Professora e egressas da UnB subiram ao pódio no Sul-Americano Master de Esportes Aquáticos 2025. Clique no player para assistir.
Mulheres de Brasília com mais de 40 anos conquistaram resultados inéditos no Sul-Americano Master de Esportes Aquáticos, realizado no Chile no fim de novembro. A delegação alcançou o segundo lugar no polo aquático feminino e no nado artístico, feito que marca um momento histórico para o esporte master do Distrito Federal e reforça a importância da prática esportiva ao longo da vida.
A equipe que representou a seleção brasileira feminina na competição carrega em sua trajetória a Universidade de Brasília. Das 12 atletas que compuseram o time 40+, seis são egressas da UnB e uma é a professora Priscila Andrade, do Departamento de Saúde Coletiva. Ela competiu nas duas modalidades e se tornou a primeira atleta do Distrito Federal a conquistar uma medalha no nado artístico master em uma competição internacional.
Para a docente, a modalidade merece ser vista para além das categorias de base. “O nado artístico, historicamente, tem sido olhado e incentivado para um público infantil e adolescente, mas ele integra múltiplas habilidades, de natação, polo aquático e dança. Para um público 40+, é um esporte que contribui para o bem-estar físico, mental, emocional e social”, avalia.
Outro destaque da equipe foi Maria Rosa Tesser, artilheira do time de polo aquático feminino e conselheira da Associação de Polo Aquático Master de Brasília. Ela ressaltou o papel da organização na retomada e no fortalecimento da modalidade. “Somos uma associação sem fins lucrativos, que capta recursos de fomento em várias esferas, do Distrito Federal ao Governo Federal. Hoje temos três projetos aprovados no Ministério do Esporte. Nosso movimento é pelo fortalecimento do polo aquático master, mas também do polo de base, adulto e infantojuvenil”, afirma.
QUALIDADE DE VIDA – A prática esportiva após os 40 anos pode representar desafios, mas os benefícios são amplos. Para Priscila Andrade, trata-se de uma escolha consciente por saúde e bem-estar. “É escolher que qualidade você quer para uma longevidade saudável. O esporte permite conciliar vida profissional, relações pessoais, maternidade ou paternidade com o autocuidado. É um caminho da saúde”, avalia.
A atleta Laura Dietzsch, egressa da Universidade de Brasília, começou a praticar polo aquático ainda na adolescência e guarda uma relação afetiva com o Centro Olímpico da UnB.
“Chegar aqui hoje me trouxe emoções muito boas. A estrutura e a vida que eu tive aqui foram muito importantes. Fiz Engenharia Florestal, especialização e mestrado, e tive o privilégio de treinar aqui ao longo de todo esse tempo”, relembrou, ao conceder entrevista para a UnBTV no local.
MEMÓRIAS E EXPECTATIVAS – Na década de 1980, o Centro Olímpico da Universidade de Brasília foi referência para o polo aquático no Distrito Federal. O egresso do curso de Comunicação Carlos Penna fez parte dessa história e recorda os anos de intensa atividade esportiva.
“Já havia um grupo grande que se reunia ao meio-dia para jogar polo aquático. Depois, improvisamos o campo em tamanho olímpico. Foi ali que vi nascer o primeiro time feminino, numa época em que o polo feminino nem era oficial”, contou.
Com o Parque Aquático renovado, atletas e ex-atletas esperam que a Universidade retome a oferta das modalidades. “Falta organizar o oferecimento como disciplina ou atividade aberta à coletividade, como acontece com outras oficinas. Seria muito interessante abrir também o polo aquático”, defendeu Carlos Penna.
Laura Dietzsch concorda: “Seria muito bom. A estrutura que a gente tem aqui é tudo o que precisa. Só falta trazer o pessoal, as bolas, os gorros, as traves e cair para dentro”.
*com informações da UnBTV.
