Pesquisadores da Universidade de Brasília participaram, em novembro, da caravana fluvial Iaraçu, iniciativa que percorreu municípios da região amazônica para apoiar ações locais de adaptação às mudanças climáticas. A expedição fez parte da Saison France-Brasil 2025 e contou com parceria do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), da Embaixada da França no Brasil, Capes, CNPq entre outras instituições, e do Projeto GeoCalor e do Programa AdaptaCidades.
A professora Helen Gurgel, do Departamento de Geografia da UnB, coordenadora do Laboratório de Geografia, Ambiente e Saúde (Lagas) e co-coordenadora pela UnB do Laboratório Misto Internacional (LMI) Sentinela, representou a Universidade nas atividades, que reuniram estudantes, equipes municipais e instituições de pesquisa em quatro cidades amazônicas: Santarém, Monte Alegre, Breves e Belém.
OFICINAS – Em Santarém, a equipe realizou oficina na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) com estudantes e representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA). Em Monte Alegre, pesquisadores da UFOPA e o secretário municipal de Meio Ambiente discutiram desafios locais relacionados ao clima.
A cidade de Breves recebeu uma oficina a bordo do barco Iaraçu, com participação de estudantes da UFPA e do IFPA, além de servidores municipais. As atividades foram encerradas em Belém, também na embarcação, em encontro com estudantes da UFPA.
As oficinas utilizaram o jogo sério La Fresque de la Ville, metodologia participativa que permite identificar vulnerabilidades urbanas, necessidades locais e caminhos para adaptação climática. O processo estimulou o diálogo entre moradores, estudantes e equipes municipais sobre soluções para cidades amazônicas.
“Esses espaços de participação são essenciais para que as comunidades ribeirinhas construam estratégias próprias de adaptação, valorizando saberes locais e fortalecendo políticas públicas”, afirmou a professora Helen Gurgel.
A caravana integrou iniciativas brasileiras de preparação para a COP30, realizada em Belém, em 2025, e reforçou a cooperação científica entre Brasil e França por meio da Saison France-Brasil 2025.
Segundo Helen Gurgel, a participação da UnB reafirma o compromisso institucional com a produção de conhecimento voltado ao enfrentamento das desigualdades socioambientais.
“A Amazônia ocupa posição central no debate climático global. Nosso papel é apoiar processos participativos que aproximem universidade, poder público e populações locais”, destacou.
