INSTITUCIONAL

Grupo trabalha desde abril na produção de documento para nortear as atividades institucionais na área. Texto será submetido ao Consuni

Novo dispositivo vai levar em consideração pesquisa, escutas e estudos recentes. Imagem: João Paulo Parker/Secom UnB


Apresentar uma proposta de política de comunicação com foco na integração de processos é a meta de comissão instituída, em março, pela Reitoria da Universidade de Brasília. Desde o mês passado, um grupo formado por profissionais de comunicação e docentes analisa documentos e trabalha na concepção de texto que abranja as estruturas de comunicação dedicadas aos públicos internos e externos da instituição. A expectativa é de que a proposta, acompanhada de relatório, seja apresentada à comunidade e encaminhada ainda neste semestre para apreciação do Conselho Universitário (Consuni).

“Uma política de comunicação não é apenas mais um documento, trata-se de um pacto vivo sobre filosofia, princípios, prioridades, responsabilidades e compromissos de uma instituição com cada um de seus públicos de relacionamento”, avalia o presidente da comissão e secretário de Comunicação da UnB, João Curvello. Segundo ele, o texto final deve conectar as perspectivas de comunicação pública e institucional, na busca por ampliar o diálogo e a participação dos segmentos universitários. 

Curvello chama atenção para a construção colaborativa da política, com base em pesquisas recentes, mapeamento de públicos e escuta à comunidade. Ele informa que a proposta deve, de forma ampla, apontar princípios, valores e diretrizes aos processos comunicacionais. “A submissão ao Consuni se deve à necessidade de a política de comunicação se legitimar e se materializar por meio de resolução que oriente as ações e práticas relacionadas à gestão da comunicação institucional como suporte às ações de ensino, pesquisa e extensão”, completa.

Secretário de Comunicação, João Curvello diz que texto final deve considerar perspectivas de comunicação pública e institucional, além de apontar para mais diálogo e participação. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB  

 

O trabalho da comissão também considera minuta produzida em 2024 e avalia políticas produzidas por outras instituições. “A política permite estabelecer princípios, diretrizes e responsabilidades comuns para os diferentes canais, unidades e iniciativas de comunicação da instituição, respeitando a diversidade e a autonomia universitária”, avalia a assessora de comunicação da Reitoria, Daniela Garrossini. Ela destaca que a política não deve ser um instrumento centralizador, mas “um marco orientador construído coletivamente, capaz de fortalecer uma atuação em rede entre os diversos setores, unidades e veículos institucionais”. 

A diretora da UnBTV, Valéria Mendonça, classifica a produção de uma política como “extremamente importante” e aponta benefícios relacionados à transparência e à difusão do conhecimento. “Com uma linha editorial estabelecida, uma política de comunicação pública que envolve os processos, metodologias, diretrizes, a condução para que todos os gestores, em todos os níveis, possam se orientar nos processos e nas decisões, isso faz com que a comunidade se sinta segura”, diz ela, que prevê a mitigação de problemas e ruídos relacionados à comunicação institucional.

Além dos gestores de Secom, UnBTV e Ascom, a comissão conta com os trabalhos de outros seis membros. A produtora cultural Angélica Peixoto e o jornalista Hugo Costa também representam a Secom nas discussões. Pela UnBTV, participam ainda a jornalista Aline Romio e o técnico em audiovisual e vice-diretor, Maurício Neves. Os professores Asdrúbal Borges, do Instituto de Psicologia (IP), e Carolina Gonzalez, do Instituto de Letras (IL), completam a composição.

 

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