CONQUISTA

Os dois primeiros lugares foram da Universidade, algo inédito. Última fase da competição acontece em novembro, em São Paulo

 

O primeiro lugar ficou com o time Los Tralalelitos dizem FLAMENGOOO, composta por Lucas Cruz, Wilson Guimarães e Eduardo de Oliveira. Um dos treinadores da equipe é Alberto Tavares. Foto: Arquivo pessoal

 

As equipes masculinas de computação da UnB Los Tralalelitos dizem FLAMENGOOO e É só fazer conquistaram primeiro e segundo lugar, respectivamente, na classificação para a final da Maratona de Programação da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) 2025. As colocações são inéditas para a Universidade e para a competição, que nunca teve os dois primeiros lugares ocupados por equipes da mesma instituição. O Instituto de Ciências Exatas comemorou.

 

“Podemos dizer que os dois melhores times de programação competitiva do Brasil são da UnB”, afirma o técnico Daniel Porto, professor no Departamento de Ciências da Computação (CIC). Além disso, o time feminino Grafo de botas destacou-se na 61ª posição e irá competir na final de acordo com a Regra 4, que incentiva equipes exclusivamente femininas na competição. A UnB teve outras duas equipes no torneio: Tamo competindo, tamo competindo e o time da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE) Teclado lindinho.

 

As equipes É só fazer e Grafo de botas — antigo Disneycraft Climbers — venceram a 1ª Maratona SBC de Programação do Cerrado, competição que antecedeu a primeira fase do nacional. O professor Daniel Porto considera gratificantes a classificação e as vitórias obtidas em 2025 e pontou diferenças entre as conquistas. “Antes, tínhamos feito uma competição regional, e nem era o Centro-Oeste inteiro participando. Agora foi a mesma prova para o país inteiro”, vibra.

 

PREPARAÇÃO E FUTURO – Segundo o estudante de Ciências da Computação (CIC) da UnB e integrante da equipe Los Tralalelitos dizem FLAMENGOOO Lucas Cruz, o time treina com simulados aos sábados. “Nós temos esse treino em conjunto e depois corrigimos as questões que faltaram ou alguns problemas que tivemos durante a prova. Também treinamos conteúdos ou resolução de problemas durante a semana individualmente."

 

Para Iasmim Freitas, integrante do Grafo de botas e estudante de Ciências da Computação, a preparação mental para a competição consiste em realizar os simulados e manter o foco. Porto destaca que, além dos simulados, os estudantes têm disciplinas de programação competitiva e tópicos avançados, semanalmente.

A equipe Grafo de botas é composta por Adrielly Nunes, Isabela Araujo e Iasmim Freitas. Foto: Arquivo pessoal

 

Lucas Cruz conta que os estudos para a competição auxiliaram na faculdade, por terem conteúdos em comum, como grafos (figura matemática composta por vértices e arestas). “Eu sinto que tem muitas matérias que tive mais facilidade porque eu já tinha estudado o conteúdo para a maratona.”

 

As equipes vão à final da maratona nacional em novembro, em São Paulo. O professor Daniel Porto espera que as equipes fiquem no top 5 da competição. E Lucas Cruz destaca que o objetivo é ir para a próxima competição: a fase latino-americana. 

 

*Estagiária de Jornalismo na Secom/UnB.

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