ÓRGÃOS COLEGIADOS

Conselho de Administração apreciou o planejamento da Auditoria Interna para 2026 e deliberou sobre a composição de instâncias permanentes. Relatório anual da Assessoria de Acompanhamento e Mediação de Conduta foi apresentado

A 449ª reunião do CAD, primeira de 2026, foi realizada no Auditório Azul da Face. Foto: Anastácia Vaz/Secom UnB

 

Reunido pela primeira vez em 2026, o Conselho de Administração (CAD) da UnB aprovou a indicação e a homologação de membros da Câmara de Planejamento e Administração (CPLAD), da Comissão Consultiva dos Imóveis Residenciais de Propriedade da Universidade de Brasília e da Comissão de Acompanhamento do Programa de Gestão (Capgest). Na reunião realizada nesta quinta-feira (29), no Salão de Atos, os conselheiros também apreciaram o Plano Anual de Auditoria Interna (Paint) 2026, bem como a recondução, para um segundo mandato consecutivo de três anos, de Nara Cristina Ferreira Mendes ao cargo de Auditora-Chefe.

 

No que se refere às comissões permanentes, o conselho aprovou a composição da Comissão Consultiva dos Imóveis Residenciais de Propriedade da Universidade de Brasília, que passa a contar com Wilker Luciano Zorzin, representante do segmento técnico-administrativo; Laura Davison, da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS); e Cesário Alvim, do Instituto de Letras (IL).

 

A reitora Rozana Naves destacou a abertura da gestão para a participação voluntária e a recondução de representantes. Segundo ela, a diversidade de unidades e categorias contribui para conferir maior estabilidade e pluralidade à comissão. “O tema da moradia dialoga com as duas categorias: docentes e técnicos. Por isso, sugeri que a comissão passasse a contar também com representantes dos servidores técnico-administrativos. Estamos abertos a novas indicações voluntárias e, se for o caso, à recondução dos atuais representantes. A ideia é formar uma comissão com diferentes unidades e com possibilidade de permanência por mais tempo, evitando uma rotatividade excessiva.”

 

Outra deliberação foi a indicação de novos membros para a Comissão de Acompanhamento do Programa de Gestão (Capgest). Foram homologados os nomes de Antônio Jorge Ramalho, do Instituto de Relações Internacionais (Irel), e de Juliano Prauchner, do Instituto de Química (IQ). O colegiado também referendou a indicação de Cesário Alvim Pereira Filho como membro titular e de Cácio José Ferreira como suplente da Câmara de Planejamento e Administração (CPLAD). Eles são os novos diretor e vice do IL e tomam posse em 4 de fevereiro.

 

AUDITORIA – Ao tratar da recondução de Nara Cristina Ferreira Mendes ao cargo de Auditora-Chefe, a reitora Rozana Naves ressaltou que a atividade de auditoria interna é regida por normativos específicos da Controladoria-Geral da União (CGU), que preveem mandato de três anos para a função. “A atividade de auditoria interna é regulamentada por regramentos específicos vinculados à CGU e prevê mandato de três anos para os titulares. O mandato da Nara se encerra agora em março e, como administração, avaliamos que temos contado com uma parceria muito efetiva. A auditoria tem se aprimorado não apenas na atividade estrita de auditoria, mas também na função de consultoria”, disse.

 

No âmbito do planejamento das atividades de controle, o conselho apreciou o Plano Anual de Auditoria Interna (Paint) 2026, elaborado pela Auditoria Interna da Universidade de Brasília. O relatório favorável à aprovação do plano foi apresentado pelo professor Renato Tarciso Barbosa de Sousa, diretor da Faculdade de Ciência da Informação (FCI), e destacou que o Paint tem como finalidade definir os trabalhos prioritários a serem realizados ao longo de 2026, em conformidade com a Instrução Normativa da Controladoria-Geral da União (CGU) nº 05/2021.

 

De acordo com o parecer, o plano foi submetido previamente à análise da CGU, que apresentou considerações técnicas posteriormente incorporadas pela Auditoria Interna, resultando na versão final apreciada pelo colegiado. O Paint 2026 foi estruturado com base no Plano de Desenvolvimento Institucional da UnB 2023-2028, no mapeamento de riscos institucionais e em subsídios da própria CGU, além de contemplar demandas indicadas pela alta administração, como ações relacionadas à segurança, à gestão de contratos de manutenção predial e à execução de emendas para obras e manutenção de espaços físicos.

A auditora-chefe Nara Cristina Ferreira Mendes apresentou aos conselheiros o plano anual da unidade. Foto: Anastácia Vaz/Secom UnB

 

A auditora-chefe Nara Cristina Ferreira Mendes pontuou que o planejamento é construído a partir de uma abordagem baseada em riscos e de um amplo processo de escuta e autoavaliação. Segundo ela, a definição dos temas envolve consultas a gestores, usuários e partes interessadas, além de uma análise interna da própria Auditoria. “Esse processo nos permite identificar pontos de melhoria e selecionar, da melhor forma possível, as ações que vão compor o Paint. O maior desafio é a necessidade de conhecer profundamente os sistemas e processos da Universidade, o que exige dedicação permanente”, ponderou.

 

O documento prevê a realização de serviços de auditoria organizados a partir de critérios de risco, materialidade, relevância e criticidade, além de ações de capacitação da equipe, monitoramento de recomendações ainda não implementadas e atividades voltadas à melhoria contínua da qualidade da auditoria interna. Segundo o parecer apresentado ao CAD, o plano atende integralmente às exigências normativas e contribui para o fortalecimento da governança, dos controles internos e da transparência na Universidade de Brasília.

 

AAMC – Na sequência da reunião, foi apresentado o Relatório Anual de Atividades da Assessoria de Acompanhamento e Mediação de Conduta (AAMC), referente a 2025, pela titular da unidade, Maria Ivoneide Brito. Apesar de não demandar deliberação formal, o relatório foi aprovado simbolicamente pelo conselho.

 

Maria Ivoneide Brito explicou que, em 2025, a AAMC atuou com uma equipe composta por três servidores, responsável pelo acompanhamento de um universo de 882 processos. No período, a unidade registrou o desfecho de duas auditorias, conduzidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), além de avanços na organização institucional e no apoio às comissões disciplinares da Universidade de Brasília.

 

De acordo com o relatório, foram confeccionadas 325 certidões de nada consta e elaborados ou respondidos 395 processos administrativos, incluindo pedidos de acesso à informação e demandas provenientes de comissões processantes. A atuação da AAMC resultou ainda na celebração de dez Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) e na elaboração de, ao menos, 32 juízos de admissibilidade ao longo do ano.

 

No recorte específico de 2025, a assessoria contabilizou 34 processos, entre sindicâncias investigativas e processos administrativos disciplinares. Além disso, a equipe acompanhou, monitorou ou prestou suporte técnico a, no mínimo, 86 processos referentes a anos anteriores, assegurando continuidade às ações correcionais. O relatório também destaca o investimento na formação da equipe, que somou mais de mil horas de cursos e capacitações. Outro destaque foi o reconhecimento da AAMC, pela Controladoria-Geral da União, como Unidade Correcional Instituída (UCI).

 

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