A Universidade de Brasília é a nona melhor instituição de ensino superior do país de acordo com o Ranking Universitário Folha (RUF) 2026, divulgado na segunda quinzena de outubro. Dos cinco conjuntos de critérios aplicados, a UnB apresentou o melhor desempenho em Ensino, considerado o sétimo mais bem avaliado entre 205 instituições. O levantamento aponta ainda 22 dos 39 cursos avaliados na Universidade entre os dez melhores em nível nacional.
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Em ordem de pesos, os cinco grupos de critérios mais relevantes para o RUF 2026 são Pesquisa (42%), Ensino (32%), Mercado (18%), Internacionalização (4%) e Inovação (4%). O ranking incluiu este ano, entre as métricas de Pesquisa, o componente Publicações Citadas em Documentos de Políticas Públicas. A UnB foi a oitava mais bem avaliada nesse item, que corresponde a 2% da nota geral.
A 12ª colocação nos critérios de Pesquisa e Internacionalização, a 22ª posição em Mercado e o 25º posto em Inovação são os demais resultados atribuídos à Universidade. A nota geral foi de 91,56 pontos em cem possíveis. O desempenho é o sexto melhor entre as universidades federais, embora apresente uma oscilação negativa de 0,73 ponto em relação a 2025. Desde o primeiro ano de publicação do RUF, em 2012, a UnB aparece posicionada entre a quinta e a sétima colocação entre as federais.
A decana de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional (DPO), Doriana Daroit, destaca a estabilidade dos números que reconhecem a excelência da UnB. “Isso demonstra que a Universidade tem conseguido constantemente manter seus investimentos e suas políticas na área de ensino, pesquisa, extensão e inovação”, afirma.
A gestora destaca o permanente esforço institucional para avançar nos indicadores. Na área de pesquisa, ela menciona projeto de gestão estratégica de conhecimentos e redes para mapear e dar mais evidência a publicações. Nos campos de inovação e internacionalização, o trabalho envolve o desenvolvimento de modelos de mensuração que apontem com nitidez o impacto social das produções acadêmicas.
“Um ponto importante que a gente sempre frisa é que, apesar dos acompanhamentos cuidadosos [dos rankings], a gente procura entender os resultados. Fundamentalmente, os rankings são consequências do desempenho da Universidade. Não é o ranking que orienta o planejamento, especialmente quando as metodologias não são claras”, pondera Daroit. Em relação específica ao RUF, ela diz que ainda nesta semana os avaliadores e as instituições vão se reunir para o melhor entendimento dos parâmetros utilizados.
CURSOS NO TOP 10 – Todos os 39 cursos da UnB avaliados no RUF 2026 aparecem até a 35ª colocação nacional em suas respectivas áreas. Vinte e dois deles destacam-se entre os dez com maiores notas. “É um resultado muito expressivo. Demonstra que a qualidade da graduação da UnB não está concentrada em uma ou duas áreas, mas se distribui por diferentes campos do conhecimento”, analisa o decano de Ensino de Graduação (DEG), Tiago Coelho.
Para ele, o desempenho deve ser comemorado e, também, utilizado como instrumento para identificar aspectos em que se pode avançar. “O resultado evidencia a força das nossas unidades acadêmicas e o compromisso de professores, técnicos e estudantes com a formação universitária. Cada curso tem sua trajetória e suas particularidades, mas todos fazem parte de uma Universidade que tem como princípio oferecer ensino público, gratuito, inclusivo, socialmente referenciado e de excelência”, afirma.
O curso da UnB mais bem ranqueado no RUF é o de Relações Internacionais, considerado o segundo melhor do país. “Recebemos esse reconhecimento com muita satisfação. Criado em 1974, o curso de Relações Internacionais da UnB foi pioneiro no país, e sua trajetória se confunde com a própria formação e consolidação do campo no Brasil e na América Latina”, afirma o diretor do Instituto de Relações Internacionais (Irel), Haroldo Ramanzini.
“Um aspecto fundamental é o engajamento da nossa comunidade acadêmica em torno de um projeto de formação sólido, comprometido com a excelência acadêmica e o desenvolvimento do país”, diz Ramanzini. “Destaco, em particular, a alta qualificação do nosso corpo docente, a qualidade do ensino, a produção científica e a capacidade de incorporar à formação acadêmica os desafios do Brasil e do mundo.”
A Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS), campus Ceilândia, também pode celebrar o desempenho do curso de Fisioterapia, o quarto mais bem avaliado do Brasil. “Mantivemos o curso nessa posição pelo segundo ano consecutivo. Isso é motivo de orgulho”, comemora o coordenador do curso, Osmair Macedo. Ao lado do coordenador adjunto, Sergio Mateus, ele agradece o apoio da direção e dos colegiados da FCTS. E destaca ainda o projeto político-pedagógico, baseado em evidências científicas, que “enfatiza a interdisciplinaridade, a funcionalidade e a saúde”.
Outra quarta colocação notável é a de Serviço Social. As coordenadoras da graduação diurna, Michelly Elias, e noturna, Andreia de Oliveira, exaltam a trajetória de 55 anos do curso e o protagonismo do corpo docente no desenvolvimento da carreira. “Nosso curso acabou se construindo como uma das principais referências sobre estudo, pesquisa e formação de profissionais para atuar com políticas sociais e políticas públicas em nível nacional”, afirma Michelly Elias. Entre as virtudes evidentes na formação, ela menciona o esforço para a oferta de estágios com múltiplas possibilidades de atuação.
