Professora da Universidade de Brasília, atual diretora-geral do Arquivo Nacional e palestrante da abertura da 23ª edição da Semana Universitária (Semuni), Ana Flávia Magalhães Pinto deu entrevista para a UnBTV sobre produção de conhecimento contra o racismo, sexismo e pelo bem-viver.
Na conversa, detalhou sua fala na Semuni. Para ela, o momento atual é de recuperação de ambiente de confiança mútua entre as pessoas, “para entender que isso [confiança] é a chave para a gente trabalhar com as dimensões de raça, gênero, sexualidade, classe, esses eixos que estruturam a nossa sociedade. E trabalhar em cima do que foi construído para montar um ambiente mais igualitário”, destaca.
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A docente ressalta o ambiente universitário como um espaço estratégico para pautas de igualdade, pois a produção acadêmica gera ressonâncias além do seu ambiente. “Quando pensamos que estamos formando profissionais que são legitimados em seus ofícios e são formados a partir desses valores, isso remete a potencialidade dessa missão institucional”, explica.
Segundo ela, há uma valorização do que é produzido pelos programas de extensão, conectando a Universidade diretamente com a sociedade. Assim, cria-se uma via de mão dupla onde a população demanda da academia e influencia os processos de produção de conhecimento.
“A partir desse ponto, surge a oportunidade de fomentar o conhecimento pautado na prática social de transformação e produção de cidadania. Contribuindo para a construção do anti-racismo, anti-sexismo, anti-LGBTQIA+fobia, anti-desigualdade de classe, etc.”, ressalta. A docente conta ainda que, a partir disso, é possível demonstrar o quanto a produção acadêmica pode servir para superação das desigualdades e evitar a violação de direitos humanos.
“Quando pensamos em uma extensão com foco na liberdade e cidadania, estamos justamente dando a nossa contribuição como comunidade acadêmica para um projeto de Brasil que seja para todos, todas e todes”, compartilha Ana Flávia.
Assista à integra da entrevista concedida à UnBTV: