AGENDA 2030

Evento no Beijódromo reúne diferentes setores e fortalece propostas para a etapa nacional, a ser realizada em junho e julho

Primeira Conferência Distrital dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) aconteceu na UnB, em 15 de maio. Foto: Fiocruz Brasília

 

A 1ª Conferência Distrital dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), realizada no dia 15 de maio de 2026, no auditório do Beijódromo da UnB, reuniu representantes da sociedade civil, poder público, universidades, movimentos sociais e instituições em um amplo processo de diálogo e construção coletiva. O encontro teve como objetivo a formulação de propostas a partir da realidade do território e eleição de delegados e delegadas que representarão o Distrito Federal na etapa nacional dos ODS, que acontecerá entre os dias 29 de junho e 2 de julho, em Brasília.

 

A conferência distrital consolidou-se como um espaço estratégico de escuta e articulação em torno do tema A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento sustentável. A atenção ao tema tem sido uma tônica da administração superior da Universidade de Brasília e, na perspectiva da conferência distrital, conectou-se à campanha institucional da UnB em 2026: Democracia Todos os Dias.

 

Ao longo do dia, os participantes debateram desafios e caminhos para o desenvolvimento sustentável a partir de seis eixos temáticos: democracia e instituições fortes; sustentabilidade ambiental; inclusão social e combate às desigualdades; inovação tecnológica; governança participativa; e colaboração multissetorial e financiamento da Agenda 2030.

 

As discussões abordaram questões centrais como pobreza, desigualdade, crise ambiental e violência, buscando integrar diferentes perspectivas e experiências na construção de soluções concretas e viáveis para o território. O encontro também reforçou princípios fundamentais da Agenda 2030, como a universalidade, a integração das políticas públicas e o compromisso de não deixar ninguém para trás.

 

MOBILIZAÇÃO – A diversidade de participantes foi um dos pontos de destaque da conferência, ampliando a participação social e fortalecendo o caráter democrático do processo. Representantes de diferentes setores contribuíram com propostas que refletem as necessidades e potencialidades do Distrito Federal, conectando agendas locais a compromissos globais.

 

Durante o encontro, também foram destacadas experiências e percepções de participantes sobre a importância do processo. Para Pedro Ivo, da Associação Alternativa à Terra Azul e da Carta da Terra Brasil, a conferência cumpre um papel essencial ao aproximar o debate das comunidades: “É fundamental essa conferência aqui no Distrito Federal para que a gente possa levar esse debate no território. A Agenda 2030, os ODS, é um instrumento para defender a qualidade de vida das pessoas e também o nosso meio ambiente”.

 

A dimensão da participação social também foi ressaltada por Renata Parreira, integrante de coletivos e movimentos sociais do Distrito Federal, que destacou a importância da construção coletiva para o avanço das políticas públicas. “É só mesmo por meio das conferências, das discussões, da participação social que a gente consegue avançar”, afirmou. Ela também reforçou a necessidade de ampliar o engajamento da população: “Muitas pessoas precisam voltar a participar, só pela coletividade que a gente avança”.

 

A diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, destacou o caráter estratégico do encontro como espaço de trabalho e construção coletiva diante dos desafios contemporâneos. “É um dia de muito trabalho, mas também um dia que a gente espera que seja de muita construção, de como é que a gente realmente olha para os desafios do clima, os desafios da violência, os desafios da saúde, especialmente da saúde da mulher, com esse olhar atento para o enfrentamento das desigualdades e a construção de um país mais justo”, afirmou.

 

Um dos momentos mais importantes do evento foi a eleição de delegados e delegadas, tanto da sociedade civil quanto do poder público, que levarão as propostas construídas no DF para a Conferência Nacional dos ODS. Esses representantes terão o papel de contribuir para a consolidação de diretrizes e estratégias em nível nacional.

 

A Conferência Distrital dos ODS afirmou-se como um instrumento de mobilização e transformação, fortalecendo redes de cooperação e impulsionando a construção de um modelo de desenvolvimento mais justo, sustentável e inclusivo.

 

*com colaboração de Beatriz Muchagata, da Fiocruz/Brasília.

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