INTERNACIONAL

Abertura ocorreu nesta segunda (24), na Face, com discussão sobre relações bilaterais. Programação segue até sexta (28) e com inscrições abertas

Representantes da UnB, do Instituto Confúcio e da Embaixada da China no Brasil estiveram na mesa de abertura da II Semana da China na UnB. Foto: Júlio Minasi/Secom UnB


Palestras, filmes, música, literatura, gastronomia, oficinas e exposições fazem parte da programação da II Semana da China na UnB, que iniciou-se nesta segunda (24), em celebração ao ano cultural Brasil-China.

A abertura ocorreu no auditório Azul da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (Face), no campus Darcy Ribeiro, Asa Norte, e contou com a presença do ministro-conselheiro da Embaixada da China no Brasil, Ji Wei, e o diretor do Instituto Confúcio na UnB, Enrique Huelva.

“É difícil não ser superlativo quando falamos das relações entre Brasil e China, país que se destaca por ser nosso maior parceiro comercial”, destacou o diretor da Face, Roberto Ellery Júnior, ao pontuar questões culturais, geopolíticas e estratégicas que envolvem os vínculos entre os dois países.

O diretor do Instituto Confúcio na UnB, Enrique Huelva, mencionou a crescente aproximação cultural e acadêmica nos últimos anos. "Atualmente, há 70 universidades chinesas que têm cursos de formação em língua portuguesa com vontade de assinar parcerias em diferentes áreas científicas”, citou.

A UnB também tem estreitado laços com a China por meio de acordos de cooperação acadêmicos e científicos firmados em áreas como aviação, indústria aeroespacial e agricultura familiar. 

Sobre as relações bilaterais entre os países, o ministro-conselheiro da embaixada da China no Brasil, Ji Wei, mencionou o volume do comércio, “que supera a soma das trocas do Brasil com Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Japão” e o patamar de cooperação "por um mundo mais justo e sustentável". 

Ministro-conselheiro da Embaixada da China no Brasil, Ji Wei, falou sobre comércio entre Brasil e China. Foto: Júlio Minasi/Secom UnB


“A II Semana da China demonstra o profundo interesse da nossa comunidade universitária nos estudos sobre a China na perspectiva geopolítica, econômica e cultural”, disse a reitora Rozana Naves. “Do ponto de vista das relações diplomáticas, as relações Brasil-China têm sempre sido pautadas pelo tema da amizade”, observou, sustentada pela ideia de crescimento conjunto e respeito mútuo.

VEM MAIS POR AÍ – Organizado pelo Grupo de Estudos sobre a China (Gechina), ligado ao Departamento de Administração da UnB (ADM/Face), o evento busca incentivar o intercâmbio cultural, a pesquisa acadêmica e o interesse pelos estudos chineses no Brasil.

A ideia é criar espaço de diálogo, aprendizado e aproximação entre os dois países e fortalecer o debate sobre a relevância histórica, cultural e geopolítica do país asiático no mundo.

Ao longo da semana, outras atividades integram o evento. Oficinas de recorte de papel, de confecção de lanternas chinesas e do jogo Mahjong estão na programação.

Nesta terça (25), o Restaurante Universitário (RU) dos quatro campi adotou uma opção de cardápio temático em suas refeições, com pratos chineses. Na quarta (26), além de cineclube e clube de RPG na Biblioteca Central (BCE), campus Darcy Ribeiro, haverá apresentação remota de artigos submetidos ao evento.

Um momento na BCE marcará a celebração do Ano Cultural Brasil-China, na quinta (27), às 15h. A semana encerra com um painel sobre oportunidades de intercâmbio e apresentação da Ópera de Sichuan, na tarde de sexta (28), no auditório Verde da Face.

As inscrições para as atividades seguem abertas à comunidade interna e externa.

>> Confira a programação completa

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