estudantes e realização de eventos acadêmicos. Entre os temas prioritários estão simulação aérea, aviação verde, segurança aérea e a chamada economia de baixa altitude, conceito relacionado ao uso de drones e outras tecnologias de mobilidade aérea.
A reitora Rozana Naves destacou que a assinatura representa um passo na ampliação da cooperação internacional da Universidade. "O Laboratório Conjunto China-Brasil será muito mais que um espaço físico. Será um ecossistema de cooperação científica, mobilidade acadêmica, formação compartilhada e produção de conhecimento aplicado", disse.
A reitora também ressaltou que a China está entre os principais parceiros acadêmicos da instituição, que mantém atualmente 35 acordos com organizações chinesas. Entre eles, colaboração recém-firmada com a Universidade de Aviação Civil da China dedicada a pesquisas e intercâmbio de informações e recursos humanos na área de transportes.
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O vice-reitor Márcio Muniz explicou que o memorando consolida diálogos iniciados durante missão acadêmica realizada pela UnB à China em 2025. "As áreas previstas neste acordo são estratégicas para o futuro. Estamos falando de simulação aérea, aviação verde, segurança aérea e economia de baixa altitude", afirmou. Segundo ele, a expectativa é ampliar a pesquisa conjunta, a formação de recursos humanos e a aproximação entre Universidade e setor produtivo.
O embaixador Zhu Qingqiao destacou que ciência, tecnologia e educação têm papel central no fortalecimento das relações entre os dois países. "Este acordo representa mais um avanço na cooperação entre China e Brasil no campo da tecnologia aeronáutica e cria condições para o desenvolvimento conjunto de pesquisas de alto nível e para a transferência de conhecimento entre os dois países", completou.
INFRAESTRUTURA E PROJETOS – Após a cerimônia, representantes da delegação chinesa e docentes da UnB participaram de uma reunião de trabalho para discutir os próximos passos da cooperação. Entre os temas debatidos, estiveram instalação física do laboratório, oportunidades de financiamento conjunto, intercâmbio de pesquisadores e estudantes e projetos voltados a inteligência artificial, simulação de voo, combustíveis sustentáveis para aviação e tecnologias aplicadas ao setor aeronáutico.
