BOAS-VINDAS

Integrantes do Programa de Estudantes de Convênio de Graduação, o PEC-G, foram acolhidos por associação discente 

Alunos internacionais do PEC-G foram recepcionados pela Universidade em abril. Foto: Arquivo Pessoal

 

No primeiro semestre de 2025, 14 estudantes estrangeiros ingressaram na Universidade de Brasília por meio do Programa de Estudantes de Convênio de Graduação (PEC-G) — iniciativa do Ministério das Relações Exteriores (MRE) com instituições de ensino superior — no primeiro semestre de 2025. Os alunos PEC-G foram recepcionados com evento de boas-vindas promovido pela Associação de Estudantes PEC-G da UnB, em abril.

 

Segundo o coordenador de acolhimento e acompanhamento do PEC-G, Rogério Almeida, o evento teve como propósito passar informações relevantes aos estudantes: “Apresentamos atores, muitas vezes setores da instituição, que são importantes para saberem da existência, como a SAA [Secretaria de Administração Acadêmica] e a DDS [Diretoria de Desenvolvimento Social]”. 

 

Além disso, Almeida destacou a participação das Associações de Estudantes do PEC-G e Estudantes Africanos, que conversaram com os calouros. “Uma coisa é um brasileiro estar falando, outra coisa são os alunos que passaram por experiências semelhantes”, afirmou.

 

Almeida frisou também que o acolhimento aos estudantes começa antes da chegada deles ao Brasil: “Assim que eu recebo as informações dos alunos que virão, entro em contato e pergunto se conhecem pessoas aqui ou se têm lugar para morar. Tento colocá-los em contato com um aluno do país de origem e um do mesmo curso”.  

 

Diferentemente do intercâmbio — com duração máxima de dois anos —, os alunos do PEC-G ficam na Universidade pelo tempo da graduação do curso escolhido. O primeiro passo para estudantes estrangeiros é a participação em aulas de português, a fim de prestarem a prova para Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). Após esse período, os estudantes ingressam nos cursos de graduação previamente escolhidos. 

 

Segundo Innocente Soglo — calouro togolês e que estudará Matemática (MAT/UnB) após o Celpe-Bras — o evento de acolhimento “é uma palavra de bem-vindo”. Além disso, destacou a estrutura da Universidade para alunos PEC-G, como o uso do Restaurante Universitário (RU), o passe livre estudantil e a moradia na Colina, além da “formação para o mercado de trabalho”.

 

Para Agnes Abrafi, caloura ganense que estudará Sociologia (SOL/UnB) após as aulas de português, o evento permitiu que ela aprendesse a “socializar com outros e como me comunicar”. Além disso, Abrafi destacou a relevância do PEC-G: “Tem sido muito importante para mim, porque se não fosse o Programa, eu não teria a oportunidade de vir ao Brasil, conhecer pessoas novas, aprender linguagens diferentes e aprofundar minha educação aqui”.

 

Gustavo Velásquez, estudante hondurenho de Engenharia Civil (ENC/UnB) e responsável pela gestão de pessoas da Associação dos PEC-G na UnB, está na Universidade desde 2020. Ele descreveu a experiência até o momento como “de tudo um pouco. Eu considero que um pouquinho mais de altos do que de baixos”.

Evento foi realizado no Instituto Central de Ciências (ICC) Sul. Foto: Arquivo Pessoal

 

Velásquez destacou dificuldade com “a falta de contexto cultural. Nós não entendemos algumas coisas, mas não necessariamente não conhecemos aquelas coisas”. Para ele, o contexto cultural importa: em uma aula a professora pediu para que os alunos utilizassem a fórmula de Bhaskara para a resolução do problema. Velásquez lhe perguntou o que era a equação, ela anotou no quadro, mas um aluno agradeceu-a por “relembrar o conteúdo da quinta série”: "Mas neste caso, eu tiro o contexto. Eu não conheço porque apenas no Brasil aquela fórmula é chamada de Bhaskara, no resto do mundo é conhecida como fórmula quadrática”, afirmou o hondurenho. 

 

O evento foi documentado pelo estudante do PEC-G Dibonan Koné com participação dos novos estudantes. Assista ao vídeo na íntegra:

 

 

*estagiária de Jornalismo na Secom/UnB

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