AÇÃO CONJUNTA

UnB acolheu cerimônia para assinatura de protocolo de intenções para prevenção e enfrentamento à problemática em ambientes educacionais

UnB é uma das instituições signatárias de protocolo firmado junto ao MEC e ao Ministério das Mulheres pelo fim da violência contra as mulheres. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

A Universidade de Brasília deu mais um passo para fortalecer seu compromisso em defesa das mulheres, como destaca a campanha do #8M 2026. A instituição sediou, nesta quarta-feira (25), a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, promovida pelos ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres, no auditório da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB).

 

O evento marcou o lançamento de um conjunto de ações do governo federal voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres no ambiente educacional – da educação básica ao ensino superior – como parte do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio.

 

Durante a cerimônia, foram assinados o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento destas nas Instituições Públicas de Ensino Superior e Rede de Institutos Federais e a Portaria de regulamentação da Lei nº 14.164/2021 (Maria da Penha vai às escolas), que prevê a inclusão de conteúdos sobre combate à violência contra meninas e mulheres nos currículos escolares.

 

Também houve o lançamento do documentário do Programa Mulheres Mil e a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica para a ampliação de vagas do programa. A iniciativa oferece formação profissional e tecnológica a mulheres em situação de vulnerabilidade social, com prioridade para qualificação nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática.

 

INSTITUIÇÕES MOBILIZADAS – Assinado junto a reitores de universidades públicas e institutos federais, o protocolo de intenções prevê uma série de medidas para mitigar episódios de violência nos espaços acadêmicos, acolher as vítimas e responsabilizar os envolvidos. Entre elas, ações de prevenção a assédio, discriminação, abuso ou violência contra as mulheres, a criação de núcleos de acolhimento, a coibição de práticas discriminatórias, a divulgação de canais de denúncia com acessibilidade, a valorização de mulheres em espaços de liderança e o envolvimento dos homens como aliados em iniciativas de prevenção.

Reitora Rozana Naves (centro, de vermelho) participou da solenidade junto a representantes de associações e instituições que colaboraram na formulação do protocolo. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

Para a reitora da UnB, Rozana Naves, são medidas que realçam o papel das universidades na consolidação de uma sociedade democrática e mais humana. “Quando o Estado coloca a proteção das mulheres no centro da agenda educacional, ele reafirma a democracia e os direitos. A UnB participa deste compromisso nacional para que a universidade pública seja sinônimo de permanência com dignidade, segurança e respeito.”

 

Durante a solenidade, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, manifestou a expectativa de que as universidades sejam referência na redução da violência contra as mulheres e possam agregar à formação acadêmica conteúdos sobre igualdade de gênero, raça e etnia.

 

“Nós temos que responder às necessidades e às demandas das mulheres. Por isso a presença das universidades é tão importante: vocês vivem os territórios, vocês conhecem as estudantes e as servidoras, vocês conhecem os territórios quando fazem pesquisa, extensão, quando estão ensinando”, pontuou. Ela ressaltou, ainda, o impacto desse conjunto de iniciativas para o futuro da juventude.

 

O ministro da Educação, Camilo Santana, reiterou a elaboração coletiva do documento, com escuta à experiência científica e cotidiana das instituições de ensino para a construção de ambientes seguros e livres de violência. “Hoje é um dia de reafirmação de valores. Um dia em que o Brasil reafirma com coragem e responsabilidade que não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres e que a educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, celebrou.

 

A elaboração do protocolo envolveu esforço conjunto entre MEC, Ministério das Mulheres, Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruen), Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero com suas Interseccionalidades da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

 

Vice-presidente da Andifes e reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Georgina Gonçalves lembrou dos 1.568 feminicídios registrados no Brasil em 2025: 62% das vítimas eram mulheres negras e em vulnerabilidade socioeconômica. A gestora alegou que a violência de gênero reproduzida na sociedade tem reflexos nos ambientes acadêmicos, na convivência universitária e nas relações de trabalho, sendo apresentadas de diferentes maneiras e, por vezes, dissimuladas. Ela assegurou a disposição das universidades em não só produzir conhecimento sobre a temática, mas também enfrentar o fenômeno.

  

"A universidade pública brasileira que estamos construindo na contemporaneidade deve ser um lugar assentado na paz e nos direitos sociais, do respeito e da vida democrática. A nossa universidade brasileira, lugar em que o ensino superior se expande como política de direito, deve ser também um lugar de fala reconhecido, lugar de escuta, lugar de amparo, lugar de cuidado, lugar de acolhimento para todas as mulheres, lugar de equidade, lugar do bem-viver", afirmou Georgina.

 

#8M 2026 – Ao longo de março, a Universidade de Brasília tem mobilizado e ampliado o debate sobre igualdade de gênero e enfrentamento à violência e ao feminicídio. Até dia 30, as ações do #8M 2026: Nenhuma a menos – mais vozes, mais acolhimento lembram a comunidade que amparo e luta pela vida das mulheres se faz todo dia. Acompanhe a programação e participe.

 

Assista à solenidade:

 

 

 

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