A Universidade de Brasília sediou, entre os dias 29 e 31 de julho, o Fórum Latino-Americano de Mulheres em STEM: Experiências Compartilhadas para a Construção de um Futuro Inclusivo e Inovador (LAWomenSTEM). Realizado no prédio do Departamento de Ciência da Computação (CIC/IE/UnB), no campus Darcy Ribeiro, Asa Norte, o evento reuniu lideranças femininas de vários países da América Latina para fortalecer a presença de meninas e mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática – as chamadas áreas STEM.
Durante a abertura do fórum, a reitora Rozana Naves destacou a importância da presença feminina na ciência e a relevância de eventos como o promovido pelo LAWomenSTEM para ampliar a inclusão nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “É uma alegria estar aqui hoje nesse auditório recheado de mulheres. É muito importante ver a presença efetiva de meninas e mulheres pesquisadoras de todas as idades nos debates sobre equidade de gênero.”
A reitora ressaltou ainda o papel da UnB como promotora de ações inclusivas em articulação com instituições parceiras do Distrito Federal, citando a colaboração com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e a Secretaria da Mulher. “Essas parcerias são muito importantes. A Universidade de Brasília, embora seja uma instituição com forte identidade federal, está situada no Distrito Federal, e a contribuição local que fazemos é sempre muito relevante em parceria com as nossas instituições irmãs”, ponderou.
Rozana Naves aproveitou a ocasião para destacar a trajetória institucional da UnB na promoção da equidade de gênero na ciência. Lembrou do projeto Mulheres.com, que está prestes a completar 15 anos, e das políticas que vêm sendo implementadas para apoiar pesquisadoras, como os editais voltados para mulheres e meninas na ciência e as ações de incentivo às mães pesquisadoras.
“Estamos falando de uma história institucional de construção do espaço da mulher na ciência – em áreas onde essa inserção ainda é tímida, não pela ausência de mulheres competentes, mas porque muitas dessas áreas foram formatadas para acolher inicialmente os homens”, explicou.
A organizadora do evento, a docente do Departamento de Ciência da Computação Maristela Terto de Holanda, contou que o fórum foi cuidadosamente planejado para promover debates, conexões e resultados concretos. As atividades – que incluíram painéis, palestras, exposições, hackathons e mentorias – tiveram como foco a construção de propostas para a inclusão de mulheres nas áreas de STEM.
“Tivemos 25 submissões de artigos e vamos publicar 23. Também vamos divulgar um relatório com proposições de ações e políticas para a América Latina em três eixos principais: atração de meninas para STEM, permanência de estudantes da graduação nos cursos e criação de ações afirmativas para profissionais da área”, disse Maristela Terto de Holanda.
A professora enfatizou que o objetivo é contribuir para que equipes de trabalho sejam cada vez mais diversas e inclusivas, com impactos positivos também na produtividade econômica de instituições públicas e privadas da região. “Esperamos muito que este evento proporcione o início de uma parceria duradoura entre nossas instituições, com ações efetivas para a inclusão de meninas e mulheres em STEM na América Latina”, afirmou.
A programação foi estruturada em três eixos temáticos. O primeiro dia foi dedicado à apresentação de ações voltadas à atração de mulheres para as áreas de STEM em diferentes países latino-americanos. No segundo dia, estudantes do ensino básico participaram de oficinas de imersão na vida universitária, com atividades de introdução à inteligência artificial, robótica e cibersegurança, além de mentorias e oportunidades de empreendedorismo voltadas ao público do ensino superior. No encerramento, foram discutidas propostas de atividades e políticas públicas para ampliar a inclusão feminina nas engenharias e na computação.
Além das mesas-redondas e painéis, a programação incluiu palestras, workshops, hackathon e atividades de mentoria. Representantes de instituições do Brasil, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Paraguai e Uruguai participaram do fórum, que teve como anfitriã Maristela Terto de Holanda, coordenadora geral do evento.
O evento recebeu o patrocínio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e contou com o apoio de instituições de ensino superior da região, como o Instituto Federal de Brasília (IFB), a Universidade Católica de Brasília (UCB), o Centro Universitário UDF, o Centro Universitária de Brasília (Ceub), o Instituto de Educação Superior (Iesb) e a Universidade do Distrito Federal (UnDF).
