Quarenta e três estudantes foram premiados na cerimônia de encerramento do 32º Congresso de Iniciação Científica da Universidade de Brasília (UnB) e do 23º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal (CICDF). A solenidade foi realizada em 29 de outubro, no auditório da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), no campus Darcy Ribeiro), Asa Norte. Os trabalhos reconhecidos abrangem quatro modalidades de iniciação científica: Pibic, Pibic Ações Afirmativas (Pibic AF), Pibiti e Pibic Ensino Médio (Pibic EM). E abarcam três grandes áreas: Artes e Humanidades, Saúde e Vida e Exatas e Tecnológicas.
A premiação encerra um ciclo que começou mais de um ano antes, com a publicação dos editais e o desenvolvimento das pesquisas. Ao todo, o congresso recebeu 2.843 trabalhos de 14 instituições de ensino e pesquisa. Desse conjunto, 681 receberam menção honrosa, reconhecimento concedido a trabalhos de 62 áreas do conhecimento. Outros 203 foram indicados ao Prêmio Destaque, em 55 áreas.
RETROSPECTIVA – As apresentações ocorreram entre 22 e 25 de setembro, no Centro Comunitário Athos Bulcão, no campus Darcy Ribeiro. A programação foi organizada por áreas: Artes e Humanidades, no dia 23; Saúde e Vida, no dia 24; e Exatas e Tecnológicas, no dia 25. A abertura, em 22 de setembro, foi realizada no auditório da ADUnB.
A dimensão do congresso também aparece na participação de orientadores e avaliadores: nesta edição, estiveram envolvidos 1.419 e 639, respectivamente. A UnB concentrou 2.114 trabalhos, cerca de 74% do total. As outras 13 instituições participantes contribuíram com 729 pesquisas.
PERGUNTAS COMO PONTAPÉ – Na cerimônia, a reitora da UnB, Rozana Naves, destacou o percurso necessário para que os trabalhos chegassem à apresentação e à avaliação. Ela chamou atenção para o envolvimento de estudantes, orientadores e pesquisadores de diferentes instituições, além do trabalho dos avaliadores das pesquisas. “Uma iniciação científica básica começa com perguntas bem formuladas a partir de um problema que está posto.”
A formação pela iniciação científica, no entanto, não se limita a quem pretende seguir carreira acadêmica. Lisandra Santos, coordenadora-geral de Cooperação Nacional em Ciência, Tecnologia e Inovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ressaltou que a experiência de pesquisa pode contribuir para diferentes caminhos profissionais.
“Os estudos do Pibic demonstram que a bolsa faz diferença não somente para o estabelecimento do desenvolvimento de uma carreira acadêmica. A partir do momento que o estudante tem a bolsa de pesquisa científica, isso também faz diferença para aqueles que vão para a carreira de iniciativa privada e demais atividades.”
APLICAÇÕES – Entre os trabalhos reconhecidos está o de Maria Clara Massaranduba, estudante do ensino médio, que desenvolveu o Epilex, uma pulseira inteligente voltada ao monitoramento e à detecção de crises epilépticas. “Para mim é muito importante estar aqui”, disse, ao agradecer às pessoas que participaram do projeto.
Paloma Rettenmaier, estudante de Geologia da UnB, também recebeu a premiação por sua pesquisa, dedicada ao desenvolvimento de um susceptibilímetro de alta resolução, equipamento utilizado para medir a suscetibilidade magnética de amostras rochosas e minerais, por exemplo. O reconhecimento foi uma surpresa para a estudante: “É a minha primeira iniciação científica, então foi uma coisa inesperada, mas fiquei muito feliz”.
PARCERIAS – A participação de instituições de outras regiões do Distrito Federal e do Entorno também marcou a edição. Diretora-geral do Instituto Federal de Goiás (IFG), campus Águas Lindas, Mariana Magalhães Nóbrega lembrou que participa dos congressos da UnB desde 2018, quando ainda apresentava sua própria pesquisa de iniciação científica, durante a graduação.
Hoje, ela acompanha estudantes e professoras do instituto. “Nossos estudantes têm como sonho e objetivo ingressar na UnB”, afirmou. Ela também defendeu a continuidade de políticas de acesso e permanência, especialmente para pessoas que vivem em comunidades e territórios mais vulneráveis.
A cerimônia reuniu representantes das instituições participantes, entre eles dirigentes da Universidade do Distrito Federal (UnDF), do Centro Universitário Iesb, da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), do Centro Universitário de Brasília (Ceub), da Universidade Católica de Brasília (UCB), do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), da União Pioneira de Integração Social (Upis), da Fundação Getulio Vargas (FGV), da Universidade Estácio, do Colégio Militar de Brasília (CMB) e de institutos federais.
Ao falar sobre o significado da pesquisa para os estudantes, o reitor do Iesb, Luiz Cláudio Costa, sintetizou: “Na pesquisa, o conhecimento está em formação. E quem pesquisa também está”.
