A Universidade de Brasília esteve presente no Café com Ciência da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O vice-reitor da UnB, Márcio Muniz, mediou a interação da mesa, cujo tema de debate foi o papel das agências de fomento no impulsionamento da Ciência e da Tecnologia, em 10 de julho, no SESILab, na Asa Sul, Brasília.
O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, destacou o debate acerca da inovação dentro do ambiente acadêmico: “Sempre me incomodava quando falavam: ‘Na universidade vocês fazem muitas coisas, mas não se preocupam em passar para o setor produtivo’. Nós também, na universidade, somos produtivos”.
“A inovação tem alguns pilares fundamentais. A Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], na sua missão de formar pessoas, mestres, doutores e também apoiar pesquisadores com pós-doutoramento, contribui muito para um desses pilares, que é o conhecimento. Isso é importantíssimo para que se tenha inovação, para que se desenvolvam processos ou produtos e isso chegue à sociedade”, afirmou o diretor de programas e bolsas no país da Capes, Luiz Antonio Pessan.
Café com Ciência fez parte do VIII Encontro de Pesquisa do Laboratório Ábaco. A abertura dos eventos ocorreu no dia 7 de julho, presidida pela reitora da UnB, Rozana Naves. Além disso, nos dias 10 e 11 de julho, houve palestras, mesas-redondas e mostra de aplicativos, com foco no uso de tecnologias na educação.
LABORATÓRIO ÁBACO – Segundo o coordenador, Gilberto Lacerda, o Laboratório de Engenharia de Softwares Educativos Ábaco — vinculado à Faculdade de Educação (FE) – foi criado no “auge das grandes políticas públicas”, em 1995. A atuação do laboratório foca no desenvolvimento de ferramentas educacionais, como plataformas e aplicativos e, de acordo com Lacerda, também formou centenas de pesquisadores.
“O laboratório, neste tempo todo, está tentando juntar arte, ciência e tecnologia. Estamos todos tão pertinhos, dentro do mesmo ambiente, mas colocar esses três segmentos conversando em prol da educação é o papel do laboratório”, afirmou o vice-reitor.
Os encontros de pesquisa ocorrem a cada dois anos. De acordo com Lacerda, a comemoração dos 30 anos foi a maior das demais edições e teve grande participação do público.
*estagiária de Jornalismo na Secom/UnB
