Os decanatos de Pesquisa e Inovação (DPI), de Pós-Graduação (DPG), de Ensino de Graduação (DEG) e de Extensão (DEX) uniram-se para lançar edital (nº 003/2026) com foco no fomento a projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação coordenados por mulheres cientistas da Universidade de Brasília. Inscrições estão abertas até 24 de abril.
A iniciativa busca ampliar a participação feminina na ciência, fortalecer lideranças e ajudar a reduzir desigualdades estruturais, além de contribuir para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5), da Organização das Nações Unidas (ONU), voltado à promoção da igualdade de gênero. Assim, o lançamento do edital reforça esse compromisso da UnB ao longo de todo o ano, para além de março, mês da mulher.
“Esse edital, voltado para equidade de gênero, busca valorizar as mulheres que fazem ciência, em diferentes pontos da sua carreira científica. Desde jovens pesquisadoras até as que estão em crescimento e aquelas que já estão consolidadas”, explica a decana de Pesquisa e Inovação, Renata Aquino. Segundo a docente, a iniciativa visa ainda evidenciar e combater a sub-representação feminina em posições de destaque na carreira científica, problema já conhecido, mas não devidamente enfrentado.
“A gente espera, tanto para o fortalecimento da produção científica quanto da promoção da equidade de gênero, que seja um edital que nos permita identificar lideranças e apoiá-las”, pontua a decana do DPI.
SELEÇÃO E INSCRIÇÃO – O público-alvo da iniciativa são servidoras técnicas ou docentes que coordenam ou participam de projetos de pesquisa, ou, ainda, atuam na orientação de alunas de graduação ou pós-graduação. O apoio ocorrerá mediante o pagamento de auxílio financeiro a cada pesquisadora contemplada, no valor de R$ 10 mil, além da possibilidade de uma bolsa para aluna, por projeto, no valor de R$ 700, durante o período de dez meses.
Podem concorrer propostas dentro de uma das três linhas: Ciências Exatas, Matemáticas, Engenharias e Tecnologias; Ciências da Vida e Saúde; ou Ciências Humanas e Sociais. “Nessa primeira linha, onde hoje há menos de 30% das mulheres atuando, nós temos um incentivo maior. Inclusive para mostrar que precisamos de mais mulheres nas áreas de ciências exatas, matemáticas, tecnologias e engenharias”, comenta Renata Aquino.
Segundo ela, a temática dos projetos poderá ser ampla e deve estar relacionada às linhas de pesquisa indicadas pelas pesquisadoras no currículo lattes e no plano de trabalho. "Os critérios de seleção tentam se adaptar aos mecanismos de avaliação de cada área e as pesquisadoras vão concorrer entre pesquisadoras das mesmas linhas”, destaca.
A submissão deve ser realizada por processo no Sistema Eletrônico de Informação (SEI) para a Diretoria de Pesquisa (Dirpe/DPI). Serão reservados 30% dos recursos para atender proponentes classificadas como jovens pesquisadoras e outros 30% para atender proponentes que sejam bolsistas de produtividade em pesquisa ou em desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora.
O edital prevê cláusula de apoio às pesquisadoras que tenham sido mães ou adotado crianças. Haverá a ampliação de dois anos no limite de tempo de doutoramento para ser classificada como jovem doutora, para quem foi mãe nos últimos dez anos, e adicional de dois anos a ser avaliado no currículo para quem teve filhos nos últimos cinco anos.
“O desenvolvimento de pesquisa, extensão, graduação e pós-graduação é feito de forma integral pela comunidade acadêmica. Então, essa parceria amplia a visibilidade [dos projetos], e traz mais facilidade e fluxo para que as estudantes encontrem oportunidades e as professoras, parcerias”, salienta a decana do DPI.
