ABRANGÊNCIA NACIONAL

Em parceria com Conselho Federal de Enfermagem, UnB coordena estudo e rede de cientistas. Expectativa é que resultados contribuam para regular a profissão

O estudo nacional é uma demanda do Conselho Federal de Enfermagem para compreender a atuação do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde (APS). Arte: Divulgação

 

Quais os desafios enfrentados por enfermeiras e enfermeiros no trabalho diário? Esta é a pergunta norteadora da pesquisa Práticas de Enfermagem no contexto da Atenção Primária à Saúde, uma iniciativa do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), realizada pelo Núcleo de Estudos em Saúde Pública (Nesp) da Universidade de Brasília, em parceria com diversos órgãos da saúde.

 

Compreender as práticas de enfermagem, os cenários de atuação e os perfis de enfermeiros do país, a partir da aplicação de questionário e realização de entrevistas, estão entre os principais objetivos do estudo. "Ele é importante para fazer um retrato da situação do processo de trabalho e apoiar na revisão dos marcos regulatórios do exercício desses profissionais", elucida a docente da Faculdade de Ciências da Saúde (FS) Maria de Fátima Sousa, coordenadora geral da pesquisa.

Para Maria de Fátima, há também a perspectiva de elaboração de agendas nacional e internacional de pesquisa sobre as práticas da enfermagem. Foto: Arquivo pessoal

 

Como no Brasil os profissionais de enfermagem da Atenção Primária à Saúde (APS) são responsáveis pelo cuidado individual, familiar e comunitário, espera-se que possam ser identificadas experiências que colaborem para bons resultados do sistema de saúde. Nesse sentido, o intuito é conhecer práticas clínicas especializadas e informadas em evidências científicas.

 

Para se ter uma dimensão do quadro de dificuldades enfrentadas, as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) do Sistema Único de Saúde (SUS), que atuam nos serviços primários, são responsáveis e devem dispor de capacidade resolutiva de 85% dos problemas de saúde mais prevalentes na população.

 

Segundo Maria de Fátima de Sousa, também são estratégias do estudo "contribuir na elaboração das políticas públicas de saúde no âmbito da APS e auxiliar nos processos de reforma formativa e educacional desses trabalhadores, bem como apoiar nas agendas estratégicas da categoria, junto aos poderes da república".

 

PARTICIPAÇÃO – Estima-se que existam no país 35 mil enfermeiros atuando na APS hoje, por isso, a expectativa é divulgar o questionário para o maior número possível de profissionais. O formulário dessa etapa quantitativa ficará disponível on-line até março de 2021 e pode ser acessado no link: questionarios.unb.br.

 

Além disso, a pesquisa abarcará análise qualitativa, sendo entrevistados 860 enfermeiros, em 85 municípios, a partir de amostra aleatória, e seguindo a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para municípios: intermediário adjacente; intermediário remoto; rural adjacente; rural remoto e urbano. Essa etapa tem início no dia 5 de outubro e se estende até 18 de dezembro.

Questionário on-line também pode ser acessado pelo QR Code acima até março de 2021. Arte: Divulgação

 

Devido ao caráter nacional, a investigação é inédita no país. Para garantir a sua abrangência, o comitê científico e gestor da pesquisa é formado por uma rede de cientistas, constituída por nove coordenadores regionais, 27 estaduais, além dos municipais, com participação de 23 instituições de ensino superior. Há ainda os auxiliares de pesquisa, alunos de graduação e de pós-graduação que realizam as entrevistas nas unidades básicas de Saúde (UBS) com enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF).

 

Embora a pesquisa tenha sido desenhada antes da pandemia de covid-19, Maria de Fátima Sousa informa que foram acrescentadas algumas questões referentes a esse agravo. A ação também envolve o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a Associação Brasileira de Enfermagem de Família e Comunidade (Abefaco) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

 

Dúvidas sobre a iniciativa podem ser encaminhadas para o e-mail do Laboratório de Educação, Comunicação e Informação em Saúde da Faculdade de Ciências da Saúde (Ecos/FS/UnB): Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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