Representantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) Brasil realizaram visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) e a serviços especializados de atenção integral ao HIV/Aids no Distrito Federal, como parte de uma agenda internacional que aponta para a próxima Estratégia Global de Aids 2026–2031, promovida pela organização das Nações Unidas. A iniciativa reforça a importância da Universidade de Brasília como protagonista na resposta à epidemia, articulando saberes acadêmicos, serviços de saúde pública e políticas de prevenção e cuidado.
A comitiva foi recebida no HUB-UnB, espaço de ensino, pesquisa e atendimento que integra a Rede Ebserh, onde conheceu de perto os serviços de testagem, prevenção, acompanhamento clínico e oferta de profilaxia pré-exposição (PrEP) oferecidos à população. Esses atendimentos fazem parte da rede de cuidado do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal e estão alinhados com diretrizes nacionais e metas internacionais de eliminação do HIV como problema de saúde pública.
De acordo com Bruno Kauss, coordenador de Cidades e Sociedade Civil do Unaids Brasil, a visita técnica tem como objetivo aproximar os participantes internacionais da realidade dos serviços públicos de saúde no Brasil. “A ideia é que essas pessoas, vindas de várias partes do mundo, possam vivenciar a realidade dos serviços e de instituições estratégicas para a resposta ao HIV/Aids, como o SUS e hospitais universitários, a exemplo do HUB”.
A missão do Unaids destaca que as visitas de campo têm o objetivo de proporcionar aos participantes “uma exposição direta à realidade da epidemia de HIV e à resposta em cada contexto”, permitindo o engajamento com atores locais e nacionais que colaboram com os avanços da resposta à Aids. Essas experiências subsidiarão discussões estratégicas no Comitê de Coordenação do Programa, que reúne governos, agências da ONU e sociedade civil organizada.
A visita à UnB e aos serviços de HIV/Aids está inserida em um contexto de intensificação das ações globais de enfrentamento da epidemia. O Unaids tem reforçado que, apesar de progressos importantes nas últimas décadas, desafios como reduções abruptas de financiamento e desigualdades persistentes exigem respostas integradas e sustentadas. O próximo ciclo estratégico (2026–2031) visa justamente fortalecer alianças, ampliar a cobertura de cuidado e consolidar conquistas em redução de infecções e morbimortalidade associadas ao HIV.
O coordenador Bruno Kauss destacou a importância do trabalho realizado no HUB, frisando o aspecto humanizado dos atendimentos. "Aqui também existe um olhar sensível para que não sejam reforçados o preconceito e a discriminação que ainda afetam pessoas vivendo com HIV ou em situação de vulnerabilidade”, disse.
Durante a agenda em Brasília, no mês de dezembro, o grupo também conheceu outros serviços públicos especializados no atendimento de pessoas vivendo com HIV, como a Policlínica de Ceilândia e o Centro Especializado em Doenças Infecciosas do Distrito Federal, unidades que oferecem diagnóstico, tratamento antirretroviral e acompanhamento clínico.
Para a UnB, a visita representa também a posição de destaque da Universidade nas estratégias de saúde pública e pesquisa aplicada, especialmente em temas relacionados a HIV/Aids, promoção da saúde e redução de desigualdades. A ação conjunta com o Unaids reforça a contribuição da comunidade universitária para o enfrentamento de desafios complexos de saúde global, integrando ensino, pesquisa e extensão em respostas que impactam diretamente a vida de milhões de pessoas.
*com informações da Ebserh.
