LABCRIAZINHO

Projeto em fase piloto promove interdisciplinaridade, novo modelo de ensino-aprendizagem e a chamada cultura maker 

Evento na Faculdade de Educação marcou a entrega de equipamentos pela UnB para a implantação de Laboratórios de Criatividade em duas escolas públicas do Distrito Federal. Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

 

A Universidade de Brasília entregou equipamentos para a implantação de Laboratórios de Criatividade em duas escolas públicas do Distrito Federal. Trata-se da fase piloto do projeto de implantação do Labotarório de Criatividade na Educação Básica do DF, o Labcriazinho, coordenado pelo professor Remi Castioni, da Faculdade de Educação (FE). A solenidade de entrega ocorreu na FE, em fevereiro.

 

O projeto Laboratórios de Criatividade na Educação Básica do Distrito Federal foi viabilizado por emenda parlamentar. A iniciativa busca transformar o ambiente de aprendizagem nas escolas públicas do DF. As escolas contempladas são o Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional do Gama (CEMI do Gama) e o Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB-Taguatinga), instituições que têm participação significativa nos exames de acesso à UnB.

 

Os laboratórios estão equipados com notebooks de alto desempenho, impressoras 3D, cortadoras CNC, impressoras de resina, kits de equipamentos para prototipagem rápida, kits de robótica, ferramentas e bancadas. Os equipamentos permitirão que estudantes desenvolvam projetos práticos e explorem tecnologias de fabricação digital.

Os laboratórios estão equipados com notebooks, impressoras 3D, cortadoras CNC, impressoras de resina, kits de equipamentos para prototipagem rápida, kits de robótica, ferramentas e bancadas. Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

 

CRIADORES – Os chamados espaços makers na educação básica são um esforço de reunir, em um único espaço, distintos conhecimentos e a "vontade de extravasar o que é aprendido em variadas disciplinas", explica Remi Castioni. O projeto é uma versão do LabCrie, lançado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2021, voltado à formação de professores.

 

"Os espaços makers são uma realidade nas escolas privadas, mas ainda têm baixíssima participação nas escolas públicas. Há um grande debate internacional sobre o seu uso e a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem na utilização de artefatos educacionais a partir de espaços como estes", afirmou o professor Remi Castioni.

 

O coordenador explicou que os laboratórios representam uma requalificação dos antigos laboratórios de informática. "Estes laboratórios assumiram outras proporções: existe um conjunto de outros equipamentos que permite dar vida a algumas questões, objetos de aprendizagem." Por exemplo, professores de várias disciplinas podem propor a prototipagem de uma sequência do DNA de uma célula e trabalhar com os estudantes.

Professor Remi Castioni reforça a vocação interdisciplinar do projeto. Na foto, a Sala Papirus, da FE, que recebeu professores e estudantes das escolas selecionadas para a entrega do material, em 13 de fevereiro. Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

 

Segundo Castioni, os laboratórios têm layout similar a espaços de trabalho colaborativo, conhecidos como coworking. "São espaços de produção coletiva, em que se permite transformar uma ideia, algo que está no meio digital ou num livro, em algo concreto, um objeto, um artefato. Isso permite integrar várias áreas de conhecimento", explicou.

 

O professor destacou que a proposta trabalha com a "ideia de mão na massa, que é a base da chamada indústria 4.0". De acordo com o docente, os equipamentos dispostos no laboratório espelham, guardadas as devidas proporções, aqueles existentes em plantas industriais.

 

A expectativa para a fase piloto é servir de modelo para uma possível expansão dos Laboratórios de Criatividade para outras escolas da rede pública do Distrito Federal e do Brasil.

 

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