A Universidade de Brasília, em parceria com o Ministério das Mulheres, lançou o curso Diplomacia Popular: Emergência Climática, Territórios e Gênero, em julho. O objetivo é promover a formação de lideranças femininas de comunidades e povos tradicionais. As aulas serão ministradas pelos docentes de Relações Internacionais da Universidade, com início em 22 de agosto e finalização em 24 de outubro.
Além disso, o curso on-line faz parte da preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em novembro em Belém (PA).
“O tema é de relevância absoluta neste momento em que a comunicação e a opinião pública precisam promover os interesses nacionais, em uma relação positiva com a sociedade, no momento em que a nossa soberania vem sendo diretamente atacada”, disse a reitora Rozana Naves.
Para a representante do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), Ana Paula Santos, a importância do curso se dá por “termos conhecimentos tradicionais, por conhecermos os nossos ecossistemas e a prática sustentável que passa de geração em geração em nossas comunidades e territórios, mas também por assumirmos um papel enquanto líderes comunitárias, lideranças que estão nas comunidades e que são impactadas com as mudanças climáticas”.
O decano de Pós-Graduação (DGP), Roberto Goulart Menezes, um dos coordenadores do curso colocou a UnB à disposição da esfera federal. "Nós observamos e acompanhamos a pesquisa da reconstrução de diversas políticas públicas no Brasil, sobretudo a política ambiental. Nossa Universidade expressa o compromisso com a justiça socioambiental, a construção do conhecimento que transforme a nossa realidade, a realidade do nosso país”, endossou.
A reitora também destacou que a Universidade tem “vocação original para o trabalho com comunidades e povos tradicionais” desde o planejamento pedagógico da instituição, criada por Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro. “Por tradição, nós trabalhamos, já a bastante tempo, com indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Fomos a primeira Universidade a oferecer vagas em pós-graduação para indígenas”, mencionou.
*estagiária de Jornalismo na Secom/UnB
