Em sua 693ª reunião, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) aprovou o calendário letivo de 2027 – do primeiro e segundo semestres – e o de verão de 2028. O encontro do colegiado ocorreu no último dia 18 de junho, no auditório da Reitoria, campus Darcy Ribeiro, Asa Norte.
De acordo com a decisão do Cepe, as aulas do 1º/2027 vão de 15 de março a 16 de julho e as do 2º/2027 vão de 9 de agosto a 16 de dezembro. Já os cursos de verão de 2028 começam em 10 de janeiro e finalizam em 15 de fevereiro.
O vice-reitor Márcio Muniz informou que, a partir de 2027, a atividade de extensão Semana da África será instituída como atividade oficial no calendário acadêmico. O evento passará a incluir ações com todos os estudantes estrangeiros, ampliando seu escopo. A denominação original se mantém.
Durante a reunião, também foi discutida a possibilidade de promover ajustes para que estudantes das licenciaturas consigam realizar as práticas pedagógicas nas escolas de forma a ter melhor aproveitamento dos calendários letivos das instituições. O tema surgiu a partir de avaliação do docente Edison Ishikawa, do Departamento de Ciências da Computação (CIC/IE). “A falta de coincidência entre os calendários compromete o aproveitamento dos estudantes nessas atividades e gera questões burocráticas”, disse.
Ficou resolvido que a questão será encaminhada para a Comissão Permanente das Licenciaturas (CPel/DEG), conforme informou Tiago Araújo, decano de Ensino de Graduação. "Veremos possibilidades de deixar os calendários mais próximos”, comentou.
INGRESSO – A reunião aprovou ainda resolução que define a distribuição de vagas nos processos seletivos para ingresso primário nos cursos de graduação de oferta regular da Universidade de Brasília.
Conforme deliberação, haverá faixas de cursos que terão vagas de ingresso, no primeiro semestre letivo, distribuídas com foco nacional, via Sisu, e local, via Programa de Avaliação Seriada (PAS) e Vestibular tradicional. Cada faixa terá uma proporção de distribuição. No segundo semestre letivo, as vagas serão distribuídas entre Vestibular e Acesso Enem, na proporção de 50% para cada modalidade.
Foi destacado na reunião que a resolução propõe que as unidades acadêmicas gozem de autonomia e flexibilidade para ajustar a distribuição de vagas, de acordo com a sua realidade e os dados de ingresso e fundamentação apresentada ao DEG. A decisão deu-se com foco no aproveitamento máximo nas vagas da Universidade.
DESTAQUES – O Cepe aprovou parecer relativo à reformulação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de bacharelado em Ciência da Computação. O parecer, relatado pelo professor Haroldo Ramanzini Junior, do Instituto de Relações Internacionais (Irel/UnB), foi aprovado reconhecendo "a qualidade pedagógica e institucional do projeto apresentado", nas palavras docente. O professor Edison Ishikawa (CIC/IE) destacou que a reformulação "modernizou o curso, incluindo também muito da área de inteligência artificial".
Também foi aprovado o novo PPC do bacharelado em Letras, Língua Portuguesa e Respectiva Literatura, do Instituto de Letras (IL/UnB). O parecer foi relatado pelo professor da Faculdade de Medicina (FM/UnB) Rodolfo Deusdará, que destacou a tradição histórica do curso na UnB, implantado em 1962 como um dos primeiros da instituição. O processo de reformulação iniciou em 2014, desenvolvido de forma participativa e coletiva no IL.
O Conselho também aprovou a minuta da resolução que regulamenta os cursos de pós-graduação lato sensu na modalidade fellowship na área de saúde da UnB, proposta pelo Colegiado de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina (FM/UnB). O parecer foi relatado pela professora Laura Davison, da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS/UnB), no campus Ceilândia.
Os cursos de fellowship na área de saúde caracterizam-se como modalidades de ensino de pós-graduação do tipo aperfeiçoamento, estruturados como treinamento em serviço, para aprimorar habilidades e competências de uma subespecialidade após a conclusão da formação em programas de especialização lato sensu na modalidade de residência.
Conforme as normas aprovadas, os cursos deverão ter duração mínima de 180 horas e a oferta de vagas será realizada por meio de editais públicos.
Nos informes da reunião, Roberto Goulart, decano de Pós-Graduação, mencionou a divulgação do resultado final da avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sobre os programas de pós-graduação (PPGs) da Universidade: 62% do PPGs ficaram com notas 5, 6, e 7 (maior pontuação).
