O ano de 2025 termina, mas deixa marcada a celebração dos 60 anos do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). Uma das políticas públicas mais longevas do país, o PEC-G ofertas vagas gratuitas a acadêmicos estrangeiros em instituições de ensino superior do Brasil. Ao todo, já formou mais de dez mil egressos, muitos deles tornando-se presidentes, ministros, gestores de empresas, professores e pesquisadores.
A UnB consolidou-se como uma das instituições com maior participação na iniciativa. Atualmente, 74 estudantes, de 21 países, estão matriculados em 32 cursos de graduação na Universidade. Além da internacionalização, o programa fortalece internamente as universidades ao promover diversidade e ampliar a troca de saberes.
Atualmente, mais de 73 nações estão conveniados ao programa brasileiro, com destaque para países da África e da América Latina e Caribe.
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COMEMORAÇÃO – Para celebrar o marco, a UnB participou do encontro nacional com os 150 coordenadores do PEC-G, realizado em dezembro, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A programação, realizada pelos Ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Educação (MEC), incluiu sessão solene no Palácio Itamaraty, no dia 9 de dezembro, com a presença da reitora Rozana Naves.
Na oportunidade, a egressa da UnB e aluna do PEC-G Kenderloude Simeon recebeu homenagem pela excelência acadêmica, protagonismo social e atuação solidária junto à comunidade do programa. A haitiana, formada em Enfermagem pela UnB, iniciou os estudos em 2021 e conquistou por nove semestres a Bolsa Mérito do Itamaraty, paga a estudantes com desempenho excepcional.
“Ser estudante PEC-G foi muito mais do que uma oportunidade acadêmica, foi a realização do sonho de estudar fora”, comenta a estudante. Ela fala que o compromisso de representar seu país e a oportunidade que recebeu a motivaram a buscar excelência. “Receber a homenagem foi um momento de muita emoção e gratidão, pois é do esforço contínuo e da dedicação ao longo da minha trajetória”, afirma Kenderloude.
O evento contou ainda com a participação de estudantes, egressos, servidores, docentes e representantes de diversas instituições parceiras. Já a mesa de abertura foi composta pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; o secretário-executivo MEC, Leonardo Barchini; o diretor de Relações Internacionais da Capes, Rui Oppermann; a diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Dalila Andrade, e pelo diretor de Negócios dos Correios, Hilton Rogério Maia Cardoso.
HISTÓRICO – Consolidado como um exemplo de diplomacia educacional e de integração entre povos, o PEC-G foi concebido em 1964, pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). No ano seguinte foi regulamentado e passou a atuar em conjunto com o Ministério da Educação (MEC), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sendo expandido para a pós-graduação (PEC-PG) e para o ensino do português como língua estrangeira (PEC-PLE).
Atualmente, participam 73 países que têm acordo de cooperação educacional, cultural ou científica e tecnológica com o Brasil. Desses, 29 países são da África; 27 da América Latina e Caribe; 10 da Ásia e 7 da Europa. O programa mostra-se tão exitoso que os 60 anos coincidem com o momento de maior procura já registrada, tendo a seleção de 2026 um crescimento de quase 1.200%, alcançando 3.291 estudantes de 55 nacionalidades.
