MATERNIDADE NA UNIVERSIDADE

Organizada pela Secretaria de Direitos Humanos e pelo Coletivo de Mães da UnB, o evento contou com mesas, oficinas e rodas de diálogo

Abertura da Semana das Mães Universitárias debateu desafios enfrentados por mães na comunidade acadêmica. Foto: Reprodução

 

As dificuldades da maternidade são enormes. Ser ouvida e acolhida no ambiente de trabalho ou estudo é apenas uma das demandas das mulheres da comunidade universitária. Para isso, em celebração ao Dia das Mães, comemorado no último domingo (10), a UnB realizou a primeira Semana das Mães Universitárias, contando com um conjunto de atividades como mesa-redonda, roda de conversa e oficinas.

 

A iniciativa, organizada pelo Coletivo de Mães e pela Coordenação das Mulheres da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), teve como tema: Maternidades que transformam a Universidade. O intuito foi dar visibilidade aos desafios enfrentados por elas na comunidade acadêmica, além de fortalecer o debate sobre políticas institucionais de acolhimento, permanência, equidade, direitos humanos e inclusão.

 

Durante a abertura, realizada no Espaço Memória, campus Darcy Ribeiro, na tarde de terça-feira (12), a reitora Rozana Naves reiterou o compromisso da Universidade em ser um ambiente de acolhimento ao exercício da maternidade. “Dentro das especificidades que caracterizam a vivência das mães acadêmicas, trabalhar para aperfeiçoar as políticas e dar suporte às mães tem sido prioridade para nós”, disse.

 

Ela ainda citou as recentes melhorias em benefício desse público, como a prioridade de matrícula para mães e revisão da resolução sobre exercícios domiciliares. Além da inauguração da sala de amamentação, na Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS), no campus Ceilândia, em 6 de maio. Neste ano, a UnB também inaugurou a Cuidoteca e, em 2025, o Centro de Educação Infantil (CEI-UnB).

 

LUTA – Durante o evento, as componentes da mesa de abertura falaram sobre os desafios em vista e as conquistas já alcançadas dentro da temática, salientando o caminho de luta percorrido e ainda a percorrer. “Essa primeira semana das mães é uma conquista e tem um significado muito grande para que nossas vivências sejam visibilizadas ao longo de todo ano”, comentou a coordenadora da Coordenação de Mulheres, Rafaella Eloy.

 

“A maternidade é uma potência que acontece conosco, mas muitas vezes nos faz perder funções e direitos, ou leva as pessoas a nos enxergam como menos capazes. A política materna vem exatamente para refletir sobre o direito que nós precisamos ter”, discorreu Thyala Cunha, representante das servidoras técnicas na Comissão Institucional Permanente de Acompanhamento e Monitoramento da Política Materna e Parental. 

A reitora Rozana Naves citou aos presentes na I Semana das Mães Universitárias da UnB as conquistas recentes que simbolizam o compromisso da instituição com o suporte à maternidade. Foto: Julio Minasi/Secom UnB

 

Representando o Coletivo de Mães, a discente de Administração Yara Lima, afirmou que o evento dá voz e visibilidade às mães, muitas vezes prejudicadas por estar vivenciando a maternidade. “Essa semana mostra que realmente a Universidade se importa e enxerga a gente, não somente como mãe, mas também como indivíduo”, comentou.

 

A abertura contou ainda com a participação da secretária de Direitos Humanos, Cláudia Renault, e da decana de Extensão, Janaína Soares. Dando continuidade às atividades do evento, as docentes Carina Borgatti, Hayeska Costa e Eliete Ávila, compartilharam suas pesquisas e iniciativas que evidenciam as maternidades como campo de produção de conhecimento, resistência e transformação.

 

Junto delas, a mestranda em Direitos Humanos Alciene Moreira e a coordenadora pedagógica do Projeto Cuidoteca, Letícia Teles, também compartilharam suas vivências maternas enquanto integrantes da comunidade universitária.

 

Ainda na terça, como parte da programação, foi realizada uma oficina de calistenia. Já na quarta-feira (13), foi a vez das oficinas de costura, literatura e bordado. Também ocorreram os diálogos sobre nutrição e saúde com a nutricionista Raiza Teixeira e a doula Magali Melo.

 

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