COVID-19

Em reunião com diretores, Reitoria detalha o funcionamento do grupo, que vai coletar informações sobre a realidade das unidades acadêmicas e administrativas

Foto: Beatriz Ferraz/Secom UnB

 

A Universidade de Brasília criou um comitê para estruturar o planejamento das ações institucionais na fase de recuperação da pandemia do novo coronavírus. Embora ainda não se saiba quando tal fase iniciará, a proposta é que o Comitê de Coordenação de Acompanhamento das Ações de Recuperação (CCAR), presidido pelo vice-reitor, Enrique Huelva, incorpore as informações trazidas por áreas acadêmicas e administrativas a respeito de suas especificidades, para que o retorno das atividades ocorra de maneira ordenada.

 

"Precisamos ter em mente que a volta não será para o modelo que havia antes da pandemia. Haverá mudança na forma de trabalho, nas metodologias de ensino, nas práticas de limpeza e higiene", enumerou Enrique, durante reunião virtual com diretores dos institutos e faculdades, na última sexta-feira (8). "Nosso trabalho, agora, será de conscientizar e consensuar".

 

Além de coletar informações das unidades, o CCAR vai reunir as informações de dois outros comitês criados na UnB para o enfrentamento da pandemia: o Comitê Gestor do Plano de Contingência em Saúde da Covid-19 da UnB (Coes) e o Comitê de Pesquisa, Inovação e Extensão de Combate à Covid-19 (Copei).

 

"Embora o Distrito Federal não apareça com o quadro tão crítico quanto outros estados, a situação está longe de ser confortável. A sociedade entendeu a gravidade da situação e se dá conta de que teremos isolamento total ou parcial por um bom tempo", comentou a reitora Márcia Abrahão. Ela também lembrou que todas as medidas precisam considerar o fato de muitos estudantes não terem acesso regular à internet. "As famílias também estão passando momento difíceis, com pessoas internadas devido à Covid", acrescentou.

 

RECURSOS – Durante a reunião com os gestores, a diretora do Centro de Educação a Distância (Cead/UnB), Letícia Lopes Leite, apresentou os recursos já existentes para apoiar a comunidade na eventual realização de atividades on-line. "Estamos formatando um curso de formação para docentes que ajudará a repensar a prática da sala de aula, considerando o novo momento. Também queremos fazer pequenos vídeos com depoimentos de professores que já usam essas ferramentas", contou.

 

"Essa apresentação é muito importante porque ajuda a afastar alguns fantasmas", disse o diretor da Faculdade de Direito (FD), Mamede Said, em referência aos recursos que podem ser adotados. "A criação de salas Moodle padrão e de cursos autoinstrucionais para professores e alunos é muito importante", destacou. Moodle é a plataforma onde ocorrem as aulas a distância da UnB.

 

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O planejamento para o cenário pós-pandemia, frisaram todos os presentes, vai considerar as particularidades e limitações de cada área e a necessidade de integrar o calendário acadêmico da graduação e da pós. "Sei que há unidades com maior facilidade de fazer atividades on-line, mas nós temos restrições legais. Estamos fazendo, inclusive, um levantamento das disciplinas que podem ocorrer de maneira remota", relatou a diretora do Instituto de Psicologia (IP), Wânia de Souza.

 

"No nosso caso, vamos conviver com a impossibilidade de apresentar nossos produtos, em exposições, espetáculos, apresentações, coisas que validam a formação dos estudantes", mencionou a diretora do Instituto de Artes, Fátima Santos. "Penso que vale a máxima: crise é oportunidade. Mas vamos precisar de planejamentos, no plural, porque a complexidade é muito grande", completou a diretora do Instituto de Letras (IL), Rozana Naves.

 

SIGAA – Os diretores também conversaram sobre a implementação do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), que passou a operar no último dia 5 de maio. O decano de Ensino de Graduação, Sérgio de Freitas, fez uma breve apresentação sobre as principais funcionalidades do sistema, que, segundo gestores, facilita a execução das atividades de maneira remota.

 

"O SIG é usado em mais de 50 instituições, mas fomos pioneiros na implantação sem a contratação de empresa externa. As equipes envolvidas realizaram um excelente trabalho", avaliou a decana de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional, Denise Imbroisi, que preside a comissão do SIG.

 

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