TECNOLOGIA

Equipamentos Intel® Gaudi® 3 ampliam capacidade de processamento em inteligência artificial no LMISup e marcam novo ciclo de uso da infraestrutura científica da Universidade

A reitora Rozana Naves destacou que a ampliação da infraestrutura de supercomputação representa avanço estratégico para a pesquisa e o desenvolvimento da inteligência artificial na Universidade. Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

 

A Universidade de Brasília realizou, em 4 de março, no Auditório do CDT, a solenidade Novo Salto em Infraestrutura de IA na Universidade de Brasília. O evento marcou a entrega oficial de novos aceleradores de alto desempenho Intel® Gaudi® 3 ao Laboratório Multiusuário Institucional de Inteligência Artificial e Supercomputação (LMISup), ampliando a capacidade computacional do supercomputador da Universidade.

 

A iniciativa integra parceria estratégica entre a UnB e a Intel voltada ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e da infraestrutura tecnológica aplicada à inteligência artificial. A ampliação do laboratório resulta de ações da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) e do Parque Científico e Tecnológico da UnB (PCTec).

 

A reitora Rozana Naves destacou que a ampliação da capacidade de supercomputação representa avanço estratégico para a pesquisa científica e para o desenvolvimento da inteligência artificial na instituição. Segundo ela, a nova capacidade instalada fortalece a produção de conhecimento em diferentes áreas e potencializa colaboração com outras instituições e com o poder público. “Estamos oferecendo aos nossos pesquisadores e pesquisadoras a oportunidade de dar um novo salto de qualidade no ensino, na pesquisa e na inovação”, disse.

 

O vice-reitor Márcio Muniz explicou que LMISup resulta de uma estratégia institucional construída para organizar e ampliar os investimentos em inteligência artificial e supercomputação na Universidade. Segundo ele, o laboratório foi concebido como uma infraestrutura institucional e multiusuária, aberta a pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento. “Em vez de cada grupo investir isoladamente em sua própria infraestrutura, nós criamos um laboratório aberto a todas as áreas, democratizando o acesso à inteligência artificial”, afirmou.

 

Representando a Intel, a vice-presidente corporativa e gerente-geral de vendas para as Américas, Caitlin Anderson, frisou que a parceria com universidades é fundamental para transformar avanços tecnológicos em inovação científica e impacto social. Caitlin Anderson explicou que a entrega dos novos servidores equipados com aceleradores Gaudi 3 busca apoiar pesquisadores e estudantes no desenvolvimento de novas aplicações de inteligência artificial. “Estamos entregando as chaves para a próxima era da descoberta científica”, declarou.

 

O coordenador-geral substituto de Governança Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), André Rafael Costa e Silva, pontuou o papel das universidades na consolidação da política brasileira de inteligência artificial e na construção de capacidades nacionais em supercomputação. “Precisamos escolher bem onde aplicar nossos investimentos para que a inteligência artificial gere benefícios concretos para a população”, disse.

 

INFRAESTRUTURA – O LMISup foi inaugurado, em setembro de 2025, como a principal infraestrutura institucional da UnB voltada à inteligência artificial e à supercomputação. O laboratório abriga o primeiro cluster de supercomputação da Universidade equipado com aceleradores de IA Intel Gaudi, capaz de realizar mais de um quatrilhão de operações por segundo.

 

A nova entrega amplia a capacidade computacional do sistema e fortalece o papel do laboratório como plataforma multiusuária para pesquisa, ensino e inovação. O espaço foi concebido para atender pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, incluindo saúde, meio ambiente, ciência de dados, engenharia e humanidades digitais.

 

Os novos equipamentos entregues à Universidade são aceleradores de inteligência artificial. Esses dispositivos funcionam como processadores especializados em realizar grandes volumes de cálculos simultaneamente, tarefa essencial para o treinamento e a execução de modelos de IA.

 

O Intel® Gaudi® 3 é a terceira geração de aceleradores de IA da Intel e foi projetado para operar em servidores e supercomputadores voltados à pesquisa científica. Cada acelerador possui 128 GB de memória dedicada e pode alcançar desempenho de cerca de 1.835 trilhões de operações por segundo (Petaflops) em determinados tipos de cálculo usados em inteligência artificial. Foram doados dois servidores com oito aceleradores Intel® Gaudi® 3 totalizando 16 aceleradores, equivalente a 256 mil computadores.

 

Em comparação com a geração anterior, o Gaudi 3 apresenta ganhos significativos de desempenho e de capacidade de processamento, além de maior largura de banda para comunicação entre aceleradores. Essas características permitem treinar modelos de IA maiores e executar simulações complexas em menos tempo.

 

PROJETOS – Durante a solenidade, a decana de Pesquisa e Inovação, Renata Aquino, apresentou a etapa de abertura do novo ciclo de utilização da infraestrutura, que inclui projetos selecionados em edital institucional conduzido em parceria com a STI e o PCTec. “Recebemos propostas de várias áreas e unidades da Universidade, mostrando a abrangência que um laboratório institucional pode ter e o impacto que essa infraestrutura pode gerar para a pesquisa”, contou. 

O docente do Departamento de Ciência da Computação Li Weigang apresentou projeto que utiliza inteligência artificial e supercomputação para modelar um corredor de drones no Eixão de Brasília. Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

 

Três iniciativas foram apresentadas como projetos de impacto que passam a utilizar o ambiente de supercomputação do laboratório. O docente do Departamento de Ciência da Computação Li Weigang detalhou um projeto de modelagem e simulação de um corredor de drones no Eixão de Brasília.

 

A pesquisa utiliza inteligência artificial, algoritmos genéticos e supercomputação para otimizar o tráfego de veículos aéreos não tripulados e contribuir para estudos sobre mobilidade aérea urbana.

 

A docente do Departamento de Saúde Coletiva Ana Valéria Mendonça e o pesquisador Renato Calhau Codá apresentaram estudo que utiliza inteligência artificial para mapear narrativas distorcidas sobre o Sistema Único de Saúde e sobre vacinas em comentários de redes sociais do Ministério da Saúde. O projeto utiliza técnicas de análise de sentimentos e detecção de padrões de desinformação digital.

 

Já o docente do Departamento de Odontologia André Ferreira Leite apresentou o projeto Gigasistêmica, que propõe o uso de inteligência artificial e radiômica para identificar automaticamente doenças sistêmicas a partir de exames odontológicos por imagem.

 

GRADUAÇÃO EM IA – A ampliação da infraestrutura ocorre em um momento de expansão das iniciativas da UnB na área de inteligência artificial. A Universidade aprovou a criação do bacharelado em Inteligência Artificial, estruturado de forma interdisciplinar e voltado à formação em computação, matemática, estatística e técnicas avançadas de IA.

 

As atividades da primeira turma do curso começam no dia 16. A presença de infraestrutura de supercomputação dedicada amplia as possibilidades de formação prática e de desenvolvimento de pesquisas em áreas como aprendizado de máquina, visão computacional e processamento de linguagem natural.

 

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